quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Aperto monetário entra na agenda do FED


Os membros do Comitê de Política Monetária do FED (Federal Reserve – Banco Central dos Estados Unidos), começaram a discutir pela primeira vez, na reunião realizada no mês de janeiro deste ano, sobre quando seria apropriado elevar a Federal Funds Rate (taxa básica de juros) após o maior período de afrouxamento monetário da história.

A ala mais hawkish do FED, formada por economistas defensores de juros mais altos, ganhou um ligeiro reforço neste ano entre os diretores regionais com poder de voto. Apesar de continuarem representando uma minoria dentro do Comitê, a ata do FED divulgada hoje revelou que estes membros conseguiram colocar na agenda do Banco Central norte-americano discussões mais concretas com relação ao timming do aperto monetário.

Estes diretores levantaram a possibilidade de elevar a Federal Funds Rate antes do esperado, sob a justificativa de garantir que a inflação continue baixa nos próximos anos. Este “simples” apontamento na ata provoca impacto nos mercados.

Entretanto, a maioria dos membros votantes acredita que não é apropriado apertar a política monetária antes de 2015, postura que está em linha com as últimas projeções para a taxa de desemprego e inflação divulgadas no mês de dezembro do ano passado.

O índice Dow Jones fechou o pregão desta quarta-feira em baixa de 0,56%, formando topo descendente na região dos 16.2k, refletindo o apontamento de aperto monetário na ata do FED.


No Brasil o índice Bovespa subiu 1,18% após testar e respeitar a linha de suporte na região dos 46.1k, formando, a princípio, um fundo duplo. Lisa Schineller, analista da agência de classificação de risco Standard & Poor’s, disse hoje que o Brasil não deve perder o grau de investimento nos próximos anos, já que o nosso rating está sob ameaça de descer “apenas” um degrau, de BBB para BBB-, nível mais baixo do patamar considerado grau de investimento. Esta informação não é uma novidade, mas ajudou animar o mercado nacional, contribuindo para formação de fundo duplo (a princípio temporário) no Ibovespa.


9 comentários:

  1. Grande FI,

    O aperto monetário do FED já é esperado, sabemos que o afrouxamento da economia não iria durar para sempre, o que acredito que devemos analisar é quando será o aperto, visto que isso pode influenciar negativamente por aqui.

    Estagiário
    http://oblogdoestagiario.blogspot.com/

    Uta!

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  2. FII,

    Realmente não sei o que vai acontecer quando o aperto monetária americano começar a diminuir , será que vamos para os 40.000 mil pontos , ou cair mais.

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    1. Provavelmente haverá impacto relevante no mercado, mas não há como mensurar nível de pontuação ou quando isso acontecerá. O importante é estar preparado para aproveitar as oportunidades e/ou se posicionar dentro da tendência do mercado.

      Abcs, boa semana!

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  3. Acredito que vem mais alta da Selic este mês (0,5%).

    Diogo

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    1. Banco Central continua propenso a reduzir o ritmo de aperto monetário (de 0,5 p.p. para 0,25 p.p.), conforme indicações das duas últimas atas de reuniões do Copom, mas a degradação do quadro doméstico pode impedir esta redução e, ou mesmo, provocar um alongamento do atual ciclo.

      Abcs, boa semana!

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  4. FI,

    Você acha possível que os EUA subam os juros sem antes cortar totalmente os estímulos ? Pegaria o mercado desprevenido.

    Até.

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    1. Não. Esta possibilidade está totalmente descartada pelo FED.

      Abcs, boa semana!

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