quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

As notas da cigarra e da formiga


Uma terrível dor de cotovelo atingiu os integrantes do governo brasileiro e da equipe econômica na tarde desta quarta-feira. A agência de classificação de risco Moody’s elevou o rating do México de Baa1 para A3, com perspectiva estável, mostrando, mais uma vez, que os governos que se comprometem em fazer suas respectivas tarefas de casa são reconhecidos pelo mercado com uma nota justa.

A decisão foi motivada pelas reformas estruturais implementadas pelo governo mexicano no ano passado, importantes para fortalecerem as perspectivas de crescimento e os fundamentos fiscais do país. Além do pacote de reformas, a Moody's destacou a melhora nas perspectivas econômicas e fiscais de médio prazo do México, que por sua vez aumentam o potencial de crescimento do país.

O perfil do México está agora alinhado com os demais países emergentes que também alcançaram a categoria A, distanciando-se cada vez mais do grupo de economias problemáticas e decepcionantes.

Na medida em que o mercado se aproxima da fase crítica de redução da maior oferta de crédito barato da história, as agências de classificações de risco fazem o trabalho de separar o joio do trigo, presenteando as economias que fizeram o trabalho da formiga e penalizando as economias que fizeram o trabalho da cigarra.

Infelizmente o Brasil fez o trabalho da cigarra mais folgada do mundo. Entre o grupo de países emergentes apelidados pelo mercado de "Cinco Frágeis" (Brasil, África do Sul, Índia, Indonésia e Turquia), o Brasil foi o que mais tomou empréstimos externos e ainda assim conseguiu a façanha de apresentar resultados medíocres nos últimos anos (vide inflação persistentemente elevada e crescimento ridiculamente baixo).

O total de empréstimos externos tomado por bancos e empresas no Brasil saltou 66,4% desde junho de 2008, equivalente a 76,8 bilhões de dólares. Neste mesmo período o crédito interno também subiu significativamente, com um aumento de cerca de 70% em dólar.

Com a iminente desalavancagem do sistema financeiro, a ser puxada pelos banqueiros centrais das economias desenvolvidas nos próximos anos, o Brasil acabou se colocando numa situação extremamente delicada. A cigarra brasileira se entupiu de dólares debaixo da sombra e água fresca e “não sabia” que precisaria devolvê-los algum dia. Como estes dólares foram queimados, ou seja, não resultaram em aumento de produtividade, mas sim no aumento do consumo, a devolução das verdinhas será dolorosa e poderá ser acompanhada de certos sacrifícios, hoje menosprezados pelo governo federal.

A classificação de risco da cigarra brasileira está dois graus abaixo da classificação da formiga mexicana. Esta diferença (separação do joio e do trigo) poderá aumentar ainda mais nos próximos meses, já que sofremos uma séria e justa ameaça de rebaixamento.

No mercado de capitais o índice Bovespa fechou o pregão desta quarta-feira em queda de 0,72%, devolvendo parte dos ganhos acumulados no pregão anterior. A antiga linha de suporte, agora resistência, da região dos 47.2k travou a tentativa de repique ensaiada no pregão de terça-feira.


Índice segue dentro da tendência de baixa de curto e curtíssimo prazo. Haverá espaço para movimentos de repique caso a barreira dos 47.2k seja superada nos próximos pregões.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones abriu o pregão desta quarta-feira em baixa, retestando a mínima dos últimos dois dias. Houve um movimento de recuperação na parte da tarde, provocando um fechamento nulo, mostrando indecisão para os próximos pregões. Mercado no aguardo dos indicadores de peso a serem divulgados nos próximos dias.


40 comentários:

  1. Taxa de juros disparando, dolar disparando, e com Títulos de 10Y batendo quase nos 14, já estamos rebaixados para BBB-, só falta oficializar!

    Viva os Petralhas!

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  2. Estejam líquidos. Excelentes negócios surgirão. Ações, fundos imobiliários (depois o estouro da bolha), títulos do tesouro, letras de câmbio, dólar, euro, libra, etc.

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    1. Já falam de estouro de bolha faz tempo.
      Disseram que seria em 2012, nada. Primeiro semestre de 2013, nada. Segundo semestre de 2013, nada.
      Agora será no primeiro semestre de 2014.
      Até agora nada.
      Continuem anunciando. Um dia o pessoal acerta aí teremos vários "gênios" falando "eu não disse".
      Eu sei que os preços estão um absurdo, mas achar que os preços despencarão para, tipo, 5 mil o m2 no Leblon (RJ), Lourdes (BH) ou Asa Sul (DF), pode esquecer.

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    2. O problema é que quanto mais demorar para a bolha estourar, pior vai ser...

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    3. Esse papo de estão falando desde 1930 em bolha e até agora nada é retórica de quem não quer ver a realidade. Os preços estão estratosféricos e em breve fortes correções virão. Se em 12/13/14 não sei e nem me interessa (já tenho imóvel próprio e não invisto neste ramo). Mas quem investe deveria fazer uma análise crítica da situação. É impossível, sendo racional e deixando a emoção de lado, que os preços se sustentem nestes níveis com o Brasil entrando em crise.

      Faça sua aposta, mas depois não chore as consequências.

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    4. Na minha avaliação, os efeitos contracionistas provocados pelo aumento da taxa básica de juros causarão desaceleração no ritmo de crescimento do mercado imobiliário, devido à forte dependência das condições de circulação do crédito na economia. Este impacto deve começar a surgir a partir do segundo semestre deste ano.

      Como a valorização dos imóveis foi exagerada nos últimos cinco anos, basta acionar um gatilho (fator crédito) para provocar uma nova correção sustentada dos preços (isso não significa estouro de uma bolha, que na verdade não existe na minha avaliação). Ciclo normal de mercado. Acontece que o impacto causado pelo esfriamento da demanda (fruto da restrição do crédito na economia) vai coincidir com uma maior disponibilidade de oferta no mercado (fruto do boom de novos empreendimentos dos últimos anos), fato que poderá acentuar o movimento corretivo em algumas regiões.

      O governo só conseguirá minimizar este impacto se aumentar o volume dos subsídios para compra de imóveis.


      Abcs e bons negócios a todos!

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    5. A bolha não é de crédito, é de preços. Inflação de demanda (que jamais houve no setor imobiliário do país). Nada mais normal que o setor imobiliário retorne à condição que sempre foi. Este pessoal que tá iludido com os imóveis vai chorar muito.

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    6. Colegas,
      Se havia uma bolha nos FII, ela já desinflou. Atualmente, há FII com ótimos imóveis e contratos longos pagando quase 1% am. Há fundos de escritórios que já estão pagando mais de 1% de renda real (não RMG) am.
      Pode piorar mais? Claro que pode. Entretanto, não esqueçam que estamos falando de aluguéis, e não de juros ou dividendo acionário. O fluxo de caixa tende a ser muito mais previsível. Um aluguel residencial pagando 0,4% bruto am dá 0,25% líquido, o que está ficando quase um quarto do aluguel de um FII.
      Interessante ressaltar que nos momentos de pânico no mercado de REITs (FII americano) principalmente no começo da década de 90 e em 2008/2009, os REITs eram negociados com yields de 10/11% no máximo, e isso é considerado uma rentabilidade absurda, já que os yields tem uma média histórica de 5 a 7%. Além do mais, nos EUA o mercado de REITs costuma sentir o impacto primeiro do que o mercado de Real Estate. Isso pode estar acontecendo no Brasil.

      Portanto, precisamos fazer uma análise mais criteriosa e não confundir as problemáticas no nosso setor imobiliário.

      Abraço!

      obs: convido você a dar uma olhada no meu Blog, FI. Acredito que o seu é um dos melhores que existe na blogsfera.

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    7. Penso eu que esta bolha de FIIs ainda vai desinflar mais.

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    8. Pode ser. Talvez cheguemos com fundos pagando 15% aa corrigidos anualmente por um índice inflacionário. Eu na verdade torço para isso, pois para mim o grande atrativo desse tipo de ativo é o fluxo de caixa, se for possível comprar mais fluxo de caixa com menos dinheiro melhor ainda.

      Abraço!

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    9. O que se pode notar nas últimas semanas/meses nas cotas dos FIIs negociados em bolsa, ou pela própria curva acentuada do IFIX, é um movimento que se assemelha à capitulação (basicamente um perigoso pânico de baixa que proporciona grandes prejuízos aos investidores que estavam posicionados naquele determinado ativo).

      Como a liquidez é muito baixa, esta capitulação fica um pouco camuflada. Uma pequena superação da força vendedora, em termos de mercado, provoca um estrago relevante no preço. As perdas são expressivas aos investidores que estão se desfazendo de suas posições. Mas como esta parcela de investidores é relativamente pequena, acaba não contaminando o psicológico do investidor que opera ações/derivativos.

      Normalmente quando chegamos neste estágio de capitulação as oportunidades começam a surgir. Acredito que hoje os preços de algumas cotas de FIIs voltaram a ficar acessíveis para iniciar a estratégia de compras parciais e crescentes. Ainda não há sinalização de término do movimento de capitulação, porém a rentabilidade esperada para os próximos anos (desconsiderar os valores que o mercado paga hoje, pois tendem a ceder) se aproximou de um nível atrativo.

      Abcs a todos e bons investimentos

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    10. PS:

      Muito bom o seu blog soulsurfer ! Vou segui-lo
      Quem sou eu pra ser o melhor rsrs...

      Abcs,

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    11. FI, gosto muito dos seus comentários.
      Entretanto, quais são os grandes prejuízos aos investidores que estavam posicionados? Se vamos falar de timing, ok. Mas não creio, até pela reduzida liquidez, que o FII possa ser visto como uma ação.
      Se alguém comprou um fundo rendendo 0,75% am líquidos e corrigido pela inflação, e agora esse fundo está pagando 0,9%, qual é o prejuízo se a pessoa não vai encerrar posição? Pelo contrário, é uma oportunidade de comprar mais m2 de imóveis (mais fluxo de caixa) com menos dinheiro.
      Eu acho que há um grande desconhecimento sobre o ativo FII. Ele não serve para operar no curto prazo, o objetivo primordial dele não é ganho patrimonial, mas sim geração de fluxo de caixa, ideal para quem quer complementar a aposentadoria ou até mesmo parar de trabalhar.
      Não vejo um senhor de idade que depois de muito esforço construiu quatro Kitinetes alugando e complementando a sua renda, desesperado ou preocupado. Entretanto, as pessoas se preocupam com uma carteira com centenas de prédios e de locatários das mais variadas matizes rendendo de aluguéis o dobro de imóveis comerciais ou o quádruplo de imóveis residenciais. Para mim não faz qualquer sentido.
      Se quer ficar preocupado com FII, preocupe-se com taxas de vacância, qualidade dos imóveis, possibilidade dos imóveis se manterem competitivos por muitos anos, taxa de administração (alguns FII é apenas 4% do faturamento, vai tentar alugar a sua casa e veja quanto uma imobiliária cobra), boas administração.

      É claro que se alguém possui a capacidade de fazer timing, é muito melhor comprar por 80, algo que custava 100. Entretanto, se uma pessoa vai investir em FII deve saber por qual motivo está investindo nesse tipo de ativo. Essa é a principal pergunta a se fazer.
      O problema de se tentar fazer timing em ativos que devem ter função precípua de geração de fluxo de caixa é que fica muito difícil traçar uma estratégia de longo prazo.

      Minha opinião.

      Abraço!

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    12. FI, um elogio vindo de você significa muito, obrigado mesmo.
      Suas análises macro-econômicas são muito boas. Elas me fizeram me aprofundar e tentar entender mais, por isso sou agradecido.
      Discordamos parcialmente quando o assunto é FII, mas faz parte da brincadeira:)

      Grande Abraço!

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    13. Exatamente. Este deveria ser o perfil de investidor em FII. Capital alocado exclusivamente para geração de fluxo de caixa. Mas este não é o perfil da maioria que estava ou ainda está posicionada nos FIIs. Muitos investidores que realizaram prejuízos expressivos foram induzidos pelas corretoras, mídia e analistas a comprar FIIs quando os preços do m2 (cota) estavam absurdamente fora da realidade, inviabilizando a sustentação de boa parte dos negócios (do ponto de vista do empreendimento do locatário). É a mesma coisa que comprar ações extremamente caras, nas euforias do mercado.

      O que estamos observando hoje no segmento de FIIs é o filme mais repetido do mercado desde a sua existência. Isso vai continuar acontecendo. Os preços ficam atrativos justamente no momento onde todos estão se desfazendo desesperadamente de suas posições.

      Abcs,

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    14. Nisso estou de pleno acordo.
      Abraço!

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    15. Soulsurfer, já te vi postar em vários blogs e gosto muito dos seus comentários. Também fiz um pouco de lição de casa antes de entrar nos FII, lendo livros a respeito dos REITs americanos e seu histórico. Concordo contigo a respeito da previsibilidade do fluxo de caixa dos FII " naqueles FIIs que tem contrato de longo prazo " Nos demais, se tivermos um excesso de oferta, o valor dos novos aluguéis cairá. Você pode comprar algo que renda 1% hoje, e daqui alguns anos ele retornará 0,5% ao mês sobre o capital investido. O que ainda é razoável. Mas quem garante que não pode ir mais baixo? Mesmo assim acho boa a estratégia de iniciar compras parciais no horizonte de 2014-2016.

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    16. Galo da Comarca,
      Grato pelo elogio.
      Sim, concordo. Por isso, o foco deve ser na qualidade e manutenção do fluxo de caixa, não na variação da quota (claro que quanto mais baixa a quota menor).
      Pois então, eu acho que esse exemplo dele retornar 1% e daqui alguns anos retornar 0,5% difícil, pois os fluxos são reajustados pelos índices inflacionários, então a tendência é que ele esteja rendendo mais de 1% sobre o capital investido, bem mais.
      Isso pode acontecer em um FII específico, é o chamado risco não-sistêmico. Como se mitiga esse tipo de risco, apenas com diversificação setorial entre os FII. Não creio que no médio-prazo tenha algum risco sistêmico (do mercado como um todo) de diminuição dos fluxos.
      A chance disso ocorrer em fundos com contrato para lá de 2025 como AEFI e FCFL é remota, na minha opinião.
      Se você leu literatura estrangeira, deve ter lido o livro referência sobre REITs do Ralph L. Block. Não sei se você lembra, mas declínios em fluxo de caixa costumam ser muito menores, do que declínios eventuais nos preços da quota. Portanto, em momentos de crise as quotas despencam, mas os fluxos de caixa ou se mantém estáveis ou declinam bem menos. Entretanto, estes mesmos fluxos de caixa tendem a convergir no médio-longo prazo (algo para mais de 10-15 anos) em uma curva ascendente.

      Convido a comentar no blog também, que nesse primeiro momento vou priorizar postagens sobre FII.

      Abraço!

      http://pensamentosfinanceiros.blogspot.com.br/

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    17. Que literaturas (eletrônicas ou impressar) vocês me recomendam para iniciar os estudos sobre FIIs?

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    18. Colega, vá ao Blog do Tezner.
      Fique uns dois meses lendo de tudo por lá, informações sobre fundos específicos, fundamentos, carteiras comentadas, etc.
      Após isso, diversas leituras vão surgir.

      Abraço!

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    19. Obrigado.

      Eu não pretendo começar o investimento agora, esse tempo de leitura seria ótimo pra mim. Eu acredito que o Brasil está vivendo uma bolha imobiliária e que isso afetará diretamente a rentabilidade destes fundos e a vacância. Além disso, a SELIC vai continuar em alta e isto vai afetar o valor das cotas destes fundos. Daí a ideia era estudar o assunto e aproveitar momentos de baixa. Eu acho que daqui pro ano que vem teremos um reajuste severo nas cotas destes fundos. Seria um ótimo momento de entrada a preço baixo com vistas a longo prazo

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  3. nao seria o Brasil a cigarra e o México a formiga?

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    1. Concordo.
      Acredito que o FI inverteu as entidades animais : )

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    2. O Brasil nem cigarra é. É gafanhoto mesmo. Onde o governo PT pôs a mão, destruiu.

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    3. Este comentário foi removido pelo autor.

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    4. Podia colocar o Brasil como Lesma mesmo... rs

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    5. Sim, estes também se enquadram ao nosso perfil. A que ponto chegamos...

      Abcs a todos e bons investimentos

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  4. Vc errou ao usar a fábula.. Quem se ferrava no final era a cigarra e não a formiga.. A cigarra passou o verão inteiro cantando enquanto as formigas passaram esse mesmo período trabalhando, juntando recursos para o inverno. Quando esse veio, a cigarra bateu as portas das formigas que perguntaram : o que vc fez durante o verão? A cigarra respondeu : Cantei. E a formiga rebateu : Então agora, dance.

    Resumindo.. Vc deveria ter se referido ao México como formiga e ao Brasil como cigarra...

    http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Cigarra_e_a_Formiga

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    1. Exatamente. Corrigido amigo. Obrigado!

      Abcs, bons negócios

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  5. Acredito que ao escrever trocou os termos cigarra e formiga; A cigarra é naturalmente folgada e cantante, a formiga é naturalmente operária e focada.

    Então a frase faz sentido quando associada a cigarra ao Brasil, que durante o Verão cantou, dançou e nunca pensou que um dia o Inverno iria chegar.

    "A classificação de risco da CIGARRA brasileira está dois graus abaixo da classificação da FORMIGA mexicana"

    Forte abraço e parabéns pelo excelente texto

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  6. Bela analogia, só troca o Brasil pela Cigarra. Formiga não são lentas como o BraDilma.

    Os títulos de RF estão ficando super apetitosos mesmo tô começando a ficar muito nervoso mas sei que precisa segurar porque o rebaixamento vai vir e ainda tem disparada dos títulos de RF.

    Sobre o México, uma belo tapa na cara mesmo da gente. Que coisa foda isso.

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    1. Cuidado Pobreta. Esses títulos só serão vantagem com a inflação sobre controle (lembre-se do IR) e principalmente com a solvência do país. Um pedido de moratória e acabou-se o sonho de ficar rico.

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    2. Eike, moratória seria apenas uma postergação de pagamento.
      Calote total significaria sua literal demissão, mesmo sendo funça.
      Resumindo: não vai acontecer.

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    3. Brasil já delcarou moratória há alguns anos atrás... não esteja tão certo nisso. Você confiaria na Dilma o seu dinheiro ?

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    4. Prorrogação involuntária é considerado default. É um investimento quase perdido. Existe também o default parcial, onde apenas uma parcela da dívida é perdoada.

      Abcs, bons negócios a todo

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    5. Todo mundo que investiu na tal de última moratória recebeu o dinheiro.
      E a Dilma não manda nisso, mas sim os EUA,

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    6. E outra, muito "medinho". A selic mal chegou em 10,5% e já ficam de papinho cogitando moratória.
      Ah, mas se eu ganhar 2-4% am na bolsa é normal, ah, é normal.
      Ah, mas se a selic chegar em 1% já é moratória.
      Mesmo início de papinho qdo a selic estava até maior do que 25% em 2003.
      E aí, cade a moratória?
      Não teve.
      E não vai ter.
      O que vai acontecer é que vários outros setores da bolsa (e algumas safadezas assistencialistas) serão "quebrados".
      Cogitar um não pagamento dos títulos governamentais é congelar o Brasil por décadas, além da óbvia caça aos políticos.

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    7. Isso é normal no mercado desde quando inventaram os famosos CDS (Credit Default Swap). Sempre quando o custo de endividamento sobe aparecem estas especulações, que tem um fundo de verdade, pois a manutenção desta equação de aumento do endividamento mais aumento do custo de captação dos recursos no mercado resulta num default no longo prazo.

      Não existe ativo 100% seguro no mercado, nem mesmo a poupança. Compra-se risco em tudo que se negocia no mercado financeiro. O que deve ser feito pelo investidor é uma análise de risco x retorno de acordo com o seu perfil. Hoje o risco de default nos títulos brasileiros é muito baixo, mas não chega a ser nulo.

      Abcs, bons negócios

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  7. Pessoal, desculpem. Troquei as bolas!! rsrss...

    O Brasil é a cigarra e o México é a formiga.

    Vou arrumar o texto agora.

    Agradeço a participação de todos!

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