segunda-feira, 9 de junho de 2014

China quer mais e mercados intensificam rali


Números positivos divulgados pela Administração da Alfândega chinesa no último domingo, dia 08/06/2014, eram um presságio de que o tom de otimismo dominaria a abertura da semana nas principais praças financeiras mundiais.

As exportações avançaram 7% no mês de maio em relação ao mesmo mês do ano anterior e 0,9% frente ao resultado obtido no mês passado. Os dados da Alfândega batem com os indicadores econômicos das principais economias mundiais, sobretudo dos Estados Unidos.

As importações recuaram 1,6%, contra alta de 0,8% em abril. O superávit comercial da China aumentou para 35,9 bilhões de dólares em maio, superior aos 18,5 bilhões registrados no mês de abril.

Os números positivos da balança comercial mostram que as exportações chinesas subiram impulsionadas pela maior demanda global, levantando o tom de otimismo nos mercados, e, ao mesmo tempo, salientam, através da queda das importações, as dificuldades naturais observadas da fase de transição do modelo econômico.

O Banco Popular da China (considerado o banco central do País) quer mais impulso na atividade econômica e, para isso, anunciou nesta segunda-feira, corte de 0,5 ponto percentual na taxa de compulsório para bancos com volume considerável de empréstimos ao setor agrícola, empresas financeiras que realizam empréstimos a consumidores pessoa física e pequenas e médias empresas.

Segundo a autoridade monetária, o corte direcionado do compulsório tem objetivo de encorajar bancos comerciais a alocarem mais fundos a áreas que precisam de suporte na economia real, garantindo uma transmissão mais suave da política monetária para a economia real. O banco central disse ainda, em comunicado, que a direção básica da política monetária não mudou e que a oferta de liquidez no sistema bancário do País é ampla e será mantida em um nível apropriado.

Com os números positivos da balança comercial chinesa e corte na taxa de compulsório, mesclados com o crescimento de 1,6% da economia japonesa no primeiro trimestre deste ano (superando expectativas do mercado), somados, ainda, com a criação de 217 mil postos de trabalho nos Estados Unidos no mês de maio (primeira vez que o crescimento de empregos ultrapassou os 200 mil por quatro meses consecutivos desde janeiro de 2000) e reflexo das medidas de estímulo monetário anunciadas pelo Banco Central Europeu na semana passada (corte na taxa básica de juros de 0,25% para 0,15% ao ano, punição aos bancos que deixarem dinheiro sem movimentação e relançamento de um programa que vai colocar até 400 bilhões em novos financiamentos no mercado), os investidores/operadores encontraram motivos de sobra para comprar ativos de risco nesta segunda-feira nas principais praças financeiras mundiais.

O fator câmbio (direcional de curto prazo) aumentou a atratividade dos ativos brasileiros, após o governo anunciar cortedo IOF sobre captações externas com prazo acima de 180 dias e continuação do programa de intervenção diária do Banco Central no mercado de câmbio para além de junho. Na semana passada, a moeda norte-americana chegou a se aproximar do patamar de R$ 2,30, provocando reação do governo. Nesta segunda, o câmbio fechou cotado aos R$ 2,23.

O Ibovespa manteve-se comprado e fechou em forte alta pelo segundo pregão consecutivo, aproximando-se da máxima do ano, com boa possibilidade de rompimento.


Nos Estados Unidos o índice Dow Jones renovou a máxima histórica pelo terceiro pregão consecutivo. Mercado permanece comprado no curto, médio e longo prazo.


3 comentários:

  1. FI,

    Como você vê o crescimento futuro da China? Acha que ela vai voltar a crescer forte quando a economia mundial retomar o crescimento?

    Pergunto isso pelo fato das recentes oscilações no preço do minério de ferro que tem impactado as exportadoras de commodities brasileiras.

    Miguel

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    1. Miguel,

      Economia da China está em fase de transição. O modelo que sustentou o crescimento nas últimas décadas vai mudar. A perspectiva é que, no médio/longo prazo, a taxa tende a recuar lentamente para patamares mais sustentáveis, em torno de 6% ou menos.

      Abs, bons négocios

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  2. Bolsa disparou.brigado dilma.

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