terça-feira, 10 de junho de 2014

Polêmica persiste


O final da tarde desta terça-feira ficou marcado por mais uma divulgação polêmica de pesquisa eleitoral. A pesquisa realizada pelo Ibope entre os dias 04 e 07 de junho mostrou que a presidente Dilma Rousseff tem 38% das intenções de voto, indicando queda de 2 pontos percentuais frente a última pesquisa do mesmo Instituto feita entre os dias 15 e 19 de maio.

Entretanto, a pesquisa realizada pelo Datafolha, entre os dias 3 e 5 de junho, mostrou Dilma Rousseff com apenas 34% das intenções de voto. Levando em consideração que as duas pesquisas foram realizadas praticamente no mesmo período, a diferença é vergonhosamente significativa.

Os dois Institutos utilizam metodologias diferentes de pesquisa. Entretanto, a pergunta de intenção de voto é idêntica. Como a margem de erro e grau de confiabilidade são, também, idênticas nas duas pesquisas, é possível fazer a devida comparação entre números específicos (pergunta de intenção de voto).

Partindo do pressuposto que tanto os números do Datafolha, quanto os números do Ibope, estão corretos, não resta outra solução a não ser admitir a existência de um elevado grau de volatilidade na opinião do eleitor brasileiro. Em outras palavras, parte da população está tão indecisa, que acorda de manhã pensando em escolher a presidente Dilma e dorme pensando em votar num outro candidato de oposição, sabe-se lá por qual motivo. Talvez porque vai chover.

Em suma, persiste a sensação de que não há credibilidade nos números apresentados, fato que pode prejudicar avaliações de projeções macroeconômicas, embora, no geral, a possibilidade de reeleição da presidente Dilma Rousseff é maior do que a possibilidade de vitória de qualquer candidato da oposição.

Perdura, ainda, a percepção de que os 34% de intenções de voto à presidente Dilma apurados pelo Datafolha estão “fora da curva”. Os resultados já conhecidos de outros institutos de pesquisas estão mais próximos dos números apontados pelo Ibope.

Mesmo assim, o índice Bovespa reagiu de maneira positiva à pesquisa Ibope, divulgada no horário de fechamento do mercado. Com uma valorização de 0,61%, o Ibovespa iniciou o rompimento da zona de resistência localizada na região dos 54.5k, pendente de confirmação no próximo pregão para acionar o pivot de alta.


Nos Estados Unidos o índice Dow Jones subiu 0,11%, sem apresentar novidades.


19 comentários:

  1. Vc está muito pessimista em relação a sucessão, FI. Não vou soltar rojões, na certeza que a Dilma não vai passar desse ano na presidência. Mas afirmar com certeza que ela ganha também não é possível.
    Na minha visão a avaliação mais correta é: "Se a oposição conseguir se mostrar que é melhor que a Dilma, teremos mudanças".
    O problema é que o "SE" não joga e nem ganha jogo. A apreensão persiste.

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    1. Eike, certeza é uma palavra que não existe no mercado financeiro, na política, na economia, nos negócios, etc. Corte ela do seu vocabulário rs... Não é questão de ser pessimista ou otimista, mas sim de ter os pés no chão e estar preparado para o cenário A ou B, independente da nossa preferência. As pesquisas mostram que mesmo com um nível de insatisfação tão elevado a Dilma continua com ampla vantagem nas pesquisas de intenção de voto. Brasileiro está insatisfeito, mas continua pretendendo votar no PT. Sabemos o quanto isso é negativo/perigoso, mas se a maioria acha o contrário, fazer o que. Temos que seguir em frente, independente do que vier.

      Abs, bons negócios

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  2. Talvez precisemos de um estatístico inovador como Nate Silver, que previu vitória do Obama contra o poderoso Gallup (que apostave em Mitt Romney).
    Seu método, nos casos das pesquisas eleitorais, consiste em agregar centenas de pesquisas de todo tipo, com variados graus de importância, para reduzir problemas de influência da amostra e dos métodos de captação de cada uma delas.
    Nossos institutos de pesquisa parecem estar precisando de um choque de credibilidade inovador tal como o citado.

    Ramses

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    1. Assino em baixo. Seria ótimo se fizessem o mesmo no Brasil.

      Abs, bons investimentos

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  3. Não conheço ninguém que tenha respondido uma pesquisa dessas na vida.

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    1. Eu já respondi rsrs... Mas o tema era outro (Copa do Mundo).

      Abs, bons negócios

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Caro FI,

    Se a margem de erro das pesquisa estiver no tradicional 2%, um instituto apontar 38% e outro 34% não tem nada de vergonhoso e está dentro da margem. Eu sugeriria vc alterar o seu post anterior porque ele passa a ideia equivocada de que a pesquisa Data Folha teve o resultado impactado em comparação à pesquisa anterior devido ao aumento de entrevistados paulistas.

    Eu gosto muito do seu blog e admiro os seus textos sempre bem elaborados, mas estou ficando um pouco assustado com estes equívocos estatísticos dos dois últimos posts.

    Abraço,

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  6. A insistência em colocar em dúvidas as pesquisas deveria ser fundamentada em exemplos práticos ao longo dos processos eleitorais cujo resultado final foi diferente das pesquisas, não em achismos e suspeitas infundadas.

    Em poucos pleitos houve descasamento entre o que a pesquisa indicava e o resultado final.

    Vamos nos abster de falar besteira sobre um campo desconhecido da maioria. Deixemos isso para a população sem instrução.

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  7. MARQUETEIROS E ANALISTAS DE PESQUISAS NÃO SE ENTENDEM NO BRASIL!

    1. Toda a regra tem suas exceções. Mas aqui no Brasil são poucas nesse caso. Quase todos os analistas de pesquisas dos institutos reclamam dos publicitários que dirigem as campanhas dos candidatos majoritários. Estes dizem que os marqueteiros adoram os resultados das pesquisas, mostrando que seus candidatos vão bem e mandam logo fazer gráficos ascendentes dos seus e descendentes dos adversários.

    2. "Os responsáveis pela TV dos candidatos não dão valor ao que é fundamental nas pesquisas: as informações deduzidas dos cruzamentos das perguntas, feitas com intenção de voto e com os perfis do eleitor. No máximo olham para as intenções de voto nas regiões e na idade e perfil social dos eleitores. Com isso, não conseguem antecipar tendências ainda não explícitas e que serão visíveis uns dias à frente", afirma um importante analista.

    3. Outro diz: "Para não dizer que os publicitários não leem nada das pesquisas, leem o que os jornais dizem. Mas os jornais não podem tratar do que não está ainda claro nos números que as pesquisas apresentam. E destacam o que é notícia para o leitor, o nem sempre coincide com uma antecipação de cenário, fora as curvas óbvias de quem cresce e quem cai".

    4. "Curiosamente os candidatos se interessam mais pelas informações internas às pesquisas que os seus marqueteiros. Mas fica por isso mesmo e no máximo influenciam suas declarações. Quando entra no estúdio e comenta, se comenta, o que leu nas pesquisas, isso entra por um ouvido e sai por outro. Quase nunca -ou nunca- os analistas de pesquisas são convidados para ir aos estúdios discutir os focos das comunicações."

    5. Por seu lado, alguns assessores de publicitários que aceitaram falar, concordam que o diálogo pesquisas-publicidade é escasso nas campanhas. "Acontece muito mais antes da pré-campanha. A partir daí os fatos novos são os que surgem nas campanhas e, portanto, as pesquisas não têm mais a importância que os analistas imaginam. O que interessa são as tendências abertas nas pesquisas e os cortes clássicos. Por exemplo: este ano, no máximo até abril, valia a pena analisar por dentro as pesquisas e ouvir as hipóteses dos pesquisadores. Agora vêm as convenções e a campanha. As estratégias e os dados estão lançados."

    6. Um analista de pesquisa arremata: "Curiosamente o marqueteiro diz que discorda da nossa opinião. E eu respondo: não é a minha opinião, mas o que nos informa a pesquisa. E lista campanhas perdidas por não terem dado atenção ao que disseram as pesquisas no coração das campanhas. Eles deveriam ir aos EUA acompanhar uma campanha de presidente ou governador de grande estado."

    fonte: Blog doCesar Maia

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  8. * * *

    OLHANDO A PESQUISA DO IBOPE, 04-07 DE JUNHO!

    1. 57% não têm interesse nas eleições de 2014.

    2. Na pesquisa espontânea 56% não marcaram ninguém.

    3. Voto em Dilma decresce do menor nível de instrução ao nível superior: 48%, 42%, 37%, 23%.

    4. Voto em Dilma decresce do menor nível de renda ao maior: 51%, 48%. 33%, 23%.

    5. Intenção de voto: Dilma 38%, Aécio 22%, Eduardo Campos 13%. Outros 7%. Com lista de vários candidatos, 20% não marcam nenhum. Com lista de 3 são 25% que não marcam nenhum.

    6. Incluindo os nomes dos vices. Aécio não altera com nenhum dos 3 (Aloysio, Tasso e Serra). Dilma não altera. Eduardo Campos, com Marina, cresce para 17%.

    7. Segundo turno: Dilma vence Aécio por 9 pontos e a Campos por 11 pontos. Aécio 32% x Campos 28%. Mas incluindo vices de Aécio e Campos: 30% x 30%.

    8. Apoio de FHC a Aécio não muda nada. Apoio de Lula a Dilma aumenta apenas 2 pontos. Apoio de Marina a Campos aumenta cinco pontos, para 18%.

    9. Rejeição com lista de nomes: Dilma 38%. Aécio 18% e Campos 13%.

    10. Avaliação Dilma: Ótimo+Bom 31%, Ruim+Péssimo 35%. / Aprova 44%, Desaprova 51% /. Confia 41%, Não Confia 53%.

    11. Sem incluir o Nordeste Dilma cairia para 24% e Aécio para 19%



    PESQUISAS DE INTENÇÃO DE VOTO ESTADUAIS!

    Diversos Institutos. DF, MG, PB, BA, PE, RJ, CE, SP.

    Tabela Blog Maurício Romão.
    https://docs.google.com/file/d/0B4SLIfQmh7h9RDF0N1hiYlRlLWM/edit?pli=1


    Fonte: Blog do Cesar Maia

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  9. Concordo com o major. Se a margem é 2% então a pesquisa Datafolha poderia cair para 36% e o Ibope subir para 36%. Está tudo muito coerente, inclusive a subida lenta do Aécio. O jogo não está definido, simples assim.

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  10. Boa tarde pessoal!

    Considerar que, no mesmo período de coleta, um Instituto de pesquisa errou ao máximo para cima e outro errou ao máximo para baixo ("combinou com os russos") é quase a mesma coisa que confiar em todas promessas de político em campanha eleitoral. Pode até acontecer, mas a possibilidade é quase nula.

    A propósito, hoje foi divulgada mais uma pesquisa eleitoral, mostrando novamente que os números do Datafolha estão sim fora da curva. Segundo o Vox Populi, Dilma tem 40% das intenções de voto.

    Abs a todos e bons negócios

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  11. a pesquisa do vox populi foi feita entre 30/5 e 01/06, portando, é mais antiga, embora tenha sido apresentada somente agora

    por isso ela fecha com algo próximo divultado no dia 22 de maio, conforme
    http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/noticia/2014/05/dilma-tem-40-aecio-20-e-campos-11-aponta-pesquisa-ibope.html

    onde dilma tinha ~40%

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  12. Em vez de ficar discutindo resultado, vocês deveriam é procurar quem encomendou as pesquisas. Esses institutos brasileiros tem pouca credibilidade, sempre tiveram. O resultado vem conforme quem pagar mais.

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    1. Parabéns, você ganhou o prêmio de pior comentário do post.

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    2. Valeu, motoboy do datafolha.

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