quarta-feira, 16 de julho de 2014

Banco Central segura taxa Selic em 11%


Os diretores do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiram manter, nesta quarta-feira, a taxa básica de juros em 11% ao ano. A decisão era amplamente esperada pelo mercado e não surpreendeu.

O comunicado emitido ao final da reunião na noite desta quarta-feira é idêntico ao texto divulgado após a penúltima reunião de Comitê realizada no mês de maio: “Avaliando a evolução do cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, neste momento, manter a taxa Selic em 11,00% ao ano, sem viés.”

Isso significa que o Banco Central não quer deixar nenhuma pista sobre o que pode fazer na próxima reunião a ser realizada nos dias 2 e 3 de setembro, a última antes das eleições presidenciais.

A probabilidade de pequeno corte na taxa básica de juros é remota, mas não está totalmente descartada. Adiantar ao mercado a possibilidade de corte na taxa Selic, num momento de inflação acumulada extrapolando o teto da margem de tolerância (6,50%), pode comprometer a “importante” estratégia da autoridade monetária no mercado de câmbio e criar estresse nas taxas de juros futuros.

Nos Estados Unidos, a presidente do FED (Federal Reserve – Banco Central norte-americano), deixou aberta a possibilidade de a autoridade monetária elevar os juros um pouco antes do previsto se o mercado de trabalho dos Estados Unidos continuar melhorando rapidamente. Entretanto, Yellen continua mostrando que o Banco Central vai optar por manter a cautela antes de dar os passos importantes na normalização das condições monetárias. Ela afirmou que prefere muito mais manter os juros baixos em vista da ainda lenta recuperação da economia do País.

Desde a máxima registrada no início deste ano, os juros futuros nos Estados Unidos seguem trabalhando um importante movimento corretivo, respaldados nos passos de cautela e clareamento do calendário do FED. A correção das Treasuries de 10 anos é a principal responsável pela queda significativa nos bônus das dívidas soberanas em vários países, incluindo emergentes.


No mercado de câmbio, o dólar frente a cesta de moedas globais tem mostrado nos últimos dias uma importante reação. O movimento do câmbio internacional joga mais pressão contra a estratégia do Banco Central de manter o Real valorizado no curto prazo, administrado entre R$ 2,20 e R$ 2,25.


As principais bolsas de valores seguem mantendo a tendência dos últimos meses. Mercados em alta, refletindo o excesso de otimismo nas principais praças financeiras mundiais. Nos Estados Unidos o índice Dow Jones renovou, mais uma vez, sua máxima histórica, aos 17.1k.


No Brasil, o índice Bovespa segue trabalhando dentro da tendência de alta iniciada na região dos 44.9k, sem apresentar novidades. O candle de fechamento desta quarta-feira abre a possibilidade de topo de curtíssimo prazo, porém, ainda insuficiente para ameaçar a tendência principal.


13 comentários:

  1. FI,

    Seja bem-vindo de volta. Parece que nosso Bacen só vai tomar medidas quando as eleições passarem.

    O que você achou da Yellen falar que o índice americano (alguns setores) já estariam esticados ( http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0FK21W20140715 ). Abs!

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    1. O FED citou na ata que as ações de biotecnologia e de mídia social estão caras. Não houve citação ao Dow Jones, S&P500, etc, que seria um caso diferente. Concordo plenamente. São os setores que mais subiram com o oba oba dos últimos anos e estão bem esticados. O mercado em geral está precificando a retomada econômica, refletindo também os bons números encontrados nos balanços das empresas nos últimos anos. Não há um descolamento muito forte dos fundamentos x preços na bolsa de Nova York, tal como ocorre com a precificação dos ativos no Brasil. Isso porque a perspectiva nos Estados Unidos é realmente positiva. Aqui ainda é duvidosa. Ainda assim, Wall Street vai entrar numa fase complicada a partir do próximo ano (fruto da normalização das condições monetários) e choques de preços podem ocorrer.

      Abs, bons negócios

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  2. FI, tirou férias na copa do mundo? Bem vindo de volta, sentimos sua falta. Abs

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    1. De acordo !

      Anonimo da alll

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    2. Férias que nada rsrs... Falta tempo mesmo. Mas devo voltar com mais frequência nos posts a partir de agosto.

      Abs, bons investimentos a todos

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  3. E com essa tendencia de alta estou vendendo todos meus papeis... kkk acho que vou esperar voltar o sangue no mercado para comprar para o longo prazo.


    Abracooo

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  4. Dilma empatou com Aecio no 2 turno segundo o datafolha! To levando fé nisso não...

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  5. kkkk no jornal ela aparece na frente hooje - ai meu deus...

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  6. Economia vai mal e bolsa de valores vai bem, que bela dicotomia!!

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  7. Fiquem..vc tá fazendo falta...

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