quarta-feira, 23 de abril de 2014

Ritmo de contração diminui na China


Apesar da queda dos índices acionários observada nas principais praças financeiras mundiais, os indicadores macroeconômicos divulgados nesta quarta-feira não foram tão ruins. Na China, a prévia do Índice Gerente de Compras mostrou redução no ritmo de contração da atividade industrial, ao sair dos 48 pontos registrados no mês de março para 48,3 pontos apontados na preliminar para o mês de abril.

Este é o primeiro e importante sinal de estabilização no ritmo de crescimento econômico chinês, que vinha numa trajetória descendente desde o início deste ano.

Na Europa, a prévia do Índice Gerente de Compras subiu para 53,3 pontos em abril, superior aos 53 pontos registrados no mês anterior, demonstrando, mais uma vez, aumento no ritmo de expansão da atividade industrial (mais forte em quase três anos).

A atividade industrial norte-americana também continua se expandido, porém num ritmo ligeiramente menor. A prévia do Índice Gerente de Compras caiu de 55,5 pontos em março para 55,4 pontos em abril. Apesar do ligeiro recuo, o ritmo de expansão continua forte, sinalizando manutenção da boa trajetória de retomada do crescimento no segundo trimestre.

Mesmo diante de uma agenda positiva, o mercado brasileiro cedeu nesta quarta-feira, realizando um movimento técnico significante. O pequeno tombo de hoje confirmou a formação de topo descendente na região dos 52.5k, encorajando abertura de posições vendidas nos próximos pregões.


Importante ressaltar que o mercado continua se movendo de maneira totalmente divergente dos indicadores macroeconômicos. A diferença é que, agora, os papéis se inverteram (agenda macro positiva e bolsa negativa). Esta divergência revela, inicialmente, que não existe mais aquele apetite dos investidores estrangeiros por ações brasileiras, conforme constatado no mês passado. Mesmo porque os preços estão, hoje, em patamares razoáveis e não mais ligeiramente descontados.

Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street oscilaram pouco e fecharam o pregão desta quarta-feira em leve queda, mantendo a análise dos últimos dias.


6 comentários:

  1. F.I vc considera relevante a correção que USD apresentou hoje? alguma coisa mudou no cenario para o longo prazo? (D.T)

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    1. Tudo bom D.T?

      Nada mudou para longo prazo. Dólar continua trabalhando dentro de uma tendência de alta, com perspectiva favorável. E para o curto prazo o cenário também não mudou, já que o dólar continua trabalhando dentro de um movimento corretivo. Entretanto, podemos estar perto de uma reversão na tendência de curto prazo, em caso de formação de fundo acima dos R$ 2,18. O único limitador seria o próprio governo, que não esconde preferências (e esforços) para manter o câmbio oscilando neste patamar próximo dos R$ 2,20.

      Abs, bons negócios

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  2. FI que diabos tá acontecendo com a ELPL? Porque os malditos ficam comprando ela e não me deixam em paz pra comprar nos 8 reais?

    Estou indignado com este movimento, ou é os tubas marcando posição pra depois entregar tudo no resultado do 1T ou já tem informação privilegiada de que vem coisa boa.

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    1. Papel trabalha dentro de uma tendência de alta de médio prazo. Mas o setor elétrico virou uma caixinha de surpresas no Brasil. Neste preço o risco elevado não compensa o retorno.

      Abs, bons investimentos

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