quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Avaliação da ata do Copom


A ata do Copom divulgada hoje não mostrou novidades relevantes quanto à estratégia de política monetária a ser exercida no curto prazo. O Banco Central continua propenso a reduzir o atual ritmo de aperto monetário, de 0,5 p.p. para 0,25 p.p. Por outro lado os diretores do Copom (Comitê de Política Monetária) realizaram alterações significativas (à política monetária) para o cenário econômico interno e externo.

O primeiro e grande destaque do Banco Central refere-se ao que chamo de bull market das taxas de juros a nível global, destacado na Análise e Projeções para 2014, realizada no dia 20 de dezembro de 2013. Pela primeira vez o Copom mencionou na ata que “os derivados de mudanças na inclinação da curva de juros em importantes economias maduras” constituem riscos elevados para a estabilidade financeira global.

O tema foi colocado de forma sutil a fim de se evitar impactos antecipados de curto prazo no mercado financeiro. O reconhecimento na mudança da inclinação da curva de juros por parte da autoridade monetária constitui o primeiro indicativo de que a taxa Selic deverá acompanhar a nova inclinação da curva, como se podia esperar, praticamente antecipando a possibilidade de ocorrência de novos ciclos de aperto monetário no médio prazo.

Ratificando sua tese para a curva de juros, os membros do Comitê estão mais otimistas com a recuperação da economia global. As perspectivas para atividade econômica mundial foram alteradas de moderada para “mais intensa”. Com uma retomada mais forte do crescimento, a inflação global, atualmente muito baixa, voltará a subir, provocando uma resposta (aperto) dos banqueiros centrais.

No vigésimo primeiro parágrafo da ata o Banco Central incluiu alterações relevantes às variáveis que afetam a demanda doméstica, criando, portanto, mecanismos para justificar uma redução no ritmo de aperto monetário nos próximos meses. Anteriormente os membros do Comitê projetavam ritmo de atividade doméstica “mais intenso”. Esta avaliação mudou para “relativamente estável em comparação a 2013”, pois o Banco Central identificou mudanças na composição da demanda e da oferta agregada.

“Para o Comitê, entretanto, delineia-se ambiente em que o consumo tenderia a continuar em crescimento, porém, em ritmo mais moderado do que o observado em anos recentes; e os investimentos ganhariam impulso. No que se refere ao componente externo da demanda agregada, o cenário de maior crescimento global, combinado com a depreciação do real, milita no sentido de torná-lo mais favorável ao crescimento da economia brasileira. Pelo lado da oferta, o Comitê avalia que emergem perspectivas mais favoráveis à competitividade da indústria e da agropecuária e que, no horizonte relevante para a política monetária, o setor de serviços tenderia a crescer a taxas menores do que as registradas em anos recentes. É plausível afirmar que esses desenvolvimentos – somados a avanços em termos de qualificação da mão de obra – traduzir-se-ão numa alocação mais eficiente dos fatores de produção da economia e em ganhos de produtividade”.

O trecho citado no parágrafo anterior é novo, ou seja, não estava presente nas últimas atas de reuniões do Copom. Entende-se que pela avaliação do Banco Central, o crescimento mais moderado do consumo, a retomada dos investimentos e do crescimento (puxado pelo cenário externo), criarão condições para o arrefecimento dos índices de preços. Mas o Comitê ressaltou na ata que a “velocidade de materialização das mudanças acima citadas e dos ganhos delas decorrentes depende do fortalecimento da confiança de firmas e famílias”.

O grande problema está justamente no processo de retomada da confiança (normalmente longo), não destacado na ata, já que o governo continua atuando na ponta contrária, provocando, cada vez mais, deterioração na percepção das instituições, investidores, empresários e consumidores.

Outra alteração sutil pode ser observada na avaliação da política fiscal. Anteriormente o Comitê enxergava “condições para que, no horizonte relevante para a política monetária, o balanço do setor público se desloque para a zona de neutralidade”. O trecho entre aspas foi mantido, porém não mais sobre uma avaliação do ponto de vista do Comitê, mas sim por uma variável presente no cálculo do cenário central traçado para a inflação. Esta é uma forma de isentar a opinião dos membros quanto ao rumo da política fiscal, que parece ser contrária à variável fiscal presente no cálculo da inflação.

Na prática, não faz o menor sentido retirar a menção ao Comitê sobre o rumo da política fiscal, notadamente expansionista, transferindo-a para o cálculo do cenário central para a inflação. Os responsáveis pelos manejos das variáveis presentes no cálculo da inflação são justamente os membros do Comitê. Ou será que alguém “de fora” está sugerindo a classificação de neutralidade na importante variável fiscal para o cálculo da inflação?

Ainda com relação à polêmica fiscal, o Banco Central acrescentou o seguinte trecho ao final do parágrafo: “Importa destacar, também, que a geração de superavit primários em patamares próximos à média dos gerados em anos mais recentes contribuiria para diminuir o custo de financiamento da dívida pública, com repercussões favoráveis sobre o custo de capital de modo geral, o que estimularia o investimento privado no médio e no longo prazo”.

Esta avaliação é controversa e perigosa, pois a geração de superávit primários nos anos anteriores foi alcançada com o uso de artifícios contábeis/receitas extras e não, necessariamente, por uma consequência da economia de gastos. Por este motivo o endividamento do governo aumentou, tal como o custo para captação de recursos/rolagem da dívida no mercado (vide alta expressiva dos bônus exigidos pelos investidores), o que desestimula o investimento privado.

Com relação ao mercado de trabalho, o Banco Central mostrou uma avaliação menos pessimista ao acrescentar que a concessão de reajuste para o salário mínimo este ano não foi tão expressiva quanto nos anos anteriores e que nos últimos trimestres as variações reais de salários foram mais condizentes com as estimativas de ganhos de produtividade do trabalho. Este é mais um indicativo que reforça a possibilidade de redução no ritmo de aperto monetário na próxima reunião do Copom.

O Banco Central utilizou o termo “tem se mostrado ligeiramente acima daquela que se antecipava”, referindo-se a elevada variação dos índices de preço, no parágrafo que justifica o aumento de 0,5 p.p. nesta reunião dos dias 14 e 15 de janeiro. Para reforçar a demonstração de que este aumento foi um caso à parte (projetava-se 0,25 p.p. na mesa), o Banco Central trocou a expressão “nesse contexto” para “dessa forma”, no trecho onde os diretores entendem ser “apropriada a continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias ora em curso”, corroborando para uma decisão de momento (curto prazo, como resposta ao nível psicológico atingido pelo IPCA de dezembro).

Estes indícios comprovam que o Banco Central trabalha realmente com a intenção de reduzir o ritmo de aperto monetário (de 0,5 p.p. para 0,25 p.p.) demonstrada pela primeira vez na ata da reunião dos dias 26 e 27 de novembro do ano passado com o acréscimo do trecho “ao mesmo tempo, o Comitê pondera que a transmissão dos efeitos das ações de política monetária para a inflação ocorre com defasagens” na parte da ata que delibera as variáveis importantes que influenciarão as decisões futuras de política monetária. O start deste novo ciclo sofreu apenas um pequeno atraso.

Vale ressaltar que as novas projeções para inflação de 2014, traçadas neste mês de janeiro a partir do novo cenário de referência (manutenção da taxa de câmbio em R$ 2,40 e da taxa Selic em 10,00% ao ano em todo o horizonte relevante), aumentaram em relação ao valor considerado na última reunião. Para 2015 a projeção continua acima da meta, mas os diretores do Comitê optaram por não informar ao mercado se houve aumento ou redução em relação ao último número divulgado no Relatório Trimestral de Inflação. Neste documento, a inflação já estava batendo nos 5,6% em 2014 e 5,4% em 2015.

Por fim, deve-se destacar que as projeções foram calculadas levando em consideração, durante todo o ano de 2014, a estabilidade nos preços da gasolina e do gás de bujão, elevação de 7,5% na tarifa residencial de eletricidade, estabilidade da tarifa de telefonia fixa e projeção de reajuste para o conjunto de preços administrados em 4,5%.

No mercado de capitais os preços dos ativos foram afetados por mais uma onda de pessimismo provocada pela primeira contração da atividade industrial da China em seis meses. A prévia do Índice Gerente de Compras caiu de 50,5 pontos em dezembro para 49,6 pontos em janeiro, mostrando mais um escorregão da indústria chinesa.

O movimento de queda no Brasil ocorreu em maior intensidade refletindo as duras críticas direcionadas à política econômica brasileira por parte da Pimco (Pacific Investment Management Company, uma das maiores gestoras de recursos no mundo, líder no segmento de renda fixa), num relatório divulgado nesta quinta-feira.

Na semana passada mostrei que a gestora havia perdido a paciência com o Brasil ao reduzir significativamente sua exposição em ativos brasileiros (de 4,18% da carteira para 3,27%). A movimentação não aparentava ser um simples movimento de acerto de portfólio. Levando em consideração a limitação de liquidez do nosso mercado, a Pimco foi bastante agressiva ao conseguir retirar mais de 2,3 bilhões de dólares do Brasil num curto período de tempo.

No relatório divulgado hoje, Michael A. Gomez, co-responsável pela equipe de gestores do portfólio de emergentes da Pimco, avaliou que o clima para investimentos no Brasil foi caracterizado em 2013 por qualquer coisa menos "Ordem e Progresso", numa alusão à mensagem na bandeira nacional.

Segundo Gomez, “o Brasil precisa ancorar a política econômica sob uma rigorosa e crível meta de superávit primário, em vez de executar o mix atual de política fiscal expansionista, empréstimos públicos subsidiados e política monetária cada vez mais apertada”.

O executivo do alto escalão da Pimco ainda ressaltou que “a régua subiu para que as autoridades brasileiras mostrem progresso em restabelecer um mix de políticas para atrair investimentos, restaurar confiança e entregar um robusto crescimento com inflação moderada. Sem isso, a perspectiva de ordem no mercado financeiro brasileiro é menos garantida”.

Gomes recomendou aos investidores cautela com o Brasil e avalia que há ingredientes suficientes para provocar um aumento ainda maior nos prêmios de risco (vide bônus dos títulos do Tesouro). Ou seja, o governo vai ter que pagar mais caro para conseguir captar recursos no mercado.

A reação do mercado local foi imediata. Os Yields (taxas de juros) dos títulos do Tesouro nacional dispararam, superando as máximas registradas no final do ano passado. A LTN 2016 continua sendo o único título disponível viável para a estratégia de compras parciais e crescentes no mercado de renda fixa por conta do prazo. Aos investidores que seguiram a última sugestão de compra no mês de novembro, quando o Yield deste título atingiu os 12,11%, ao preço de R$ 783,45, recomenda-se aguardar a aproximação da taxa na casa dos 12,50% para uma nova compra. Aos investidores que ainda não iniciaram posicionamento parcial na LTN 2016, o momento atual é bastante favorável para tal.

  
O índice Bovespa cedeu 1,99%, devolvendo todo o ganho conquistado no dia anterior, numa tentativa de repique de curtíssimo prazo. Tendência de baixa segue inalterada.


O aumento da volatilidade nos mercados emergentes foi destaque no pregão desta quinta-feira. O Banco Central da Turquia optou por não subir sua taxa básica de juros e acabou provocando uma disparada do dólar frente à lira turca, forçando sua própria intervenção no mercado de câmbio local pela primeira vez nos últimos dois anos.

Na Argentina, o Banco Central demonstrou que a sua munição (reservas internacionais do governo, estimadas em apenas 30 bilhões de dólares) está chegando ao fim. A autoridade monetária não interferiu a favor do peso no mercado de câmbio na última quarta-feira, provocando a maior desvalorização da moeda local frente ao dólar em mais de uma década.

No final da tarde desta quinta-feira, após uma reunião de emergência, o Banco Central decidiu intervir no mercado de câmbio novamente. A medida é desesperadora e tem pouco efeito prático. O peso desvalorizou-se 17% em relação ao dólar nos últimos quatro dias, cotado a 8,01. Ainda assim, a cotação oficial do câmbio está 62,92% abaixo do preço praticado no mercado paralelo, cotado a 13 pesos.

A forte desvalorização de curto prazo é consequência de uma nova medida de saída de capital anunciada ontem pelo governo argentino, envolvendo, inclusive, restrições para compras no exterior através da internet.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jonse fechou o pregão desta quinta-feira em baixa de 1,07%, iniciando um movimento de perda de dois importantes patamares de sustentação de curto prazo (LTA dos 14.7k e linha de suporte nos 16.2k).


35 comentários:

  1. Excelente post Finanças Inteligente!
    Gostaria de discutir um assunto: Você citou a LTN 16 como uma boa opção para compra, devido aos valores e taxas apresentados. Pois bem, levando em consideração que ela possui menos de dois anos para o vencimento (consequentimente, um IR maior), qual a sua opinião sobre ao invés da LTN 16, adquirir a LTN 17, que possui uma data maior, e uma taxa mais interessante?

    Muito obrigado

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    1. Eu ia fazer a mesma pergunta. Já não há mais como pagar IR de 15% na LTN16, pois são menos de 720 dias até o vencimento.

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    2. Alem disso, LTN16 so ate o dia 26/01, depois entra LTN18. Quadro de avisos do T.D.

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    3. Mais um que compartilha deste pensamento, na minha humilde opinião eu acho que é mais negócio pegar a LTN17.

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    4. Legal ver que tem mais pessoas com a mesma duvida! Vamos aguardar o Finanças nos dar a sua opinão.
      Lembrando que se as coisas nos ajudam caso a SELIC aumente mais!

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    5. Por conta do prazo. Até 01/01/207 (vencimento da LTN 2017), as taxas de juros futuros estarão oscilando em outro patamar, acima do que o mercado oferece hoje (12,76%). Isso vai acontecer por conta do bull market nas taxas de juros. A expectativa de aperto monetário nos Estados Unidos já está provocando uma inversão relevante na tendência de longo prazo das taxas de juros futuros no mercado norte-americano, encerrando um ciclo de queda dos Yields que durou mais de três décadas. Inevitavelmente este movimento respinga sobre os demais títulos da dívida soberana, especialmente em países emergentes, onde os ativos apresentam maior presença de fatores de risco. O aumento da remuneração dos títulos do Tesouro norte-americano provoca uma inevitável atração de capital, obrigando os demais países a subirem seus respectivos prêmios de risco (alta dos juros), a fim de manter a atratividade de seus ativos e impedir uma fuga em massa de capitais.

      O bull market das taxas de juros globais ganhará mais consistência quando a Federal Funds Rate começar a subir nos Estados Unidos, marcando o início da fase crítica de desalavancagem do sistema. Por este motivo recomenda-se manter total distância de posicionamentos em títulos de médio e longo prazo. As taxas fixadas hoje ficarão defasadas a partir de 2016 (ou mesmo um pouco antes, em meados de 2015, a depender da velocidade de retomada da inflação nos países desenvolvidos).

      Para valer a pena um posicionamento na LTN 2017, admitindo perder para a média de mercado por pelo menos um ano, o Yield deste título deverá apresentar um spread considerável acima da projeção para a taxa Selic no fechamento de 2014, preferencialmente acima da projeção para o fechamento da Selic em 2015. Este ganho auferido pela taxa fixada bem acima da média de mercado até meados/fim de 2015 poderá compensar a perda para a média no período seguinte até o vencimento do título. O resultado final precisa mostrar boa possibilidade de superação do rendimento proporcionado pela LFT, caso contrário não compensará fixar juros no mercado.

      Hoje o boletim Focus (que mostra a média das projeções dos principais economistas do País) projeta Selic aos 10,75% em 2014 e 11,50% em 2015 (diferente um pouco da minha avaliação, acho que a taxa estará um pouquinho acima, na casa dos 12% em 2015). Isso significa que a LTN 2017 está pagando um spread de pouco mais de 1 p.p. acima da meta Selic do boletim Focus para 2015. É pouco.

      Abcs a todos e bons negócios

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    6. Confere. Esqueci deste importante detalhe. Bem lembrado o Anônimo que citou o fim das negociações da LTN 2016. A partir da próxima segunda-feira não teremos mais opção de compra no Tesouro, apenas na BM&F (comprando DI). A compra de saideira na LTN 2016 pode acontecer amanhã, caso o Yield continue subindo. 12,4% estaria de bom tamanho, já que será uma despedida rs...

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    7. Excelente resposta FI. Entendi perfeitamente o seu posicionamento na LTN16, uma vez explicada a situação do spread em relação a SELIC.

      Porém, para o pequeno investidor, que compra seu Título mensalmente, não vale a pena ir comprando mês a mês a LTN de maior rentabilidade? Por mais que o SPREAD da LTN17 mostre tendência de alta, não é mais vantajoso ir adquirindo mensalmente do que juntar esse capital sem rendimento e aguardar um spread maior?

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    8. Prezado FI,

      E de quanto seria o tamanho deste spread acima da Selic para que a LTN17 fique atrativa?

      Obrigado e um abraço,

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    9. Não vale a pena utilizar o Tesouro Direto para estratégia de compras mensais. Não se consegue bater o mercado desta forma, portanto, neste caso, é bem melhor deixar os recursos aplicados em LCIs/CDBs pós-fixados, pois você não vai pagar taxas administrativas para ter um rendimento dentro da média de mercado. A taxa do Tesouro é justamente um "prêmio" que pagamos para termos uma opção de bater o rendimento do CDI (média de mercado) sem muitas dificuldades. Mas ao comprar tesouro direto todos os meses você estará, em alguns momentos, comprando títulos caros demais (Yield baixo), e em outros momentos, comprando títulos baratos demais (Yield alto). Acontece que os momentos ideais de compra (títulos baratos demais) são curtos e não costumam acontecer com tanta frequência. Os momentos desinteressantes para compra (títulos caros demais) são mais longos e costumam acontecer com frequência. Do mês 07/2011 até o mês 06/2013, por exemplo, não apareceu nenhuma oportunidade de compra no Tesouro, apesar de tanta propaganda que surgiu neste período.

      Portanto, numa estratégia de compras mensais, você estará comprando uma maior parcela de títulos caros e uma menor parcela de títulos baratos. Isso vai jogar a rentabilidade da carteira abaixo da média de mercado. E não faz o menor sentido qualquer investidor aceitar uma estratégia que remunere seu capital abaixo do CDI(Selic) no Brasil, pois não há necessidade de estudo/acompanhamento/esforço para ter um rendimento dentro deste patamar.

      Abcs,

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    10. Com relação ao spread, não existe um patamar fixo. O cálculo depende das condições macro atuais e das perspectivas dentro do período de vigência do título onde pretende-se montar posição. Levando em consideração a magnitude dos eventos macro para os próximos 3 anos (vigência da LTN2017), creio que um spread de 2 p.p. acima da projeção para a taxa Selic em 2015 apresentaria uma margem confortável para início das posições parciais no referido título.

      Abcs,

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    11. Essas compras mensais não foram bem explicadas.
      Como as LTNs são pré-fixadas e na calculadora, você sabe o valor exato que irá receber no final e a média da taxa liquida a.a., sempre que eu vou comprar as LTNs, eu verifico esse cenário antes.

      E nos últimos meses, as LTNs 2017 estavam dando taxas na casa dos 10% liquido.
      Não vejo problemas em comprar titulos LTN, de forma mensal ou não, desde que verifique o rendimento liquido no final e compare com o mercado.

      Concordo no periodo que citou, mas a partir do momento que o investimento mensal pre-fixado traga um retorno liquido maior que o CDI (e isso está ocorrendo), talvez seja viavel a compra mensal....

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    12. FI, o que você acha das LCAs em comparação com o TD? Considerando rentabilidade diária, resgate D+0, isenção IOF e IR, a 84,5% do CDI?

      Abç e parabéns pelo Blog.

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    13. Sim. Mas você precisa fazer a comparação do rendimento proporcionado pelo título pré-fixado com a média esperada de retorno do CDI (Selic) durante o período de vigência do título e não em comparação ao CDI atual. Para a LTN 2017 valer a pena, o rendimento do título precisa estar acima do que se pode esperar de retorno do CDI até 2017.

      Abcs,

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    14. Bom produto. Mas prefiro LCIs, pois nas LCAs os recursos são repassados ao agronegócio. Nas LCIs os recursos são repassados ao mercado imobiliário. O crédito na LCI é mais diversificado, minimizando o risco para o banco.

      84,5% do CDI está razoável para liquidez diária. O ideal é encontrar produtos com retorno próximo dos 90% do CDI, mesmo que você tenha que abrir mão da liquidez no curto prazo (até 3 meses) de parte do capital. O Banco ABC, por exemplo, paga 90% do CDI com vencimento em 3 meses na LCI.

      Obrigado!

      Abcs,

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    15. Olá FI,
      O que vc acha do CDB pós liquidez diária com 100% do CDI do Sofisa Direto?

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    16. Este comentário foi removido pelo autor.

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    17. FI, que bancos possuem boas opções de LCI? Procurei na web mas achei muito pouca coisa. E instituições que nunca tinha ouvido falar.

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    18. As ordens!

      Respondendo as novas perguntas:

      1) O CDB pós-fixado com liquidez diária do Sofisa é uma boa opção de investimento. É importante não extrapolar o limite do FGC. O banco também oferece LCIs, mas no momento está sem papel para ofertar. Provavelmente novas emissões de LCIs irão surgir.

      2) Que eu me recordo no momento são o Banco ABC Brasil, Banco Pine, Banco BTG Pactual, Banco Sofisa e Santander.

      Abcs a todos!

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  2. Boa FI, tenho seguido sua estratégia sobre LTN. Como o cenário pro ano é extremamente negativo, estou preparando bala na agulha pra aproveitar as taxas altas do TD e também pra voltar a comprar aos poucos papéis muito descontados, apesar de que está difícil garimpar oportunidades no momento.
    Esse ano é um ano completamente perdido pra nossa economia, o foco vai ser copa, propaganda política e maquiagem, então acho que não dá pra arriscar muito. Você tem alguma dica pra quem quer se proteger contra a alta do dólar?
    Continue com o excelente trabalho do blog, abraços!

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    1. Obrigado Nerd Investidor. Proteção contra alta do dólar (pretende viajar, comprar ou morar no exterior), só mesmo comprando as verdinhas.

      Abcs, bons negócios

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  3. FI,

    Destacaria a menção "elogiosa" na Ata do Copom aos superávits primários. O caminho é esse que a Pimco está mostrando mesmo.

    Bom post,

    Miguel

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    1. É o caminho que estamos insistindo há muitos anos e o governo insiste em desprezá-lo, afirmando que estamos fazendo "guerra psicológica", entre tantos outros insultos/ataques populistas remetidos ao mercado nestes últimos meses/anos. Quero ver agora o que o governo vai falar sobre o relatório da Pimco. Foi uma bela bofetada.

      Abcs, bons investimentos

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  4. FI o que você me diz da estratégia para médio prazo:
    posição shortista em bolsa
    guardar reserva liquida para esperar um bom ponto de entrada na renda fixa
    e dólar/fundos cambiais

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    1. Short ok, embora um pouco tarde. Mercado permanece vendido e sem sinalização de reversão na tendência de baixa iniciada na região dos 56.7k.
      Guardar reserva líquida (LCI pós-fixada por exemplo com liquidez diária) é essencial para aproveitar os momentos de pânico no mercado, tanto na renda fixa, quanto na renda variável. Acho que a renda fixa já apresenta ponto de entrada parcial em LTN 2016. Amanhã será o último dia para aproveitar este título. Pegar taxa exatamente no topo é praticamente impossível, tal como comprar ações exatamente no fundo. Para isso, utiliza-se a estratégia de compras parciais e crescentes nos momentos de pânico/aumento significativo da volatilidade conforme demonstrado no livro.
      Dólar segue em tendência de alta de médio prazo. Mas o potencial de valorização, levando em consideração o fechamento da taxa de câmbio hoje, em R$ 2,40, não apresenta um retorno muito acima dos 12,21% a.a isentos de risco da LTN 2016. Posicionamento no dólar deve ser preferencialmente feito nas formações de fundos ascendentes dentro da tendência.

      Abcs, bons trades

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  5. Obrigado pela informação sobre Argentina,estive quase a ser pego,com os especuladores a mandar comprar apos as subidas

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    1. As ordens. Estamos aqui pra isso. Situação bastante delicada na Argentina, à beira de um novo colapso semelhante ao que aconteceu no início da década passada. O povo não merece passar por isso de novo.

      Abcs, bons negócios

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    2. Verdade,eu fiquei de cautela,pois vc ja tinha falado sobre isso,ja algum bom tempo,ai eu tomei cuidado com redobrado com o aconselhamento do especulador...

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  6. estou aprendendo e sempre visito seu blog.

    parabens e continue nos ajudando!

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  7. Esta meio dificil,saber quando entrar,eu estou a espera dos 44XXX,mas estou meio desconfiado,com este tombo de sexta,o Ibov não ter caido na mesma proporção.
    Se vc desse a sua opinião a que ja nos habituou,seria um um inicio da proxima semana mais clarificado.Atê seria bom ter uma ideia se e onde que patamar seria mais aconselhavel entrar,para reduzir as possibilidades se ser apanhado num simples repique.Tenho ouvido falar tambem que este suporte de sexta é muito importante e poderã atê ser dificil de roer...Uma vez que na Europa e EUA caiu forte nos 2 ultimos dias não sei mas pode querer subir novamente e levar o IBOV com eles uma vez que o Shangai se esta segurando bem...

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    1. Xangai e Bombay conseguiram se proteger desta tempestade dos últimos dias, basicamente por fatores técnicos. Com uma eventual perda dos 48k, aumentando a força da tendência de baixa, a bolsa brasileira ficaria barata. O problema é que o nosso CDS está aumentando muito, o que pede um aumento ainda maior no desconto dos ativos brasileiros para atrair capital.

      Abcs, bom final de semana!

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  8. FII, sobre a projeção da SELIC e comparação de taxas de Rendas Fixas, como o Tesouro Direto por exemplo, tenho uma pergunta de iniciante no mundo das analises:

    Essa projeção, no caso de alta pelo Bull Market que mencionou, é algo que só é possível saber por analises da economia mundial ou porque realmente existe um "documento" que traça essas projeções como metas futuras?

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