quarta-feira, 30 de abril de 2014

Onde está a margem de tolerância para o El Niño?


As temperaturas no Oceano Pacífico Equatorial estão subindo. O aquecimento fora do normal é uma sinalização da natureza de que vem aí um fenômeno que vai alterar vários fatores climáticos regionais e globais. Esse fenômeno, conhecido como El Niño, pode secar culturas na Austrália, sudeste da Ásia, Índia e África, enquanto outras partes do planeta, como o meio-oeste dos Estados Unidos e Brasil, são atingidas por chuvas intensas.

A ONU (Organização Meteorológica Mundial) já emitiu o seu alerta no dia 15 deste mês. Meteorologistas norte-americanos acreditam que há uma chance de mais de 65% de surgimento de um El Niño até o fim deste ano. Um estudo recente publicado pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences aponta possibilidade de 76% para ocorrência de um El Niño no final deste ano.

O El Niño provoca impactos significativos nos mercados de commodities agropecuárias e minerais. Preços de alimentos e produtos básicos são, inevitavelmente, afetados. Investidores, operadores e gestores de fundos hedge estão se abarrotando de contratos de futuros de commodities, apostando numa alta futura.

Commodities como café, açúcar e soja, que já estão em alta, poderão subir ainda mais com o El Niño, pressionando significativamente os índices de inflação. Como são produtos básicos, haverá repasse de preços em efeito cascata para outras mercadorias/segmentos da economia, agravando o quadro doméstico já bastante debilitado.

O boletim trimestral de análise de commodities do Banco Mundial, divulgado nesta quinta-feira, ressalta que os preços globais dos alimentos podem facilmente subir 15% três meses após o El Niño. No início deste ano, projetava-se estabilidade nos preços dos alimentos.

Economias sérias e equilibradas que trabalham com índices de inflação próximo do centro da meta e baixas taxas de juros terão margem de manobra para contornar os efeitos provocados pelo El Niño. Já as economias desequilibradas (como a brasileira), vão passar sufoco.

Atualmente já sofremos quebra de recordes históricos de preços de uma década, num curto espaço de tempo, fato que revela nítida sinalização de descontrole inflacionário. Forças de diferentes fontes estão ultrapassando níveis medianos de preços, pois não estão devidamente ancoradas pela política monetária. O nível elevado da inflação brasileira, três vezes acima da média global, é um reflexo das estratégias equivocadas de política econômica do atual governo, excesso de flexibilização da política fiscal e desmantelamento da autoridade monetária.

Há mais de 4 anos não se sabe o que é uma inflação devidamente ancorada na meta. A última vez que isso aconteceu no Brasil foi em 2009. Depois disso a meta virou lenda. Hoje, ninguém mais confia na política de metas de inflação estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Com as expectativas dos agentes cada vez mais justificadamente deterioradas, a inflação se retroalimenta, num perigoso ciclo vicioso de indexação.

A margem de tolerância da política de metas de inflação serve justamente para acomodar choques de preços de curtíssimo prazo, advindos de uma crise econômica ou condições climáticas adversas, por exemplo. Mas esta margem infelizmente não existe. Entende-se hoje que o centro da meta é o teto da margem de tolerância.

Como não temos margem, o governo tem adotado medidas heterodoxas (onde a história já mostrou inúmeras vezes que não funcionam) na tentativa de frear a inflação de curto prazo. A estratégia de represamento de preços administrados e as intervenções desesperadas do Banco Central no mercado de câmbio são exemplos destas medidas.

Mas, para a infelicidade do governo, não existem medidas heterodoxas para segurar o El Niño. Não adianta usar os cargueiros da Petrobras para extrair gelo da Antártida e jogar nas águas equatoriais do Pacífico. É um fenômeno irreversível. Se ele aparecer, como sugerem os meteorologistas, vamos pagar o preço.

No mercado de capitais, o pregão desta quarta-feira foi relativamente tranquilo. A reunião de política monetária do FED (Federal Reserve – Banco Central dos Estados Unidos) terminou sem novidades. A autoridade monetária anunciou que vai reduzir suas compras de bônus mensais para 45 bilhões dólares, ante os atuais 55 bilhões de dólares, mantendo o curso para acabar com as injeções monetárias no mês de outubro deste ano.

Com relação à economia, o Banco Central dos Estados Unidos destacou que as recentes informações indicam que o crescimento da atividade econômica se acelerou recentemente, após ter desacelerado durante o inverno em parte devido às condições climáticas adversas.

Na bolsa de Nova York o índice Dow Jones fechou em alta pelo terceiro dia consecutivo, muito próximo de romper a máxima histórica localizada na região dos 16.6k.


No Brasil o índice Bovespa fechou em baixa de 0,41%, sem apresentar novidades, confirmando a sinalização do pregão anterior.


No gráfico mensal, o índice Bovespa soltou uma sinalização de topo na região da média móvel simples de 20 períodos (53.4k), próximo da LTB intermediária dos 69k. Sinalização semelhante à formação dos últimos três topos descentes formados em 2012 e 2013.


Bom feriado a todos vocês!

terça-feira, 29 de abril de 2014

Desindustrialização traduzida em números


Um estudo alarmante feito pela empresa de consultoria BCG (Boston Consulting Group) tem chamado a atenção de alguns participantes do mercado. O tema é polêmico e deveria ser mais debatido pela sociedade, devido à expressiva velocidade de deterioração da indústria brasileira constatada nos últimos anos.

A ausência de debates frequentes sobre um tema tão relevante tem uma justificativa. O governo nega veementemente que o País esteja passando por um processo de desindustrialização e consegue desviar o foco da sociedade para outras questões onde o grau de impacto, do ponto de vista político, é menor.

O governo mente, mas os números não. O estudo da BCG analisou a competitividade das 25 principais economias exportadoras. Para isso, foram considerados quatro fatores: (i) níveis salariais dos trabalhadores; (ii) preço da energia; (iii) índices de produtividade; (iv) taxas de câmbio.

Infelizmente o Brasil foi o destaque negativo do estudo. Perdeu terreno em todas as dimensões. Houve perda substancial de competitividade da indústria brasileira, fruto do que fizemos e deixamos de fazer nos últimos 10 anos. O estudo destacou que o aumento de custos e apreciação cambial não foi devidamente acompanhado por uma alta da produtividade do trabalhador brasileiro.

Segundo o BCG, de 2004 a 2014, os salários quase que dobraram no Brasil e houve uma valorização de 20% do real frente ao dólar. Neste mesmo período, o preço da eletricidade no País subiu cerca de 90%, enquanto a produtividade dos trabalhadores cresceu míseros 3%.

O resultado desta conta não poderia ser diferente. Ficou muito caro produzir no Brasil. Os números apontados pelo estudo da BCG somam-se à velha e conhecida excessiva carga tributária (nos últimos 20 anos passou de 24% para 36%), falta de mão de obra qualificada, infraestrutura deficitária e ausência de acordos comerciais.

Com um ambiente de negócios tão impróprio, algumas indústrias não aguentaram e fecharam as portas. Há 25 anos, a indústria de transformação correspondia a 25% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Hoje, ela corresponde a menos de 15%. Outras indústrias que lutam para sobreviver neste ambiente tiveram que terceirizar a produção em outros países, deixando para os parques industriais brasileiros a função de apenas apertar o último parafuso. E para evitar a falência, algumas empresas se transformaram em meros centros de distribuição.

Hoje, os custos da indústria brasileira são assustadoramente 23% maiores do que os custos da indústria norte-americana. Em 2004, os nossos custos eram 3% menores, comparando-se com os norte-americanos. Pode-se notar, claramente, um rápido e preocupante processo de deterioração no setor industrial.

Este quadro dificilmente será revertido por dois motivos básicos: (i) o governo nega os números e joga a culpa na crise econômica internacional sempre quando o assunto estoura na mídia; (ii) economias desenvolvidas, sobretudo a norte-americana, fizeram reformas importantes nos últimos anos, encontraram mecanismos para baratear os custos de energia e levantaram acordos comerciais de extrema relevância.

A falta de otimismo com o Brasil não é injustificada. As perspectivas favoráveis brindam aqueles que fizeram o dever de casa nos últimos anos.

No mercado de capitais, o índice Bovespa fechou o pregão em alta de 0,89%, influenciado pela divulgação de uma nova pesquisa eleitoral. A pesquisa CNT/MDA mostrou que a presidente Dilma tem 37% das intenções de voto. Entretanto, o candidato da oposição, Aécio Neves, avançou e agora tem 21,6% das intenções de voto.

Embora a pesquisa tenha mostrado avanço da oposição, o índice, que operava em alta de 2%, cedeu após a divulgação da pesquisa eleitoral. Fator importante para desconectar o mercado das especulações eleitorais exageradamente prematuras.

Este recuo do índice Bovespa reforçou a região de resistência dos 52.5k, fato que poderá estimular a liquidação de posições compradas nos próximos pregões.


Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou o pregão em alta de 0,53%, aproximando-se novamente da máxima histórica. O lucro da farmacêutica Merck superou as expectativas, ajudando a manter o tom otimista no mercado. 


Destaque para a pouco comentada reunião de política monetária do FED (Federal Reserve – banco central norte-americano) iniciada hoje. Mercado dormiu tranquilo para o resultado de amanhã, que não deverá apresentar surpresas/novidades.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Festival de gafes


Qual seria a sua reação se alguém lhe disser que o crédito para o consumo no Brasil nunca esteve tão escasso? Ou que o governo já faz a sua parte para apoiar a indústria do etanol? E ainda, se este mesmo alguém divulgar uma nova previsão para o PIB (Produto Interno Bruto), sem admitir, porém, que o dado anterior estava errado ou foi revisado?

Estas declarações poderiam causar estranheza para uns, incompreensão para outros, ou mesmo revolta para quem trabalha em determinados setores da economia. Quem consegue a proeza de cometer tantas gafes ao mesmo tempo? Num único só dia? Será que essa pessoa vive no Brasil? Sabe fazer conta? Não só vive, como infelizmente ocupa um cargo normalmente utilizado para administrar a economia do País. Com relação à conta, difícil saber.

As declarações de Guido Mantega impressionam pela total desconexão da realidade econômica brasileira e deram a entender que o ministro da Fazenda não faz a menor ideia do que está falando.

A começar pela situação do crédito no País. A última informação divulgada pelo Banco Central mostrou que o volume de vendas do comércio ampliado, que inclui o setor automobilístico e o setor de materiais de construção, aumentou 3,5% no mês de janeiro de 2014, comparando-se com o mesmo período do ano anterior. Já nos últimos doze meses (até janeiro) a taxa de crescimento do comércio ampliado foi de 3,3%, com expansão em oito dos dez segmentos pesquisados.

A explicação para o crescimento do crédito está na própria ata de reunião do Copom. A autoridade monetária “avalia que a trajetória do comércio continuará sendo influenciada pelas transferências governamentais, pelo ritmo de crescimento da massa salarial real e pela expansão moderada do crédito.”

O gráfico abaixo, retirado do último Relatório de Inflação do Banco Central, mostra uma situação totalmente oposta da avaliação (crédito escasso para o consumo) feita pelo ministro Mantega.


Conforme podemos observar, o crédito às famílias (tanto para consumo quanto para habitação) explodiu nos últimos dez anos, apoiado pela expansão do emprego (e da renda) e ampliação das operações de crédito imobiliário e consignado. A razão crédito a pessoas físicas/PIB passou de 9,3% em janeiro de 2004, para 26,1% em janeiro de 2014. Crescimento significativo.

Mantega foi ainda mais além e disse que “sem restrição do crédito, o PIB estaria crescendo perto de 3%”. O diagnóstico do ministro da Fazenda é preocupante. Além de estar completamente divergente do mercado (incluindo agentes, empresários, investidores e instituições), revela que o governo vai continuar insistindo no que deu errado nos últimos anos, mesmo com os inúmeros sinais de esgotamento no modelo de crescimento.

Já os usineiros presentes no seminário em São Paulo, palco do festival de gafes do ministro Mantega, foram obrigados a escutar que o setor já conta com uma série de programas de apoio do governo. Piada de mau gosto. As usinas estão fechando ou entrando em recuperação judicial por conta da estratégia de represamento dos preços da gasolina, patrocinados gentilmente pela Petrobras, fato que inviabilizou o consumo do etanol.

Por fim, o ministro Mantega reduziu sua projeção de crescimento da economia brasileira para 2,3% neste ano, pouco mais de dois meses após a divulgação da estimativa para o PIB (2,5%) feita pelo próprio ministério da Fazenda no Orçamento de 2014. Porém, ao ser questionado por jornalistas se havia revisado o dado do Orçamento de 2014, o ministro respondeu: "Não, é uma previsão e uma previsão não é precisa.”

Em matéria de precisão, o ministro já mostrou que precisa treinar mais pra chegar pelo menos perto do alvo. Mas se a previsão agora é menor, como ou porque o dado não foi revisado? E ainda, porque a projeção do governo continua tão distante da estimativa de crescimento de 1,65% do mercado? Estas e outras dúvidas danificam a nossa imagem e mantêm os investidores/empresários com os dois pés atrás.

No mercado de capitais o índice Bovespa fechou o pregão perto da estabilidade, com as ações da Petrobras contrabalanceando a queda constata nas ações da Vale. O desempenho dos papéis da mineradora está sendo prejudicado pela nova queda do preço do minério de ferro.


A comissão regulatória de bancos da China vai investigar financiamentos de negócios com a commodity. Algumas siderúrgicas em dificuldades no País intensificaram as importações de minério de ferro como uma maneira de obter o financiamento do negócio, a taxas de juros mais baixas. Posteriormente, estas siderúrgicas vendiam a matéria-prima no mercado à vista, obtendo lucro na transação.

Como os estoques de minério de ferro nos portos chineses estão elevados (mais de 100 milhões de toneladas, nível recorde), a notícia pode desencadear uma enxurrada de vendas, forçando os preços da commodity para baixo. O mercado está precificando este movimento e, por isso, o preço do minério de ferro caiu para 108,60 dólares por tonelada nesta segunda-feira, próximo da mínima de um ano e meio.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones fechou em alta de 0,53%, recuperando parte das perdas registradas na última sexta-feira, sem apresentar novidades.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Bull market político em pleno rali


A pedra foi cantada por Luis Stuhlberger, gestor do fundo Verde do CSHG (Credit Suisse Hedging-Griffo), há cerca de dois anos atrás. Stuhlberger foi o primeiro a identificar que o País estava passando por um ciclo de “Bull Market in Politics”. Este termo, criado em 2008 pelo hedge-fund Clarium Capital, é utilizado para caracterizar um cenário de intervenção do Estado, acima do normal, sobre a economia.

Para o gestor do fundo Verde, o bull market político começou no dia 31 de agosto de 2011, quando o Banco Central cortou pela primeira vez a taxa básica de juros na gestão de Alexandre Tombini, ignorando completamente a inflação elevada constatada na época e as próprias projeções da autoridade monetária.

Desde então foram surgindo novos fatores que reforçaram a tese de aumento da intervenção do Estado na economia. O câmbio deixou de ser flutuante, na prática, e passou a funcionar como marionete do governo. Na indústria, o governo estendia sua mão amiga a um seleto grupo de felizardos, enquanto outros levavam pontapés. Aos bancos, foi declarada guerra ao spread bancário. Às elétricas, “proibição ao lucro” e socialização da energia “mais barata”. À Petrobras, pagar a conta da gasolina mais cara. Ás empresas de transporte público, colaborar com a política de represamento de preços.

O governo interferiu até mesmo na rentabilidade da caderneta de poupança. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) também não ficou de fora. Sofreu intervenção no início de 2012. Habitação, transportes, saúde, cuidados pessoais e artigos de residência ganharam peso no índice oficial de inflação, enquanto o grupo de alimentação, bebidas, vestuário, despesas pessoais, educação e comunicação perderam peso na nova base de cálculo do IPCA.

Dispensa destacar a tremenda ineficácia de todas estas medidas. Pelo contrário, o excesso de intervenção apenas contribuiu para aumentar a deterioração do quadro doméstico.

O que causa estranheza é observar no mercado expectativas de mudanças ou de própria redução da política intervencionista do governo federal. Não há nada que sinalize vontade do atual governo em fazer o acerto de contas e/ou reduzir o intervencionismo no próximo ano.

O bull market político está em pleno rali. Isso pode ser constatado, inclusive, pelos acontecimentos recentes. Leonardo José Rolim, técnico altamente respeitado dentro do Ministério da Previdência, foi exonerado do seu cargo no início deste mês, após contradizer a projeção de deficit para a Previdência neste ano feita pelo ministério da Fazenda, onde a conta avalizada pelo ministro Guido Mantega estava significativamente subestimada.

Pouco mais de uma semana após o estouro da pior crise do IBGE desde a sua criação, em 1934, provocada por uma suposta intervenção do governo, três dos cinco conselheiros da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) solicitaram desligamentos de suas funções, pois o governo forçou a entidade, que funciona como uma associação civil sem fins lucrativos, a assumir um empréstimo bilionário ( 11,2 bilhões de reais) para bancar o rombo no setor de distribuição de eletricidade este ano. Conta que só será repassada aos consumidores a partir de 2015. A saída destes três executivos ocorreu após a aprovação por assembleia extraordinária, realizada na última terça-feira, 22, do referido empréstimo.

O governo está conseguindo contornar até mesmo decisões importantes do STJ (Superior Tribunal de Justiça). O tribunal decidiu a favor da Vale no processo contra a Receita Federal que cobra tributos sobre o lucro obtido por empresas coligadas da mineradora no exterior. Mas o ministro Mantega, afirmou na noite desta quinta-feira, que com a aprovação da Medida Provisória 627 (estabelece uma nova legislação), a Vale terá de pagar impostos sobre lucro no exterior, independentemente da decisão de hoje do STJ.

Diante do exposto, pode-se notar claramente que a postura do governo não mudou. Pelo contrário, o intervencionismo está aumentando cada vez mais. Este tipo de atitude está longe de mostrar qualquer expectativa de mudança para o ano que vem. O mercado está apostando num sonho, mas os ventos sopram na direção do mais do mesmo.

O índice Bovespa fechou a quinta-feira em leve alta de 0,48%, impulsionado no final do pregão pela reação imediata dos operadores frente à decisão do STJ. Entretanto, o movimento observado hoje não alterou a análise dos últimos dias. Para eliminar a possibilidade de novas correções no curtíssimo prazo, a região dos 52.5k precisa ser superada.


Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou o pregão de lado, deixando um doji de indecisão colado na máxima histórica, sem apresentar novidades.


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Ritmo de contração diminui na China


Apesar da queda dos índices acionários observada nas principais praças financeiras mundiais, os indicadores macroeconômicos divulgados nesta quarta-feira não foram tão ruins. Na China, a prévia do Índice Gerente de Compras mostrou redução no ritmo de contração da atividade industrial, ao sair dos 48 pontos registrados no mês de março para 48,3 pontos apontados na preliminar para o mês de abril.

Este é o primeiro e importante sinal de estabilização no ritmo de crescimento econômico chinês, que vinha numa trajetória descendente desde o início deste ano.

Na Europa, a prévia do Índice Gerente de Compras subiu para 53,3 pontos em abril, superior aos 53 pontos registrados no mês anterior, demonstrando, mais uma vez, aumento no ritmo de expansão da atividade industrial (mais forte em quase três anos).

A atividade industrial norte-americana também continua se expandido, porém num ritmo ligeiramente menor. A prévia do Índice Gerente de Compras caiu de 55,5 pontos em março para 55,4 pontos em abril. Apesar do ligeiro recuo, o ritmo de expansão continua forte, sinalizando manutenção da boa trajetória de retomada do crescimento no segundo trimestre.

Mesmo diante de uma agenda positiva, o mercado brasileiro cedeu nesta quarta-feira, realizando um movimento técnico significante. O pequeno tombo de hoje confirmou a formação de topo descendente na região dos 52.5k, encorajando abertura de posições vendidas nos próximos pregões.


Importante ressaltar que o mercado continua se movendo de maneira totalmente divergente dos indicadores macroeconômicos. A diferença é que, agora, os papéis se inverteram (agenda macro positiva e bolsa negativa). Esta divergência revela, inicialmente, que não existe mais aquele apetite dos investidores estrangeiros por ações brasileiras, conforme constatado no mês passado. Mesmo porque os preços estão, hoje, em patamares razoáveis e não mais ligeiramente descontados.

Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street oscilaram pouco e fecharam o pregão desta quarta-feira em leve queda, mantendo a análise dos últimos dias.


terça-feira, 22 de abril de 2014

Banco Popular corta compulsório


Confirmando as declarações emitidas pelo premiê chinês, Li Keqiang, na semana passada, o Banco Popular da China (considerado o banco central do País) informou nesta terça-feira que vai cortar a taxa de compulsório para bancos rurais entre 0,5 e 2 pontos percentuais.

O depósito compulsório obriga as instituições financeiras depositarem no Banco Central parte de suas captações no mercado. A taxa do depósito compulsório para bancos rurais caiu 2 pontos percentuais. Para cooperativas de crédito rural, a taxa cedeu 0,5 pontos percentuais.

A medida tem baixo impacto no mercado financeiro global e tem objetivo de manter liquidez acessível aos pequenos agricultores, possivelmente prejudicados com o aperto do mercado interbancário chinês.

O Banco Central ressaltou que a decisão não significa uma mudança em sua postura de política monetária, reduzindo as esperanças de alguns investidores que esperavam medidas semelhantes aos demais bancos comerciais.

No Brasil, a volta do feriado de Páscoa e Tiradentes não agregou novidades ao mercado. Pregão de baixa relevância marcado apenas pelo vencimento de opções sobre ações. O candle de fechamento é um doji de pequeno corpo, sinalizando indecisão para o próximo pregão.


Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones subiu 0,40%, colado na máxima histórica, impulsionado pelos resultados trimestrais acima do esperado divulgados por Netflix eHarley-Davidson.


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Empurrão final garante alta semanal


Um movimento aparentemente coordenado atingiu novamente o mercado nacional na tarde desta sexta-feira. Operadores posicionados para o vencimento de opções, que ocorre no próximo pregão, aproveitaram a oportunidade (mercado operando com volume baixo) para empurrar as ações na tarde desta sexta-feira, praticamente garantindo uma boa margem de lucro no exercício da próxima terça-feira.

Este movimento (empurrão final) provocou a reversão da trajetória do índice Bovespa. O mercado operava em baixa na parte da manhã, virou no início da tarde e disparou no final do dia.

Sob o pretexto de que a pesquisa Ibope divulgará forte queda nas preferências de voto de Dilma Rousseff, o mercado, mais uma vez, comprou o rali patrocinado pelos grandes players.

Entretanto, desde quando começou a surgir os boatos eleitorais, nenhuma pesquisa apontou crescimento dos candidatos de oposição. Todos os resultados divulgados até então apontam para uma vitória da presidente Dilma Rousseff ainda no primeiro turno. Não há, portanto, menor sinalização de aumento na hipótese de transição de poder.

A reação estratégica dos preços nesta sexta-feira provocou o quinto fechamento positivo semanal consecutivo. O candle de fechamento (enforcado) reforçou a sinalização emitida na semana anterior. Novas correções podem surgir nos próximos pregões, ainda sem causar ameaça à tendência de alta de curto prazo iniciada na região dos 44.9k.


No cenário internacional, o grande destaque do dia ficou por conta do acordo envolvendo Estados Unidos, Ucrânia, Rússia e União Europeia para o desarmamento de todos os grupos ilegais na Ucrânia e a anistia para quem participou de distúrbios no País.

Os principais índices de Wall Street fecharam a semana no positivo, recuperando todas as perdas da semana anterior, colados na máxima histórica.


Na Alemanha o índice DAX também subiu na semana, embora em menor intensidade, recuperando parte das perdas da semana anterior. Mercado segue dentro da tendência de alta de curto, médio e longo prazo sem nenhuma ameaça de reversão.


Na Inglaterra, a bolsa de Londres também fechou a semana no positivo, realizando movimento bastante semelhante ao mercado alemão.
  
  
A bolsa da Índia fechou a semana de lado, mostrando um candle de indecisão e possível reversão na tendência de curto prazo. Mercado ainda não cedeu (ou aliviou) desde o rompimento do topo histórico realizado no início do mês de março.


Na China a bolsa de Xangai fechou a semana em leve baixa, devolvendo parte dos ganhos conquistados na forte arrancada da semana anterior. Mercado conseguindo se segurar dentro da tendência de baixa de médio e longo prazo.


A bolsa do México fechou a semana de lado, mantendo-se congestionada no curto prazo, sustentada pela média móvel simples de 200 períodos semanal.


Feliz Páscoa a todos vocês e até terça-feira!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Crescimento perde força na China


Agência Nacional de Estatísticas informou que o PIB (Produto Interno Bruto) da China no primeiro trimestre de 2014 desacelerou para 7,4%, abaixo do resultado registrado no quarto trimestre de 2013 (7,7%). Este resultado é o mais baixo desde o terceiro trimestre de 2012 (quando a economia do País havia crescido 7,4%).

O PIB divulgado hoje marca também a quarta desaceleração dos últimos seis trimestres, evidenciando as dificuldades do governo para transformar o modelo de desenvolvimento (menos focado no investimento e mais centrado no consumo) sem provocar uma freada brusca do crescimento.

O porta-voz da agência, Sheng Laiyun, disse que embora o crescimento econômico tenha desacelerado no primeiro trimestre, em geral permaneceu em uma faixa razoável. Na avaliação do governo, a economia progrediu num arco adequado, onde os ajustes estruturais, transformações e melhorias do modelo econômico devem permanecer nos próximos trimestres.

Esta é mais uma sinalização de que o governo chinês está satisfeito com o desempenho da economia e, portanto, não haverá, por ora, novas medidas de incentivos.

Dados da atividade referente ao mês de março, divulgados juntamente com os números do PIB, mostraram que as vendas no varejo registraram aumento anual de 12,2% (acima das estimativas). Na mesma base, a produção industrial subiu 8,8% (abaixo das estimativas).

Já o mercado de trabalho na China não foi afetado pela desaceleração do crescimento. Neste primeiro trimestre foram criados 3,44 milhões de empregos urbanos, cerca de 40.000 a mais que no último trimestre de 2013. O crescimento salarial continua superando ao da produção, sugerindo que o mercado de trabalho (principal preocupação de governo), continua forte.
  
O investimento em ativo fixo acumulado nos três primeiros meses deste ano foi 17,6% maior que no trimestre anterior. Apesar de ainda ser considerado um número bastante elevado, o resultado ficou ligeiramente abaixo das expectativas. A fatia do setor de serviços, que inclui o varejo, no PIB aumentou para 49%. 4,1 pontos percentuais a mais do que o setor industrial. Estes números refletem a trajetória de transição no modelo de crescimento chinês.

Apesar da desaceleração, o PIB da China agradou o mercado nesta quarta-feira. As ações subiram em quase todas as praças financeiras mundiais. O crescimento da economia chinesa superou ligeiramente a expectativa de 7,3% dos analistas, provocando um movimento de alívio temporário.

O índice Bovespa avançou 1,48%, recuperando boa parte das perdas registradas no pregão anterior. O movimento reforçou a manutenção, a princípio temporária, da zona de suporte localizada na faixa psicológica dos 50k, que ainda conta com apoio da média móvel simples de 200 períodos diária e linha central de bollinger. Entretanto, para eliminar novas possibilidades de correções no curtíssimo prazo, a LTB dos 53.4k e resistência dos 52.1k devem ser superadas.


Destaque negativo na agenda doméstica para a forte desaceleração do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma prévia do PIB. O indicador despencou de 2,35% em janeiro para 0,24% em fevereiro.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones avançou pelo terceiro pregão consecutivo, recuperando a linha central de bollinger. Índice com espaço livre para retestar a máxima histórica.
  

Nesta quarta-feira, a presidente do FED (Federal Reserve – Banco Central norte-americano), Janet Yellen, disse que a economia do País está progredindo lentamente na direção do pleno emprego, mas ainda precisa da ajuda do banco central por algum tempo.

Yellen reforçou o conteúdo da ata do Banco Central ao afirmar que quanto maior a diferença do emprego ou inflação de seus respectivos objetivos, e quanto mais lento o progresso projetado na direção desses objetivos, por mais tempo a atual faixa para a taxa de juros deve ser mantida.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Otimismo por um fio


A manutenção do clima de otimismo exagerado observado nas últimas quatro semanas está por um fio. No pregão desta terça-feira o índice Bovespa emitiu a segunda sinalização corretiva relevante desde a formação de topo na região dos 53.4k.

O mercado nacional retornou com força para o patamar psicológico dos 50k, mesma região por onde passa a média móvel simples de 200 períodos diária e linha central de bollinger. Este é o principal patamar de sustentação dos preços no curtíssimo prazo, e, também do clima de otimismo exagerado no mercado.


A perda desta importante zona de sustentação adicionará elementos técnicos favoráveis ao prolongamento do movimento corretivo de curtíssimo prazo iniciado na região dos 53.4k.

Com o elástico esticado no câmbio, juros e bolsa (destacado na semana anterior), os investidores estrangeiros, grandes responsáveis pela movimentação brusca do mercado nacional, começaram a embolsar parcialmente o lucro de suas operações, fato que provocou inversão da trajetória de curtíssimo prazo do câmbio, juros e bolsa.

Importantes indicadores da economia chinesa a serem divulgados na noite desta terça-feira poderão carimbar (ou não) a passagem do índice Bovespa para baixo dos 50k. Há um grande receio no mercado quanto à divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) da China hoje a noite. Quase totalidade dos indicadores já conhecidos deste primeiro trimestre de 2014 na China mostrou desaceleração no ritmo de crescimento.

Entretanto, as únicas reações do governo até o momento foram os anúncios de planos para acelerar a construção de ferrovias e moradias populares, e redução de impostos para pequenas empresas. Além disso, o premiê da China, Li Keqiang, disse em outras ocasiões, neste ano, que o espaço para adotar medidas com o objetivo de sustentar o crescimento está ficando cada vez menor. Li também chegou a afirmar, inclusive, no fórum de Boao, que não se importa se o crescimento vier um pouco abaixo da meta oficial de 7,5%. Pode-se constatar, a partir destas e outras declarações de importantes autoridades chinesas, certa preocupação com a dívida elevada de governos locais e excesso de crédito no sistema, onde há suspeita de baixa qualidade de importante parcela de financiamentos concedidos nos últimos anos.

Dados da base monetária divulgados nesta terça-feira reforçam esta constatação. Segundo a Agência Nacional de Estatísticas, a base monetária M2 cresceu 12,1% no mês passado ante o ano anterior. O mercado esperava um crescimento de pelo menos 13%. Esta é a menor taxa registrada desde maio de 2001.

No quadro internacional, o clima de tensão voltou a subir na Ucrânia. O presidente interino do País, Oleksander Turchynov, afirmou que uma operação antiterrorista havia sido iniciada na região norte de Donetsk, onde a maioria das cidades está ocupada por forças pró-Rússia (soldados que utilizam o mesmo armamento e uniformes do exército russo, porém sem as insígnias).

O governo russo criticou a movimentação militar, dizendo que a utilização de força por parte do governo ucraniano prejudicará o diálogo previsto para esta semana sobre a crise.

No entanto, os negócios em Wall Street não foram afetados. O índice Dow Jones subiu 0,55%, trabalhando um movimento de recuperação após testar e respeitar a importante linha de suporte de curto prazo localizada na região dos 16k.
  

Destaque para aumento da taxa de inflação. O Índice de Preços ao Consumidor norte-americano avançou 0,2% em março deste ano. O resultado superou a inflação de 0,1% registrada no mês de fevereiro e surpreendeu os analistas, que esperavam novo aumento de 0,1%. Em 12 meses, o Índice de Preços ao Consumidor acumula alta de 1,5%, apenas 0,5 p.p. abaixo da meta a ser perseguida pelo FED (Federal Reserve – Banco Central dos Estados Unidos).

O acumulado dos últimos 12 meses já atingiu a margem de projeção da autoridade monetária para o encerramento da inflação este ano nos Estados Unidos (entre 1,5% e 1,6%). Não havendo desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor nos meses de abril e maio, as estimativas do FED ficarão defasadas e serão alteradas (para cima). Estas alterações provocarão novas mudanças na perspectiva para o início do ciclo de aperto monetário.

sábado, 12 de abril de 2014

Um golpe aos 80 anos de história do IBGE


A semana encerrou com o surgimento de mais um fato lamentável no Brasil. Cedendo aos questionamentos da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e do senador Armando Monteiro (PTB-PE), a presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Wasmália Bivar, anunciou na última quinta-feira que a divulgação da Pnad Contínua estará suspensa até o dia 6 de janeiro de 2015, "curiosamente” após as eleições presidenciais.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, mais conhecida como Pnad Contínua, substituirá a tradicional Pnad anual, que inclui o importante indicador da taxa de desemprego, atualmente medido pela PME (Pesquisa Mensal de Emprego.

A diferença de metodologia entre Pnad Contínua e PME revela que, na realidade, a taxa de desemprego no Brasil não é tão baixa. Dentro dos moldes da PME, a taxa de desemprego no Brasil é de 4,3%. Já nos moldes da Pnad Contínua, a taxa de desemprego no Brasil é de 7,1%.

A diferença na taxa de desemprego registrada pelas duas pesquisas acontece porque a Pnad Contínua abrange 3.500 municípios de todas as regiões do país, incluindo áreas rurais, enquanto a PME coleta dados apenas em seis regiões metropolitanas (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador), onde o desemprego tende a ser menor.

Portanto, o novo indicador mostra um desemprego maior que o calculado pela PME, fato que, em tese, poderia prejudicar as estratégias a serem utilizadas nas campanhas eleitorais deste ano. O pronto atendimento aos questionamentos dos senadores, feito “arbitrariamente” pela presidente Wasmália Bivar e, ainda, sem consulta ao departamento técnico da instituição, foi um duro golpe à imagem do IBGE, aos 80 anos de pesquisas independentes e resistências às intervenções de governos.

Esta decisão infeliz desencadeou a pior crise na instituição desde a sua criação, em 1934. 18 coordenadores e gerentes de pesquisas conduzidas pelo IBGE (incluindo indicadores importantes como IPCA e taxa de desemprego) assinaram uma carta enviada ao conselho diretor do instituto na qual ameaçam entregar seus cargos caso não seja revista a decisão de suspender a divulgação da Pnad Contínua.

Indignadas, Marcia Quintslr, diretora de Pesquisas do IBGE, e Denise Britz do Nascimento Silva, coordenadora-geral da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, pediram exoneração de seus cargos.

A presidente do IBGE nega interferência política na decisão, mas a forte reação de importantes diretores da instituição deixa sérias dúvidas a serem devidamente esclarecidas.

O sindicato que representa os funcionários do IBGE aponta pressão política sobre o órgão e alertou que a metodologia da Pnad Contínua está correta. Não há erros na amostra nem no cálculo da renda domiciliar per capita. A associação lembrou ainda que a decisão de reavaliar a pesquisa foi tomada sem que a equipe técnica fosse consultada sobre a pertinência dos questionamentos feitos pelos senadores.

A autonomia e integridade das instituições brasileiras são o principal escudo do sistema contra o avanço do bolivarianismo no País. Sem elas, nos tornamos, rapidamente, uma segunda Argentina na América do Sul. O governo desferiu mais um golpe, desta vez contra o IBGE. A sociedade pode decidir entre continuar apanhando de braços cruzados ou reagir com inteligência. Parabéns à Marcia Quintslr, Denise Britz e aos 18 coordenadores e gerentes do IBGE. Reações como esta servem de alerta à sociedade e podem até mesmo inibir a ofensiva ideológica do governo.

No mercado de capitais o índice Bovespa fechou a quarta semana consecutiva em alta. Entretanto, a sinalização do candle mostra formação de pavio superior relevante pela segunda semana consecutiva, sinalizando esgotamento na arrancada iniciada na região dos 44.9k. O mercado já trabalha dentro de um movimento corretivo de curtíssimo prazo, com topo formado na região dos 53.4k. O movimento é ainda modesto e só deve ganhar força com a perda do patamar psicológico dos 50k.


Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou a semana com um marubozu de baixa, rompendo a linha central de bollinger. A sinalização sugere continuação do movimento corretivo nos próximos pregões.


Na Alemanha o índice DAX também fechou a semana com um marubozu de baixa, perdendo a linha central de bollinger. Mercado em correção, podendo retornar à linha de suporte dos 8.9k.
  
  
Na Índia a bolsa de Bombay fechou a semana em alta, ignorando à sinalização do candle anterior, mantendo a forte arrancada observada desde o rompimento da máxima histórica.


Na China a bolsa de Xangai também subiu, contrariando os indicadores de desaceleração do crescimento e sinalização de que governo não adotará novas medidas de estímulo no curto prazo. O índice conseguiu recuperar a linha central de bollinger, distanciando-se da importante zona de suporte na região dos 2.000 pontos.


A todos vocês um ótimo final de semana!