quinta-feira, 22 de maio de 2014

Atividade industrial melhora consideravelmente


As prévias dos Índices Gerentes de Compras divulgadas hoje pelo Instituto Markit, em parceria com o banco HSBC, mostraram melhora considerável na atividade industrial das principais economias mundiais.

O setor industrial norte-americano expandiu-se no ritmo mais rápido desde fevereiro de 2011 ao atingir os 56,2 pontos na prévia do mês de maio, superior ao indicador já considerado elevado de 55,4 pontos registrados no mês de abril. O resultado superou as expectativas dos economistas, que giravam em torno de 55,5 pontos.

Na China outra surpresa positiva. A prévia do Índice Gerente de Compras disparou para 49,7 pontos em maio, bem acima da leitura final de abril (48,1 pontos). O resultado superou de longe as expectativas dos analistas, que giravam em torno de 48,1 pontos.

O indicador mostra que o setor manufatureiro chinês ainda está em contração. Entretanto, este ritmo reduziu significativamente e hoje está quase nulo. Esta é a melhor performance da indústria chinesa nos últimos cinco meses. Todos os subíndices de produção, demanda externa e doméstica melhoraram substancialmente em maio, indo acima da marca de 50 pontos. As novas encomendas de exportação, uma medida de demanda externa, mostraram a maior virada. O índice avançou 3,4 pontos, para 52,7, nível que não era visto em quase três anos e meio.

Os indicadores revelam claramente estabilização no ritmo de crescimento econômico chinês, que vinha numa trajetória descendente e relativamente agressiva desde o início deste ano. Os números garantem espaço para manutenção do importante programa de transição do modelo econômico.

Na Europa, o setor manufatureiro segue mantendo um bom ritmo de expansão, estabilizando-se na faixa dos 54 pontos, no melhor período de crescimento dos últimos três anos. A prévia do Índice Gerente de Compras da zona do euro caiu para 53,9 pontos no mês de maio, ante os 54 pontos registrados no mês de abril.

No Brasil, destaque para divulgação estratégica da pesquisa Ibope em pleno horário de pregão. Mas, antes de chegar aos resultados de hoje, vamos relembrar os números eleitorais dos últimos 30 dias.

A antepenúltima pesquisa eleitoral, feita pela IstoÉ/Sensus, realizada entre os dias 22 e 25 de abril, anterior ao discurso do Dia do Trabalhador, mostrou Dilma Rousseff com 35% das intenções de voto e Aécio Neves em segundo colocado com 23,7%. A penúltima pesquisa eleitoral, divulgada pelo Datafolha no dia 09/05/2014, feita nos dias 7 e 8 deste mês, posterior ao discurso do Dia do Trabalhador, mostrou Dilma com 37% das intenções de voto e Aécio com 20%.

Já a pesquisa Ibope divulgada hoje, realizada entre os dias 15 e 19 de maio, mostrou Dilma com 40% das intenções de voto. Ou seja, a presidente Dilma subiu 3 pontos percentuais desde o dia 09/05/2014 e 5 pontos percentuais desde o dia 25/04/2014. Alta considerável. Enquanto isso, o principal candidato de oposição, Aécio Neves, permanece com míseros 20% das intenções de voto.

As pesquisas eleitorais mostram o que acontece quando o político abre a carteira e vai à televisão. Garante vantagem significativa na campanha eleitoral ao partido dominante no poder e com maior número de alianças (mais tempo para desenvolver marketing político na TV).

Mais uma vez derrubou-se o mito de que a valorização dos ativos na bolsa está relacionada às pesquisas eleitorais. Dilma aumentou sua vantagem sobre o segundo colocado e mesmo assim o Ibovespa subiu 1,15%, os juros futuros recuaram para mínima dos últimos cinco meses e o dólar permanece estacionado em R$ 2,21, mostrando apetite dos investidores por ativos brasileiros, mesmo com os preços esticados.

Com a alta desta quinta-feira, o índice Bovespa formou piso na região aleatória dos 52.1k, aliviando as vendas dominantes nos últimos 5 pregões. Entretanto, para invalidar o movimento corretivo de curtíssimo prazo, a resistência dos 53k precisa ser superada de maneira convincente.


Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou o pregão em leve alta de 0,06%, levemente acima da linha central de bollinger, sem apresentar novidades.


10 comentários:

  1. FI,

    Bom post. Ao que você atribui a alta recente, que vinha sendo justificada pela Dilma ? Não consigo entender a bolsa estar subindo. Obrigado.

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    1. Obrigado amigo.

      Dê uma lida neste post que você vai entender. Qualquer dúvida volte a me questionar.

      Por que o mercado brasileiro está em rali?
      http://www.financasinteligentes.com/2014/05/por-que-o-mercado-brasileiro-esta-em.html

      Abs, bons negócios

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  2. Vamos ver hoje. Lembrando que Aécio subiu de 14 para 20% e o Campos de 6 pra 11 (foi o que vi no Globo.com). Como estava no fim do pregão acho que os agentes não tiveram tempo de analisar o que rolou.

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    1. Essa comparação foi feita com pesquisas anteriores do próprio instituto. São bastante defasadas. A penúltima, que mostrou Aécio com 14%, foi realizada entre os dias 10 a 14 de abril.

      Abs, bons investimentos

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  3. Eu não aguentava mais, os principais sites de notícias veiculando que as altas da bovespa eram justificadas pelas quedas pouco expressivas da presidente. No curto prazo, qualquer tentativa de justificar uma subida aqui ou uma queda ali é apenas achismo barato. Afinal, a bolsa sobe hoje 2% e cai 2% no dia seguinte..

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    1. Não é achismo barato. Acho que é falta de prática dos redatores. Se a pessoa não tem conhecimento e larga experiência em operações financeiras, não consegue entender e muito menos explicar o que acontece nos mercados.

      Abs, bons investimentos

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  4. ontem foi fácil:

    a bolsa subiu porque a inteção de voto do aécio subiu

    o dólar também subiu porque a intenção de voto da dilma subiu

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    1. rsrsrss... e hoje está de lado porque não tem pesquisa eleitoral

      Abs, bons trades

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