sexta-feira, 2 de maio de 2014

Fechamento das principais bolsas de valores mundiais


Embora as tensões entre Rússia e Ucrânia tenham aumentado nesta sexta-feira, algumas praças financeiras conseguiram fechar a semana apresentando ganhos relevantes, sobretudo por fatores técnicos locais.

A Inglaterra foi o grande destaque. A bolsa de Londres conseguiu fechar em forte alta pela terceira semana consecutiva, realizando mais um ataque sobre a região dos 6.9k, onde está localizada a máxima histórica. O mercado está bem armado para romper esta importante barreira de resistência e manter a tendência de alta de curto, médio e longo prazo.


O desempenho da economia britânica continua animando os investidores.  A Agência Nacional de Estatística informou nesta semana que o PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido expandiu 3,1% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2013. Esta é a maior alta registrada desde o final de 2007.

Ainda na Europa, o índice DAX também subiu, embora em menor intensidade, mas ainda assim ignorando a crise geopolítica no leste da Ucrânia. O índice conseguiu retomar a linha central de bollinger, voltando-se aproximar da máxima histórica.


O Índice Gerente de Compras da zona do euro subiu para 53,4 pontos no mês passado ante 53,0 pontos registrados no mês de março, mostrando aumento no ritmo de expansão da atividade industrial. O avanço foi puxado pelo crescimento do setor manufatureiro alemão.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones também fechou a semana em alta, colado na máxima histórica. Nesta sexta-feira o Departamento de Trabalho informou que foram criadas 288 mil vagas no mês passado. O número surpreendeu positivamente os analistas de mercado. Esse é o maior avanço desde janeiro de 2012.


A taxa de desemprego cedeu para 6,4%. Entretanto, o Departamento de Trabalho ressaltou que houve uma queda no número de desempregados que voltaram ao mercado de trabalho, além de uma queda no número de pessoas novas que entraram na força de trabalho. Essas pessoas que desistiram de procurar trabalho não entram nas estatísticas de desemprego. 

O relatório de emprego confirma que o PIB de 0,1% do primeiro trimestre deste ano foi um ponto fora da curva, ocasionado por condições climáticas extremamente adversas.

Outro destaque desta semana ficou por conta do índice Bovespa. O mercado disparou 2,62% nesta sexta-feira, superando a importante barreira de resistência posicionada na região dos 52.5k, provocando liquidação de posições vendidas de curtíssimo prazo.


Analistas utilizaram mais uma divulgação de pesquisa eleitoral (a ser feita amanhã) para justificar o movimento na bolsa. Mas a informação não procede ou não faz o menor sentido. O índice Bovespa acumula alta de 18% nas últimas sete semanas, com o cenário eleitoral praticamente inalterado. As intenções de voto da presidente Dilma continuam elevadas e bem acima dos candidatos de oposição.

O movimento de alta começou com acerto de posições para a nova carteira teórica do índice Bovespa que entra em vigor na próxima segunda-feira, dia 05, baseada 100% na nova metodologia. O acerto de posições acabou provocando o rompimento da resistência na faixa dos 52.5k, forçando operadores vendidos a zeraram suas respectivas posições e, consequentemente, aumentando o volume comprador nos negócios desta sexta-feira.

No quadro macroeconômico, tivemos mais um dia marcado por indicadores domésticos ruins. O Índice Gerente de Compras do Brasil caiu de 50,6 pontos em março para 49,3 pontos em abril, mostrando contração da atividade industrial. Este é o nível mais baixo dos últimos nove meses e mostra que a economia brasileira perdeu força na passagem do primeiro para o segundo trimestre deste ano.

O mercado mexicano subiu nesta semana, colado na importante linha de suporte localizada na região dos 260 pontos, levemente acima da média móvel simples semanal de 200 períodos. Índice segue travado no curto prazo, sem sinalização de reversão ou continuação do movimento corretivo.
  
  
O mercado indiano cedeu nesta semana, confirmando a sinalização de topo de curtíssimo prazo emitida pelo candle anterior. Correção saudável para manutenção da tendência de médio e longo prazo.


Na China a bolsa de Xangai cedeu pela terceira semana consecutiva, voltando a encostar na importante região de suporte dos 2.000 pontos. Entretanto, o candle desta semana mostra sinalização de fundo e possível reversão para os próximos pregões.


Bom descanso a todos e ótimo final de semana!

7 comentários:

  1. http://www.istoe.com.br/reportagens/360833_A+CAMINHO+DO+SEGUNDO+TURNO?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

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    1. Boa matéria!

      Dilma com 35% das intenções de voto, Aécio com 23,7% e Eduardo Campos com 11%. Ainda é uma distância significativa, mas este quadro levaria ao segundo turno, o que pode alimentar alguma esperança, partindo do pressuposto que o Aécio pegaria boa parte dos votos do Eduardo Campos.

      Na minha avaliação, infelizmente a possibilidade de alternância de poder ainda é baixa, pois o governo tem margem de manobra (aliás, já usou uma esta semana) e mais tempo de propaganda na televisão. Esses 30,4% de eleitores indecisões são um prato cheio pra quem sabe fazer marketing, justamente o ponto mais forte do PT e o calcanhar de aquiles da oposição.

      Abs, bom sábado!

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  2. Olá FI.
    Será que o povo Brasileiro está acordando? Parece que nessa toada nasceu uma luz lá no fundo do túnel.
    Estou muito curioso pra ver a reação do mercado a partir de segunda feira agora.
    Abraços e bom fim de semana.

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    1. Olá Zé Piu,

      Tomara que eu esteja errado, mas ainda não enxergo luz no fim do túnel. Nem mesmo uma faísca rs... A possibilidade maior é de permanência do PT no poder. Esta queda das intenções de voto da presidente Dilma é uma reação da população frente à disparada dos preços dos alimentos ocorrida nos meses de março e abril. É normal verificar queda de popularidade de qualquer governo nestes períodos onde a inflação repica forte pra cima, principalmente quando atinge os preços dos alimentos.

      A tendência é que os preços dos alimentos tendem a arrefecer a partir deste mês e os ânimos esfriem um pouco. Provavelmente as intenções de voto da presidente Dilma devem voltar a subir nos próximos meses. De imediato, o governo queimou duas cartas que tinha na manga: alta de 10% nos benefícios do bolsa família e anúncio da terceira fase do programa Minha Casa e Minha Vida (será lançado no mês de junho), com previsão de construção de 3 milhões de novas moradias. Isso porque as eleições serão só em outubro. Na minha opinião, é uma demonstração de que estão com os cartuchos cheios para queimar. Já a oposição não tem esse cartucho poderoso. Precisa gastar sola de sapato, aparecer mais e montar uma proposta séria de governo.

      Abs, bom sábado!

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  3. FI,

    Acerca da nova metodologia do ibovespa, o que você pensa sobre o novo peso que foi dado a Siderurgia ? Encolhei significativamente.

    Digo isso também relembrando seu post de 29 abril, "Desindustrialização traduzida em números ". Uma empresa do porte da CSN estaria ameaçada de sair do índice ? Neste caso, deixar de ser uma blue chip?

    Agradeço !

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    1. encolheu significativamente*

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    2. Procedimento normal. É assim no mundo inteiro. As empresas/segmentos passam por ciclos. Quando a trajetória das mesmas deixa de ser ascendente e passa a ser descendente, o peso destas empresas/segmentos nos índices começam a diminuir. Não apenas pelo canal do valuation, mas também pelo da liquidez. Este efeito é mais visível no longo prazo. A Paranapanema, por exemplo, era a principal blue chip negociada na Bovespa na década de 1980. Hoje é uma empresa inesquecida.

      Mas no curto e médio prazo a CSN não corre esta ameaça (deixar de ser uma blue chip ou mesmo deixar o índice). No longo prazo, sim. É uma possibilidade que, por sinal, pode acontecer com qualquer empresa/negócio.

      Abs, bons negócios

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