quarta-feira, 7 de maio de 2014

Dilma indica mais do mesmo para 2015


O jantar da presidente Dilma Rousseff com dez jornalistas brasileiras, realizado ontem a noite no Palácio da Alvorada, ganhou repercussão nos principais veículos de comunicação.

Dilma defendeu firmemente a atual política econômica do governo, mesmo diante dos inúmeros sinais de esgotamento e baixa eficácia do modelo, afirmando que o clima de pessimismo predominante no mercado nacional é alimentado por alguns setores da economia e pela oposição.

A presidente também sinalizou que não vai haver acerto de contas em 2015, contrariando as expectativas (ou desejo/sonho) da maioria dos analistas, economias e participantes do mercado. “Vamos fazer em 2015 o mesmo projeto que defendemos, com avanços”, afirmou a presidente.

Com relação aos preços represados, Dilma mostrou que vai continuar mantendo as medidas heterodoxas (apesar de não funcionarem no médio/longo prazo). Descartou a hipótese de que haverá “tarifaço” no início de 2015. Segundo ela, isso será desnecessário.

O intervencionismo Estatal também se fará presente no provável segundo mandato da presidente Dilma. Prova (nova) disso é que ela mostra que continua interferindo em decisões importantes. Ao contrário do que disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no último fim de semana, de que há uma previsão de aumento de tributos sobre bens de consumo para cumprir a meta de superávit fiscal deste ano, a presidente avisou que não vai ter aumento de impostos.

Dilma também afirmou que não deixará de adotar medidas necessárias e anunciar o que considera identificado à marca de seu governo, como o reajuste dos valores do Bolsa Família, a correção da tabela do Imposto de Renda, o compromisso com a política de valorização do salário mínimo, numa resposta às críticas recebidas pelo discurso realizado na véspera do Dia do Trabalhador.

A política fiscal tende a permanecer expansionista. Segundo fontes presentes no jantar, “a presidente vê o superávit primário como algo ligeiro, momentâneo”.

Estas são algumas considerações importantes extraídas das declarações da presidente Dilma Rousseff. É uma biruta apontando que os ventos sopram na direção do mais do mesmo.

No mercado de capitais o índice Bovespa fechou mais um pregão em alta nesta quarta-feira, aproximando-se da próxima linha de resistência localizada na região dos 54.3k. As condições técnicas seguem favoráveis. Entretanto o índice voltou a se aproximar da região de sobrecompra elevada, fato que pode estimular realizações de lucros pontuais.


Nos Estados Unidos o índice Dow Jones subiu 0,72% recuperando boa parte das perdas registradas no pregão anterior. Mercado impulsionado pelo discurso feito pela presidente do FED (Federal Reserve - Banco Central norte-americano), Janet Yellen, no Congresso. A chair do FED disse que um elevado grau de acomodação monetária ainda se faz necessário, sobretudo porque há uma capacidade ociosa considerável no mercado de trabalho.
  

A novidade é que Yellen ressaltou a fraqueza no setor imobiliário do País e a possibilidade de tensões geopolíticas mais intensas ou a retomada do estresse financeiro em mercados emergentes como potenciais riscos a serem considerados pelo Banco Central. Esta informação é relevante, pois não estava sendo mencionada nos principais mecanismos de comunicação da autoridade monetária com o mercado.

12 comentários:

  1. Não há maior demonstração de insanidade do que fazer a mesma coisa, da mesma forma, dia após dia, e esperar resultados diferentes. O Einstein falou isso. Será que alguém pode passar esse recado à Dilma?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É uma boa frase pra colocar num cartaz rs...

      Abs, bons investimentos

      Excluir
  2. Governo populista é isso mesmo. Mima-se o povo e joga a responsabilidade para um "bode expiatório". Já ocorreram múltiplos exemplos na história (os culpados já foram: imperialismo ianque, oposição, capitalistas, comunistas e até judeus já pagaram o pato) e posso te garantir que o fim disso SEMPRE é desastroso.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim. Na verdade, desastre mesmo é a perda de tempo. A longa estrada agonizante até o fundo do poço. Quando o sistema implode, há um significativo impacto de curto prazo, mas, a partir deste ponto, surgirá alguém na política pra limpar a sujeira e fazer o dever de casa. Pelo menos é o que normalmente ocorre.

      Abs, bons investimentos

      Excluir
  3. Consegui convencer em torno de 12 pessoas a mudar o voto, isto é, votar contra o PT.
    De qualquer forma, mesmo que a Dilma ganhe a eleição, não mudará muita coisa, visto que quem manda na budega é o FED.
    E a tempestade perfeita está sim sendo formada.
    Prevejo aumento de juros do FED e, consequentemente, a partir do segundo semestre de 2015.
    A Banânia tem apenas em torno de 1 ano de vadiagem.
    O discurso da Janet Yellen é apenas para tentar acalmar o mercado. Natural que o mercado imobiliário de lá esteja ficando mais fraco, considerando que já passaram da fase "return to normal", visto a diminuição dos QEs.
    2015 é o ano do início da fase FEAR para o setor imobiliário americano, com desalavancamento e necessário enxugamento da expansão do crédito, coisa de keynesianos comunistas (opa, pleonasmo).

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, é praticamente certo que os juros nos Estados Unidos subirão em 2015, provavelmente já no primeiro semestre. Marcará o início da fase crítica de desalavancagem financeira. A taxa de juros também subirá na Inglaterra. Vai ser um período bastante estressante no mercado financeiro e os impactos são inestimáveis. Ainda estudaremos bastante isso no decorrer deste ano.

      Abs, bons negócios

      Excluir
    2. a ultima vez que ocorreu isto o pais quebrou

      Excluir
  4. Tem que bater uma crise feia no povão para a decepção com o PT ser tremenda e nunca mais voltarem. Sinceramente, to torcendo pela reeleição da Dilma. Se o Aércio assumir agora, vai ter que trabalhar duro pra botar em ordem. Deixa a Dilma assumir mesmo e vamos ver aonde o Brasil vai parar... PARA A ALEGRIA DO POVO.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Se o Aécio entrar pra arrumar a casa perderá as eleições em 2018. Além disso, 4 anos é insuficiente pra fazer todos os acertos e reformas necessárias. Tenho dúvida até que ponto os ajustes seriam conduzidos em sua administração. Mesmo assim, partindo da nossa situação atual, qualquer melhora, mesmo que pequena, será bem vinda.

      Entretanto, o cenário mais provável é de reeleição da presidente Dilma. As intenções de votos dos candidatos de oposição estão muito baixas e provavelmente não subirão quando o governo começar a queimar mais cartuchos. A Dilma já mostrou que não vai pensar duas vezes antes de usar suas cartas na manga. E não são poucas. De antemão acho que vai ter surpresa no Minha Casa Minha Vida 3, a ser lançado em junho.

      Abs, bons investimentos

      Excluir
  5. É disparado a pior presidente da república desde Sarney (Collor não conta) isso que ele pegou um tempo péssimo lá da década perdida. Ela pegou bonança e uma crise que tínhamos condições de nos sair bem mas ela fodeu tudo.

    É uma vergonha esse discurso no jantarzinho ridículo.

    Deixa ela ganhar e ferrar o país de vez. Aí 2018 o PT estará arruinado de vez.

    ResponderExcluir
  6. O problema dela ganhar agora não é só economico. Ela teria mais 4 anos para mudar as instiuiçoes. Ex: continuar com as nomeaçoes dos ministros do STF para aprovar QUALQUER COISA que o PT queira, ampliar mecanismos de censura indiretos - como a verba que o governo repassa para os canais abertos, o qual ja foi usado recentemente para censurar o SBT, estimular guerra de classses.

    ResponderExcluir
  7. Voa, SELIC. Voa, dólar! Voa, TD!

    ResponderExcluir