sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Está difícil convencer os alemães


O FMI (Fundo Monetário Internacional), Estados Unidos e outros membros do G20 (grupo que representa as principais potências industriais e em desenvolvimento – 85% da produção econômica mundial) têm repetidamente convocado a Alemanha a usar seu espaço de manobra para elevar os gastos e sustentar o crescimento.

As cobranças surgiram com mais peso nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial. Jack Lew, secretário do Tesouro norte-americano, pediu aos líderes mundiais com posições orçamentárias fortes a fazer mais pelo crescimento e sustentar a demanda global. Chefes de finanças do G20 também se reúnem nesta sexta-feira e estão preparados para pressionar os alemães.

As exportações, encomendas e produção da indústria alemã sofreram as maiores quedas desde o auge da crise financeira global, sinalizando possibilidade relevante de recessão, o que pode arrastar a zona do euro para a deflação, com o agravamento do quadro de baixas taxas crescimento e inflação.

Mas os alemães estão relutantes. A chanceler Angela Merkel disse a jornalistas que a demanda interna no País ainda é forte e que, no geral, a Alemanha está em boa condição. O ministro das Finanças, Wolfgang Schauble, afirmou que seria loucura colocar em risco o saneamento das finanças públicas com políticas de estímulo que, de qualquer forma, não forneceriam grande coisa, na sua avaliação. O presidente do Banco Central, Jens Weidmann, considerou que os investimentos públicos alemães podem aumentar, mas alertou contra a tentação de abandonar o objetivo de equilíbrio orçamentário.

Sem a ajuda dos alemães, pouco pode ser feito de imediato para impulsionar o crescimento na região, já que outros governos da zona do euro estão paralisados por excessivas dívidas e déficits fiscais. Nesta sexta-feira, a agência de classificação de risco Standard & Poor's reduziu a perspectiva do rating da França, de estável para negativa, citando diminuição do espaço fiscal do governo diante das limitações da economia. Diante deste cenário, novamente o BCE (Banco Central Europeu) será pressionado a criar mais medidas de estímulos monetários na tentativa de reverter a trajetória de deterioração dos indicadores econômicos na zona do euro.

No mercado de capitais, os principais índices acionários fecharam a semana em baixa. Quedas relevantes na Europa e nos Estados Unidos. O índice S&P500 encostou na média móvel simples de 200 períodos diária mostrando candle de força relevante, o que aumenta a possibilidade de rompimento. Desde meados de 2012 o índice não tocava nesta referida média.


A bolsa do México devolveu quase todos os ganhos acumulados no rali dos meses anteriores, voltando a se aproximar da média móvel simples de 200 períodos semanal, principal ponto de apoio dos últimos dois anos.


No Brasil, o índice Bovespa despencou 3,42% nesta sexta-feira, mas ainda assim conseguiu fechar a semana em leve alta, devido à euforia constatada no início desta semana frente aos resultados do primeiro turno. Entretanto, o pavio longo do candle semanal, mostrando resistência da média móvel simples de 200 períodos, corrobora para manutenção da pressão vendedora nas próximas semanas.


Destaque para o debate entre Armínio Fraga e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, exibido na GloboNews nesta última quinta-feira. Aos que ainda não assistiram, segue o link do vídeo.
  
Bom final de semana a todos!

7 comentários:

  1. FI,

    Esta queda nos mercados emergentes já pode representar um desmonte de posições em vistas de 2015 (Fed) ?

    Obrigado.

    * Incrível ver o Mantega dissimulando a administração do Armínio no Bacen. É uma prova que a política econômica do PT não tem limites para mentir.

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    1. Na minha avaliação é pura e simples realização de lucros das operações com objetivos de curto prazo. Estes índices acumularam ganhos expressivos nos últimos meses e a virada do câmbio pode ter antecipado/influenciado este desmonte de posições.

      Abs, boa semana!

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  2. A Merkel está certa?

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    1. Diria que sim. A posição adequada é de que o Estado não pode se meter, foco dos libertários.
      Desta forma, nem todas recessões são ruins. Quanto mais cedo um país aceitar que há espuma financeira, aka especulação, mais fácil será sair da mesma.

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    2. Não concordo com a afirmativa de que as políticas de estímulo "não forneceriam grande coisa". Mas concordo com a avaliação de que que, no geral, a Alemanha está em boa condição, isso porque a produtividade no País é bem superior às demais economias do bloco. Uma alteração na política econômica reduziria o GAP de competitividade existente entre Alemanha e demais países da zona do euro. Certamente ajudaria o bloco, mas prejudicaria os alemães.

      Abs, boa semana a todos

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  3. A Alemanha como sempre austera, esse país é muito bom.

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