sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Sell-off atinge todas as praças financeiras do planeta


Influenciado pelo noticiário predominantemente negativo dos mercados emergentes, um significativo movimento de vendas de ativos, ou simplesmente sell-off, atingiu as principais bolsas de valores mundiais durante este mês de janeiro.

Os mercados das praças desenvolvidas acompanharam a pancadaria observada nas praças emergentes por conta de seus respectivos elevados níveis de sobrecompra. Estava faltando um bom motivo para motivar investidores/operadores de Wall Street a embolsarem pelo menos parte dos volumosos lucros conquistados nos últimos meses/anos.

O índice Dow Jones despencou 5,3% em janeiro, marcando o seu pior desempenho mensal desde maio de 2012. O marubozu de baixa confirmou topo na região dos 16.6k e sinaliza que novas quedas poderão surgir nos próximos meses.


O índice S&P500 caiu 3,6% em janeiro, também marcando o seu pior desempenho mensal desde maio de 2012. Em situação técnica semelhante, o índice poderá retornar para dentro do seu antigo canal de alta, iniciado em março de 2009. Não há regiões de suporte relevante até a linha dos 1.5k (antigo topo histórico).


As bolsas também despencaram na Europa, encerrando o mês de janeiro com a maior perda mensal desde junho do ano passado. Na Alemanha, o índice DAX confirmou topo na região dos 9.8k e poderá retornar para a região dos 8.5k nos próximos meses.


Na Inglaterra, o índice FTSE confirmou topo na região da máxima histórica e poderá retornar para a LTA, iniciada em março de 2009, nos próximos meses.
  
  
Até mesmo a bolsa de Tóquio, no Japão, movida pelos estímulos monetários do BoJ (Banco Central do país) fechou o mês de janeiro em forte queda, repercutindo o sell-off nas principais praças financeiras mundiais. Mercado sobrecomprado e com bastante espaço para manter o movimento de realizações de lucros nos próximos meses.


Na China a bolsa de Xangai fechou o mês em queda, colada na principal linha de suporte de curto e médio prazo na região dos 2k. Mercado permanece vendido em prazos curtos e longos, sem perspectiva positiva para o médio e longo prazo.


Na Índia a bolsa de Bombay fechou o mês de janeiro marcando topo na região da máxima histórica, ameaçando a linha de suporte dos 20.2k. A perda deste patamar de sustentação jogará o índice para testar a LTA de 2009.


A bolsa do México também despencou no mês de janeiro, ameaçando rompimento da importante LTA de 2009.


No Brasil o índice Bovespa cedeu 7,5% no mês de janeiro, iniciando rompimento da LTA de 2002. O terceiro mês consecutivo de queda, representado por um candle de força relevante, mostra aumento de força da tendência de baixa iniciada na região dos 56.7k, deixando o mercado nacional vulnerável aos movimentos de pânico nos próximos meses.


Repiques podem surgir nas próximas semanas, mas a sinalização observada nos gráficos sugere manutenção do movimento corretivo nos próximos meses em todas as praças financeiras mundiais.

Bom final de semana a todos vocês e até segunda!

13 comentários:

  1. Boa noite

    Eis a dúvida cruel que surge:

    Vender os papéis e comprar depois ou continuar com ele esperando um repique?

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    1. Eu venderia na próxima recuperação dos preços antes das eleições. Sem perspectivas concretas de melhora do cenário nacional até lá.

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    2. Felipe,

      Este é o tipo de dúvida que não pode surgir no andamento da operação. É um indicativo de que sua estratégia precisa ser revista, seriamente. Se preferir, me envie um e-mail ( financasinteligentes@gmail.com ) para que eu possa lhe auxiliar melhor.

      Abcs, bom sábado a todos

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  2. Felipe,

    No lugar de "vender os papeis"... já considerou a possibilidade de vender contratos de mini-índice no volume que carrega em seu portfolio de RV ? Neste caso, travaria as perdas e aufere os ganhos com juros.

    Parece-me mais fácil do que sair vendendo "papéis", eventualmente arcando com lucros/prejuizos.

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  3. FI,

    Se nos EUA começarem a correção forte, aqui deve ir ladeira abaixo não acha?

    Abs.

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    1. Mais provável que sim. Mas não existe esta "obrigatoriedade". O mercado é afetado por diferentes variáveis e pode surpreender (subir) independente de qualquer motivo/situação. Por enquanto estamos vendidos.

      Abcs, bons negócios

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  4. Ainda não estou tão pessimista quanto ao IBOV por conta da situação dos bancos.
    Resolvendo a pendência de correção da poupança eles podem subir bastante e isso modificaria em muito o ibovespa.

    Dia 27 alertei do objetivo imediato do DJIA vide a imagem.
    http://i.imgur.com/eKEHQUW.png

    Bolsa da China ainda não posso afirmar que é venda e estou acreditando mais numa retomada de tendência tenho mostrado essa situação a semana toda no twitter.
    Não duvido que o mundo desabe e IBOV + CHINA subam fazendo o inverso do que aconteceu nos últimos meses.
    Tira-se um dinheiro de um lugar para colocar em outro lá fora ninguém tira dinheiro da bolsa para "aplicar na poupança". Estão vendendo com medo, assim que ele passar tudo volta a subir.

    Quem tiver interesse em conhecer o meu site e ter dicas de trade o endereço é
    www.momentoeconomico.com.br

    Sucesso
    - Ductor Marcus -

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    1. Tanto a Bovespa quanto a bolsa de Xangai estão nitidamente vendidas em curto, médio e longo prazo. Isso é o básico de análise técnica. Obviamente em algum momento a tendência será revertida, como em qualquer ativo de renda variável, ao menos no curto prazo, mas este momento ainda não chegou.

      Abcs, bons negócios

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  5. Self off ou bolha sendo estourada com o fim do QE3? rs

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    1. Por enquanto estourou apenas uma bolha nas commodities metálicas. Creio que o maior impacto ocorrerá na desalavancagem do sistema, quando a taxa básica de juros começar a subir nos Estados Unidos.

      Abcs, bom sábado!

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    2. O ouro deu uma derrapada forte recentemente, até mesmo antes do anúncio do fim do QE. O IFIX tá ladeira abaixo e vai continuar assim... As construtoras estão uma piada...

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