quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Artilharia financeira


Influenciado ou não pela rápida ascensão da candidata à presidência da República Marina Silva, o governo federal abriu uma verdadeira artilharia financeira nesta quarta-feira, mostrando que tem bala na agulha para lutar pela popularidade. O último cartucho queimado, e de grande impacto, ocorreu no final do mês de abril, quando a presidente Dilma anunciou em rede nacional reajuste do Bolsa Família e da tabela do Imposto de Renda.

Desta vez o governo federal anunciou uma série de medidas com certo potencial de impacto, supostamente na tentativa de se reaproximar de parte da população até então insatisfeita com seus representantes em Brasília.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou na tarde desta quarta-feira que o governo vai simplificar o procedimento de aquisição de imóveis por meio de financiamentos, concentrando na matrícula do imóvel todas as informações que possam resultar em ônus sobre o imóvel. A burocracia exagerada das operações de financiamentos será reduzida, a segurança jurídica será mantida e as certidões poderão ser emitidas num único cartório.

Mantega também anunciou estímulo às importantes, e pouco utilizadas no Brasil, operações de empréstimos que possuem o imóvel quitado como garantia. Conhecida no mundo como Home Equity, a operação é um refinanciamento imobiliário, que permite que o tomador com uma casa quitada dê o seu imóvel como garantia para tomar um crédito de uso geral.

Para estimular este tipo de operação, o governo permitirá que os bancos utilizem até 3% dos recursos da caderneta de poupança para lastrear estas operações de empréstimo. A taxa de juros deverá ficar mais baixa, barateando o custo do empréstimo. Segundo cálculos do próprio governo, a medida pode gerar cerca de 16 bilhões em novas operações de crédito. Nestas condições, o risco para o sistema financeiro é significativamente baixo, devido à garantia do imóvel quitado no contrato.

O governo também criará um novo título para captação de recursos no mercado com objetivo de incentivar o crédito imobiliário. A chamada Letra Imobiliária Garantida contará com isenção de Imposto de Renda acima de 2 anos e terá como garantia extra o patrimônio da instituição que tem carteira de financiamentos imobiliários. É um funding adicional às já conhecidas LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) para atrair investidores estrangeiros.

Os estímulos não param por aí. O governo vai incentivar a utilização do crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada. Para isso, o ministro da Fazenda informou que vai aumentar a segurança jurídica da operação, permitindo que o tomador do empréstimo autorize a instituição financeira a debitar o valor da prestação simultaneamente ao crédito do salário na conta corrente.

A recuperação de bens financiados com alienação fiduciária também será facilitada. O comprador do bem móvel (bastante comum nas operações de financiamento de veículos, por exemplo) autorizará a recuperação expressa por parte da instituição financeira do bem financiado em caso de inadimplência sem burocracia. Isso significa que os bancos estão dispensados da obrigação de cobrança judicial em operações sem garantia de até 100 mil reais e operações com garantia de até 50 mil reais.

Tanto o crédito consignado, quanto o crédito imobiliário, é considerado pela autoridade monetária como “crédito bom”, devido à segurança jurídica, potencial de impacto limitado no sistema financeiro em casos de inadimplência e por possuírem taxas de juros mais baixas.

Ainda nesta quarta-feira o Banco Central anunciou novas medidas para estimular o mercado de crédito com potencial para injetar mais 25 bilhões de reais na economia brasileira. Somando com as medidas semelhantes adotadas pela autoridade monetária no final do mês passado, o Banco Central abriu espaço para que entrem cerca de 70 bilhões de reais no mercado de crédito.

Em comunicado, o Banco Central afirmou que “os ajustes consideram a fase atual do ciclo de crédito no Brasil e se inserem nos processos de revisão das medidas macroprudenciais adotadas a partir de 2010 e de continuidade da convergência da regulação brasileira aos parâmetros internacionais de Basileia.”

Os impactos que serão provocados por todas estas medidas não são irrelevantes. Não são medidas irresponsáveis do ponto de vista da liberação do crédito, pois há potencial de crescimento das operações de “crédito bom” e a boa solvência do sistema financeiro brasileiro comporta este crescimento. Será possível observar reação da economia nos próximos trimestres, sob intensidade ainda discutível, porém, melhor do que se pode constatar nos trimestres anteriores.

Entretanto, existem dois pontos negativos, que são, na verdade, velhos erros não reconhecidos pelo governo: criam-se novas pressões inflacionárias e aumenta-se a desigualdade do custo do capital. Uns pagam mais para obter crédito, outros pagam menos. Neste ritmo, cada vez mais haverá necessidade de aumentar a parcela dos que pagam menos.

No cenário externo, destaque para divulgação das atas de importantes banqueiros centrais mundiais. O FED (Federal Reserve – Banco Central dos Estados Unidos) destacou que a maioria dos membros de Comitê quer esperar mais informações sobre as trajetórias da atividade econômica, do mercado de trabalho, e inflação para alterar sua visão sobre quando começar a subir os juros, mas reconheceram que, se a convergência em direção aos objetivos do Comitê ocorrer num ritmo mais rápido do que o esperado, pode ser apropriado começar a remover a política monetária de sua posição acomodática mais cedo do que se antecipa atualmente. Não houve novidades relevantes.

Na Inglaterra, dois dos nove membros votantes do Comitê de Política Monetária do Banco Central inglês optaram inesperadamente pelo aperto da política monetária (de 0,50% para 0,75%) na última reunião, o que pode sinalizar aumento dos juros já no final deste ano.

Por fim, destaque para o movimento técnico relevante no Ibovespa, ao romper a máxima do ano, acionando mais um pivot de alta na tendência iniciada na região dos 44.9k.


30 comentários:

  1. assopra tombini, assopra mantega, dilminha mandou assoprar

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  2. Prezados,

    O governo, como de costume, erra sua avaliação novamente.

    Não falta crédito para imóveis. Falta é gente pra pegar este financiamento. Os preços estão extorsivos e enquanto não houver uma forte queda de preços, não haverá melhoria neste mercado.

    Se tentarem impedir o estouro da bolha imobiliária agora, o estouro futuro será pior.

    Discordo da análise do FI sobre a segurança do sistema. A CEF concentra 70% do crédito imobiliário, ou seja, cerca de 5,7% do PIB. Se entrar na conta o BB, o número passa de 6% do PIB. Mitigação de riscos praticamente zero em duas instituições com grande alavancagem. É lógico que isso não terminará bem.

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    1. Olá João,

      A autoridade monetária enxerga bastante espaço para o crescimento do crédito imobiliário no Brasil. Isto não é uma suposição/adivinhação, são análises respaldadas em estudos feitos pela equipe técnica mais qualificada do mercado. Segundo dados do Banco Central, disponibilizados no último Relatório de Inflação, os financiamentos imobiliários representam apenas 8,8% do PIB, sendo que, 79,5% desses contratos foram feitos com taxas reguladas pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) e com recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). As contratações com taxas de mercado são apenas 20,5%. Os bancos privados tendem a avançar nas operações de crédito imobiliário nos próximos meses/anos, o que não acontecia no passado. Por este motivo pode-se constatar a concentração de financiamentos nos bancos públicos, que por sua vez não oferece risco ao sistema financeiro e nem ao mercado imobiliário, justamente porque os contratos garantem a necessária segurança jurídica.

      Abs, bons investimentos

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    2. FI, a autoridade monetária também enxerga a inflação convergindo para a meta...

      Mas como eu disse, o problema não é falta de crédito. É falta de tomador de empréstimo. Não vejo nenhuma melhoria no setor de crédito nos próximos 12 meses. Você vê isso?

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    3. Muito bom o seu questionamento, pois a inflação inverteu a trajetória de longo prazo ascendente e realmente passou a ceder. Mas é muito cedo para projetar convergência para a meta, embora daqui há 2 anos isso pode ser possível. A questão principal deste seu questionamento envolve exclusivamente as decisões de política monetária referente ao deslocamento da taxa Selic, em meados de 2011 até o final de 2012, quando a taxa Selic foi reduzida de maneira insustentável. Esse foi o grande erro que o Banco Central está pagando até hoje. Parece que houve interferência do governo, pois era um promessa da presidente Dilma jogar o juro real para 2%. Enfim, o experimento não deu certo, pois foi realizado na base da "força". E agora o que resta é recuperar a credibilidade perdida, processo que por sinal está em curso, mas é sempre demorado. Por conta deste evento o mercado evidentemente passou a desconfiar das decisões que envolvem o deslocamento da taxa Selic, que são tomadas por 8 membros do Comitê e não pela equipe técnica do banco. Os demais campos de atuação do Banco Central não foram afetados. Isso é importante, pois as análises do Banco Central sobre o mercado de crédito, preços, nível de atividade econômica, economia internacional, entre outros, são as melhores do mercado e plenamente confiáveis.

      Sim. As medidas macroprudenciais vão impulsionar o crédito. A entrada gradativa dos bancos privados nos financiamentos imobiliários também tende a manter o quadro positivo. Há bastante demanda. Déficit habitacional muito elevado no Brasil. A taxa de desemprego em níveis muito baixos favorece os financiamentos. Mesmo se a taxa de desemprego subir um pouco não afetaria o mercado.

      Abs, bons negócios

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    4. O déficit habitacional sempre foi muito elevado no Brasil e continua, faz longos anos, em níveis percentuais parecidos.
      O crédito pode ser violentamente aumentado mas não haverão aumento percentual de pessoas pegando o crédito, uma vez que os preços são alavancados através do crédito considerando a relação de renda média real x lapso temporal total do financiamento x juros cobrados.
      Considerando que todos o maior elemento deles, o lapso temporal, já beira o limite, podem dar crédito até para o zé do caixão, que não leva mais.
      Quer isto dizer que os preços estacionam por um tempo.
      Contudo, diante da crise sistêmica que se avizinha, bem como movimentação do fed, teremos nova correção negativa nos preços.
      A única coisa boa é que com a queda a economia em sentido macro não será afetada, mas isso considerando a baixa participação do imob no PIB.
      Será péssimo, contudo, para os vendidos do imob, mas eles já se aproveitaram fortemente da ignorância da população média, então não precisam ficar com pena.
      Resumindo, o risco negativo ao sistema financeiro é de fato baixo, mas para o imob é altíssimo.
      Quem não concordar é simples: é só continuar explorando os ignorantes de país e, de preferência, em país europeu ou nos eua, onde praticamente tudo é muito mais barato e sem as desculpas esfarrapadas de preços que não acompanhavam o mercado anteriormente.
      Lamentavelmente, este país precisa passar por grande humilhação - via forte desemprego - para cogitar em aprender a lição.

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  3. Final de agosto, não; aumento do bolsa-família foi anunciado dia 1º de maio - e isso que é mais ironicamente surreal: anuncia um aumento de gasto social, dado a quem não trabalha, na cara do trabalhador em seu dia de comemoração...

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    1. E outra coisa: já não existe LCI? Qual a vantagem desse título? LCI não paga IR nem IOF...

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    2. E mais outra coisa: acho que o impacto será irrelevante, sim.

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    3. Não. O anúncio realmente ocorreu no final de agosto. Mais especificamente na noite do dia 30/04/2014.

      Como de costume, o governo divulga o que vai fazer, mas deixa os detalhes para depois rsrs... A vantagem da Letra Imobiliária Garantida é a garantia extra do patrimônio da instituição financeira. Suspeito que possa ser uma linha descoberta pelo FGC, de aplicação mínima elevada, já que o Mantega citou que tem objetivo de atrair os investidores estrangeiros. Por este motivo a adoção da garantia extra.

      Haverá impacto positivo não desprezível. São medidas importantes que devem tirar os bancos da defensiva. Suspeito que este comportamento defensivo não foi 100% provocado pelo baixo desempenho da economia, mas sim uma forma de pressionar o Banco Central e o governo federal. As condições estão mais favoráveis aos bancos, que são os mais beneficiados de todas estas medidas.

      Abs, bons negócios

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  4. Não. O anúncio realmente ocorreu no final de agosto. Mais especificamente na noite do dia 30/04/2014.

    ???

    Confundindo abril com agosto? rs

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    1. Eita!!
      Caiu a ficha. E olha que agosto nem acabou rsrs...
      Troquei os meses, culpa da letra "A"...
      Final de abril. Vou consertar lá.

      Obrigado,

      Abs, bons investimentos

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  5. Não adianta nada ter facilidade para comprar um imóvel financiado se o povo não pode pagar.
    Eles tem quem dar um salário mais justo ao trabalhador.

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    1. Consegue pagar, mas é uma dívida de longo prazo, o que exige planejamento e disciplina. E claro, de acordo com a renda do trabalhador é que se define os imóveis que podem ser financiados. Há oferta no mercado para todas as camadas.

      Abs, bons negócios

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    2. Pois é a grande questão é onde está toda essa demanda FI? Achei interessante sim as medidas (mesmo sendo anti-pt) mas o endividamento das famílias bate recordes lembra?

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    3. Há bastante demanda no mercado imobiliário. O déficit habitacional no Brasil é elevado, e não poderia ser diferente, pois somos um país em desenvolvimento. Uma forma de comprovar isso, além dos números, é verificar como as imobiliárias se proliferaram nos últimos anos. Hoje você encontra facilmente imobiliárias em ruas movimentadas de qualquer bairro de cidade média/grande. Se o mercado não tivesse aquecido essas imobiliárias não conseguiriam sobreviver por mais de 6 meses. Sim, por incrível que pareça o PT acertou dessa vez. Mas erra 10 pra acertar 1 rs... precisamos votar pela mudança este ano. O endividamento das famílias aumentou, fruto, também, da "bancarização", mas é um quadro sustentado pela baixa taxa de desemprego. O cartão de crédito é o principal meio de endividamento das famílias (76,6%). A tendência é que o endividamento de crédito livre, como o cartão de crédito, por exemplo, continue diminuindo gradualmente ao longo dos próximos anos, ao passo que o endividamento de crédito direcionado, como o financiamento imobiliário, por exemplo, continue aumentando gradativamente ao longo dos próximos anos.

      Abs, bons investimentos

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    4. Não confunda déficit com demanda. Déficit sem dinheiro/crédito no bolso pra comprar não é demanda. E é neste estágio que chegamos.

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  6. IF, acompanho suas ótimas análise há um bom tempo, e continuarei.
    Entretanto, hoje discordei de simplesmente TUDO que v. escreveu.

    Estamos simplesmente repetindo passo a passo a crise imobiliária americana.
    Não há déficit imobiliário, há falta de renda para pagar os preços totalmente descolados do valor a que chegaram os imóveis. Resultado: as grandes construtoras técnicamente falidas.
    Quanto ao LIs Garantidas, aposto que vão dar um jeito de incluir financiamentos de risco, dourando a pilula com rating "A", como fizeram nos USA.
    V. contradisse uma longa história de artigos contra o gigantesco erro demagógico de apoiar o desenvolvimento do pais em consumo, ao inves de poupança e investimento. Isto não vai dar certo e só estamos adiando e ampliando o problema, veja as contas publicas.

    Acho que v. andou tomando uns chopps com o Mantega!
    Zen

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    1. Olá Zen,

      Respeito sua opinião, mas não estamos de forma alguma nem perto do primeiro passo que originou a crise imobiliária norte-americana. A começar pela forte regulação do sistema financeiro brasileiro. Impossível qualquer instituição financeira brasileira captar recursos no mercado para operar financiamentos de alto risco. Primeiro porque não há necessidade, já que existe demanda de qualidade suficiente para atender a oferta das instituições. Segundo porque não passaria pelo Banco Central, que por sinal está avançando na implementação do Basileia III.

      Eu bem que tentei, mas o Mantega só toma cachaça das braba rsrs... Tô fora. Brincadeira, mas o PT errou muito nestes últimos anos (não somente no governo Dilma). A crítica não mudou. Essas medidas irão criar novas pressões inflacionárias, como destaquei no post. Este é um dos principais erros do governo: fabricar inflação. Não é um caminho sem volta, é perfeitamente possível reverter essa situação com ajustes graduais. O problema é que não há planejamento no Brasil desde 1.500. E para aumentar investimento é preciso planejamento.

      Abs, bons negócios

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  7. http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,incentivo-ao-credito-e-positivo-mas-entrave-e-demanda-e-nao-oferta-diz-bradesco,1547358

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  8. inacreditável como algumas pessoas pareceram surpresas com a notícia e a análise do fi, como se elas soubessem clarividentemente qual seria o limite de tomada de crédito/endividamente do povo brasileiro, afirmando que a ação do governo não terá efeitos no mercado, ou que não há qualquer espaço para aumento, seja de preços ou endividamento

    primeiro, que nada disso é surpresa, pois é simplesmente mais do mesmo que vem sendo aplicado aqui pela equipe economica - se o remedio não fez efeito, aumenta-se a dose, que é o modus operandi demonstrado até aqui

    segundo, que a inflação irá aumentar sim, conforme já dito pelo mantega (ele disse que isso NÃO iria aumentar a dita cuja, mas ele sempre fala as coisas com sinal trocado)

    terceiro, quanto ao preço dos imóveis e automóveis, vejo como mais espaço para a insanidade coletiva continuar, e possivelmente até aumentar, queiram ou não

    quarto, que não foi uma medida com visão economica, e sim eleitoreira, e como tal, não precisa trazer o menor benefício no longo prazo, bastando que garanta algum no curto prazo

    quinto, o tal título de captação para crédito imobiliário, poderia ser algum sinal de que o dinheiro da poupança, e mais importante, do FGTS estaria acabando, uma vez que o governo está segurando tudo para manter o pouco do superávit?

    portanto, não adianta querer entrar em estado de negação achando que tais medidas não irão surtir efeito, principalmente aos da seita da bolha imobiliária, que acham que "ano que vem estoura e vai cair 80%", as cartas do jogo estão aí, cabe a cada um tentar fazer a melhor jogada com o que tem em mãos

    na minha opinião, a preocupação principal continuará a ser a mesma dos últimos 3 anos, que é vencer a inflação alta pra quem tem dinheiro no banco, pois essas medidas abrem mais espaço para os preços esticarem ainda mais, sejam de bens de capital, sejam de imóveis, seja somente da alimentação

    ainda acredito que tombini irá gastar até o ultimo dolar em swap para tentar segurar o dolar e baixar a inflação, enquanto baixam os juros, liberam crédito aos montes, e dilma toma posse em 2015

    sim, uma visão do inferno, mas não adianta estar em estado de negação

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    1. Esse estado de negação a psicologia explica melhor do que nós. Mas tem um estudo bacana que pode abrir facilmente os olhos de quem defende a tese (infundamentada) de bolha imobiliária no Brasil. Basta comparar os preços de hoje com os preços de 7 anos atrás. É possível encontrar o histórico nas instituições que fazem coleta de preços. Uma quantidade considerável de produtos e serviços subiram cerca de 100% ou mais, não somente os imóveis. Até o salário mínimo subiu 90% de 2007 a 2014. Entretanto, a reclamação não é generalizada (ninguém fala que existe bolha no quilo da carne, no corte de cabelo, no preço da cerveja, no preço do xampu, nas mensalidades escolares/cursos, no banho e tosa do pet shop, no preço do lavajato, etc), mas sim centralizada no mercado imobiliário. Por ser um bem de valor elevado e de grande importância para as famílias, a percepção de alta generalizada acaba passando desapercebida e concentrada apenas no imóvel, justamente por provocar maior impacto financeiro. Mas na verdade tudo subiu, inclusive os salários. Isso na verdade levanta outra polêmica, a de que o IPCA não está refletindo a inflação real no Brasil.

      Abs, bons negócios

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    2. A queda do imob será demorada como está acontecendo nos outros países. Isso vai durar até a próxima década, mas com quedas baixas e graduais.
      Até lá é continuar vivendo de aluguel (0,3% am, hahhahaha).
      Quem quiser continuar vendido no imob que continue. Os ignorantes são fartos no Brasil mas lembrem-se que até mesmo esta farta raça possui limites.

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    3. Me senti no stand de vendas agora.

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  9. Também creio que o BC vai usar toda sua munição para segurar o dólar pois essas medidas tem cunho inflacionário e a valorização do cambio e uma forma de compensar isso.
    O credito imobiliário, no Brasil, e baixo em relação aos países desenvolvido portanto a tendência e de aumento.

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    1. Tô me enchendo de dolar. Uma hora essa coisa vai toda para o ventilador e o real vai desvalorizar horrores. Vou me protegendo com dolar.

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  10. Bela comparação hein, mercado imob. com shampoo e lavajato. Tem bolha imob. no mundo inteiro, só no Brasil que não né? QE, zirp, Nirp, abenomics, conhece essas siglas? Estude a teoria dos ciclos econômicos amigo, tua econômica já saquei, tu e fã do paul krugman...

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  11. FI,

    Ganho 200 mil por ano e não me meto para comprar um imóvel de 400 mil nem ferrando (ainda mais com o baixo padrão)! Vou pagando meu aluguel de 1500 na boa, acumulando capital e FGTS. No dia em que Aluguel+ FGTS <=> prestação, eu compro um imóvel (financiado óbvio, para continuar investindo). Com bolha ou sem bolha, minha decisão é puramente monetária! Obs: Acredito no descolamento do valor dos imóveis com relação a renda ( Bolha)! Achei a medida eleitoreira também!

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