segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Golaço do Levy


Em conversa a jornalistas na semana passada, o ministro Joaquim Levy usou o futebol para fazer uma analogia às mudanças a serem implementadas pela Fazenda durante o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

Levy afirmou que vai acertar o jogo no segundo tempo para sair do zero a zero e começar a fazer gol. Algumas medidas anunciadas anteriormente, tais como mudanças nos benefícios sociais, elevação das taxas de juros subsidiadas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e aumento do IPI para automóveis sinalizavam que o jeito de jogar (ainda utilizando a analogia do ministro) é realmente diferente daquele time “perna de pau” do passado.

O segundo tempo começou com pressão total do time de Levy. O goleiro do “time rival” já havia defendido uma cobrança de falta do ministro do Planejamento. Nelson Barbosa realizou uma cobrança precipitada, favorecendo a defesa do goleiro.

Mas a pressão continuou e nesta segunda-feira Joaquim Levy conseguiu marcar seu primeiro gol. E foi um golaço. O ministro da Fazenda anunciou hoje que vai restabelecer a alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em operações de crédito para pessoas físicas com prazo de até 365 dias, elevando-a de 1,5% para 3%. Com essa medida, o governo espera arrecadar 7,38 bilhões de reais neste ano.

Além de aumentar a arrecadação, o governo vai corrigir (em parte) o grande desequilíbrio (entre oferta x demanda) criado pela gestão anterior focada no incentivo insustentável do consumo a qualquer custo. Haverá importante reflexo positivo na inflação, mostrando, na prática, que a política fiscal desloca-se na mesma direção da política monetária.

Levy também anunciou que vai subir o PIS/Cofins e a Cide sobre os combustíveis. O impacto será de 0,22 real/litro para a gasolina e de 0,15 real/litro para o diesel. A expectativa é arrecadar 12,18 bilhões de reais com o aumento da tributação sobre combustíveis.

A expressiva desvalorização do preço do barril de petróleo abriu espaço para elevação dos impostos sobre os combustíveis, sem que os preços sejam repassados às bombas. Há gordura de sobra para a Petrobras “bancar” este aumento de impostos (até mais, se for necessário) e ainda manter boa margem de lucro na revenda do combustível importado.

O ministro da Fazenda também anunciou a criação de um decreto para equiparar o setor atacadista e o industrial no IPI incidente sobre cosméticos. Segundo Levy, a medida apenas equaliza a tributação ao longo da cadeia de produção e distribuição desse setor. A medida deve criar arrecadação extra de 381 milhões de reais neste ano.

Nas importações, o ministro informou que está elevando o PIS/Cofins de 9,25% para 11,75%. O objetivo, segundo o ministro, é compensar a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que excluiu o ICMS das importações. O aumento da alíquota tende a gerar arrecadação extra de 694 milhões neste ano.

O pacote com as quatro medidas fiscais deve elevar a arrecadação em 20,63 bilhões de reais em 2015. É mais uma importante atitude tomada no sentido de colocar as contas públicas em ordem e, por tabela, reconquistar a confiança dos agentes econômicos.

Totalizando tudo o que foi feito pelo time do Levy até agora (ou seja, levando em consideração outras medidas já anunciadas), houve uma melhora da ordem de 70 bilhões de reais no quadro fiscal, entre medidas para aumentar as receitas e cortar gastos.

Novas ações deverão ser tomadas nas próximas semanas/meses com objetivo de aumentar a cifra do parágrafo anterior. O novo ministro da Fazenda começou muito bem. Não só está mostrando comprometimento com o enorme desafio de arrumar a casa, mas também contribuindo com a sua parte para recuperação da credibilidade do governo entre investidores, consumidores e empresários.

Uma pena que o golaço do Levy foi ofuscado pelo apagão que atingiu pelo menos 10 Estados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal, fato que alimenta temores de racionamento de energia este ano.

No mercado de capitais o índice Bovespa fechou o pregão em baixa de 2,57%, aproximando-se, novamente da região de suporte dos 47.3k, com risco não desprezível de rompimento. Mercado segue congestionado no curtíssimo prazo, sem apresentar novidades.


57 comentários:

  1. Até que enfim o amadorismo está deixando o ministério da fazenda...

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    1. Antes tarde do que nunca rs...

      Abs, bons investimentos

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  2. Golasso?

    O pagamento da irresponsabilidade do governo está sendo debitada na nossa conta e isso é só o começo do que está por vir.

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    1. Já estamos pagando a conta há muito tempo, basta observar o que aconteceu nos últimos anos. Essa é só mais uma parcela.

      Isso não é uma particularidade do Brasil. Em qualquer País do planeta a sociedade paga a conta dos políticos que elege. Não existe via de correção indolor.

      Abs, bons negócios

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    2. Estamos pagando a 12 anos quando elegemos um analfabeto incompetente e ladrão para governar e iremos pagar por mais 4.

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  3. Equalizaçāo de gastos via aumento de impostos até Dilma, Mantega ou Mercadante saberiam fazer.

    Aumento de impostos sobre uma carga elevadíssima nāo é golaço mas gol de māo, de jogador perna de pau. Retira poupança e nāo fomenta investimento.

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    1. Mas não fizeram. Pelo contrário, interferiram de forma excessiva, estabanada e amadora na economia, aumentaram as distorções, criaram mais benefícios a determinados grupos, o que gerou necessidade de novas intervenções para cobrir erros de percurso. Esse ciclo vicioso irritou quem estava "fora da festa" e destruiu a confiança do governo entre investidores e empresários. Levy está limpando parte desta "lambança".

      Inevitavelmente os impostos iriam subir. Isso já era amplamente esperado pelo mercado. Não existe passe de mágica para fazer superávit primário. O importante é que o Levy está fazendo microgerenciamento. Está subindo impostos do que foi reduzido inadequadamente no passado. Está cortando gastos do que foi exageradamente concedido no passado. Isso não é gol de mão, é golaço de bicicleta. Tem espaço para fazer mais. As medidas anunciadas até o momento estavam na extensa lista de cobrança do mercado e são de extrema importância para retomada da confiança dos investidores e empresários. Confiança que será a principal via de retomada do crescimento brasileiro. Sem confiança não há investimento. E sem investimento não há crescimento. É o pequeno passo de um longo percurso.

      Abs, bons investimentos

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    2. Oi!

      "As medidas anunciadas até o momento estavam na extensa lista de cobrança do mercado". Não entendi como o mercado, ou os investidores e empresários ganham com o aumento dos impostos em IOF, combustível e IPI/PIS/Cofins. Poderia explicar?

      Vlw!

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    3. Grande parte do desequilíbrio observado hoje na economia é fruto das políticas de incentivo ao crédito a qualquer custo impostas pelo governo nos últimos anos. Isso foi tremendamente criticado pelo mercado. O aumento do IOF para operações de crédito a pessoas físicas com prazo de até 365 dias (observe o foco da medida) colabora para reduzir parte deste grande desequilíbrio e ainda contribui para a política monetária (menos inflação). Além disso, mostra que a política fiscal está se deslocando na mesma direção da política monetária, fato que não ocorria no passado e, também, alvo de muitas críticas no mercado. Os combustíveis, IPI, PIS/Cofins corrigem o que foi reduzido inadequadamente no passado, o que também foi muito cobrado pelo mercado. Tudo isso não é uma questão de ganhar no curto prazo, mas sim de arrumar a casa e reconquistar a confiança entre investidores e empresários. É a contribuição da Fazenda para o crescimento sustentado no médio e longo prazo (é claro, exige atuação de outros atores. Fazenda sozinha não faz milagre). Se o Levy manter esta direção (mais provável que sim), inevitavelmente a confiança retornará gradativamente.

      Abs, bons negócios

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  4. Quanta bobagem, dessa vez acho que vc está pisando na bola. Tantos posts bons para estragar com uma bobagem dessas.

    Essas políticas / medidas econômicas que o Levy está criando nada mais vão fazer do que travar mais nossa economia.

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    1. Faltou sua justificativa... Porque vai travar a economia, mais do que ela já está? Obviamente não há como fugir dos impactos negativos no curto prazo. Isso o próprio Levy deixou bastante claro. Ele está focando no médio prazo.

      Abs, bons investimentos

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  5. receita neoliberal falida que nem os países desenvolvidos utilizam mais, vide japao, coreia, europa e principalmente os eua, a terra natal do neoliberalismo.
    muito pelo contrario, eles tem sido dovish, enquanto que nestas bandas tupiniquins, testam o mais hawkish da escola ultrapassada de chicago, para resolver a economia. a economia não precisa deste remédio letal que vai acabar lhe matando. a economia e o pais precisam de verdadeiras reformas estruturais, mas infelizmente isso da muito trabalho, ne? O brasileiro como um todo, povao, políticos, empresários, economistas,etc só querem saber de ajustes leves sem sofrimentos, pois somos um povo que não quer enfrentar a dura realidade

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    1. Concordo com a necessidade das reformas estruturais. Mas esta não é uma agenda do ministério da Fazenda. O Levy está fazendo a sua parte. O Banco Central (espera-se) vai fazer a sua parte. O Planalto teria que fazer a sua parte. Este último sim, tem "obrigação" de abrir uma agenda pesada de reformas estruturais, o que infelizmente parece que não vai ser feito. Quanto à receita que você citou, está sim acontecendo em todos os países que você citou. Vou dar alguns exemplos. O Japão aumentou impostos ano passado. A Coreia. Qual? Se você se refere a parte do norte, concordo rs... A Europa e suas políticas de austeridade fiscal fortíssimas implementadas nos últimos anos. Os Estados Unidos com cortes graduais no orçamento, frutos da negociação de elevação do teto da dívida.

      Abs, bons negócios

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    2. juros perto de zero (eua, Inglaterra, japao) ou ate negativos nominalmente (Alemanha e suíça). com a queda das comodities, esta quase descartado o aumento de juros tanto na europa, asia e eua neste ano. problemas terríveis de demanda mundial (so olhar as comodities), e aki no brasil além de aumentar os juros numa base altíssima (juros mais alto do mundo), aumenta os impostos e corta os gastos do governo. realmente, o brasil é um caso único. totalmente contra mao do resto do mundo.

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    3. Juros zero é uma decisão de política monetária (que é independente nesses países) e não de política econômica.

      Abs,

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    4. sem falar que na campanha eleitoral a então candidata a reeleição praticamente demonizou quem falou em "política monetária independente" dizendo que seria o mesmo que tirar comida das bocas dos pobres e dar para banqueiros. O gozado é ver que agora os defensores da reeleita adoram falar bem de países que estão com juros baixos justamente porque a política monetária é feita por instituições independentes que ela e seus defensores tanto demonizaram de forma irracional na campanha eleitoral.

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  6. FI

    Entendo que o Levy fez o que tinha que fazer num primeiro momento. Longe de ser um "golaço" mas apenas cumpriu o ofício que dele se esperava, agindo com responsabilidade.

    Ele faz parte de uma equipe, o governo do PT, e o que se espera em verdade é medidas de austeridade com os gastos públicos, corte de despesas desnecessárias, cessação das políticas demagogas-eleitoreiras e medidas de crescimento econômico, não apenas de controle de consumo.

    Concordo que, apesar dos pesares, já que como sempre a classe média paga a conta, ele fez o que deveria fazer agora, mas o que poderia se esperar neste momento? A verdade é que acostumamos com 4 anos de uma incompetência sem tamanho, e agora uma medida apenas razoável nos parece um "golaço"

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    1. Você foi muito feliz na parte final do seu comentário. Nós estávamos acostumados com uma incompetência sem tamanho, levando goleada. Pior do que o 7 x 1. Poderia até admitir que o gol do Levy foi de canela. Fez o que tinha que fazer. Fez o que foi possível fazer. Mas acho que esse gol foi feito numa circunstância difícil e tem um grau de simbolismo muito grande. Por isso o golaço. É bom até mesmo para dar força ao time do Levy.

      Abs, bons investimentos

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    2. Acho que golaço mesmo, só se for acompanhado por uma política orçamentária mais sensata e ACERTO nos gastos públicos. Reorganizar os gastos talvez seja mais importante que o simples corte.
      Passamos muito tempo gastando importantes recursos para fomentar consumo e tentar acender a economia, enquanto isso a infraestrutura básica ficou de lado, negligenciada, dentre outros problemas. Cortar gastos e ficar estagnado sem ter como reagir não me parece muito promissor. Bom mesmo seria se essa tributação extra fosse revertida para nossa capacidade produtiva e não só para o saneamento de contas.
      Infelizmente, acredito que só vá inflar ainda mais a máquina de perder dinheiro que é o governo, sem ganhos econômicos nem mesmo sociais.

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  7. Será que foi um golaço mesmo??

    http://oglobo.globo.com/economia/petrobras-diz-que-repassara-aumento-de-imposto-para-gasolina-diesel-15099262

    Abs!!

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    1. Se nós criticávamos tanto no passado o fato de a Petrobras não repassar ao mercado interno os preços dos combustíveis praticados no mercado externo, por que cargas d'água deveríamos apoiar que, agora, a Petrobras não precisa repassar ao mercado interno os preços dos combustíveis praticados no mercado externo?

      Na minha avaliação há espaço suficiente para redução dos preços dos combustíveis compensar o aumento da Cide. E ainda sobraria uma gordura não desprezível para ser "queimada".

      Esse fato relevante (ao qual se refere a notícia deste link) é apenas uma resposta formal da empresa à modificação do imposto. A decisão de abaixar/aumentar os preços dos combustíveis vai ser avaliada nas próximas reuniões do conselho administrativo.

      Abs, bons negócios

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  8. Voce realmente acha que a Petrobras nao vai repassar esse aumento??? Atolada em processos, má-gestao, presidida por uma ladra....quem vai pagar esse aumento somos nós!! Golaço seria se fizesse uma politica de reduçao de gastos, e nao de aumento de contribuiçao!

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    1. Sim, acho que não vai repassar. Mas essa é a minha opinião. Não sou presidente do conselho da Petro para ser o dono da verdade nessa questão rs... Então posso estar errado.

      Uai, é exatamente isso que está sendo feito. Política de redução de gastos e aumento de arrecadação.

      Abs, bons investimentos

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  9. Belíssima avaliacao.
    Em terra de cego, quem tem um olho é rei. Estas enxergando o que os outros não veem.
    Parabéns.

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  10. FI, mas aumentar impostos para receber mais dinheiro, qualquer um faz.
    Vejo isso como uma atitude corajosa e inteligente sim, mas não digno de um endeusamento.
    Se me colocar lá também vou aumentar impostos...essa é muito fácil de fazer.

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    1. Na teoria parece fácil, mas na prática é mais difícil do que parece. No meio político é muito mais fácil reduzir impostos do que aumentar impostos. Não é qualquer um que aguenta esse tranco. Tem que ter convicção no que está sendo feito. Mostrar onde se quer chegar. Saber provar por A + B e/ou convencer dezenas de políticos que esse caminho espinhoso é a única solução.

      Abs, bons negócios

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  11. Partindo do princípio que para haver crescimento teríamos que arrumar a casa e ganhar confiança,também acho que foi um golaço!O que não está claro é se ou até quando a presidente vai aceitar estas mudanças e se o congresso também dará suporte as medidas necessárias.Gostaria de fazer um questionamento:Tenho lido muito a respeito de alguns benefícios de se valorizar a moeda...então por quê a maioria dos países fazem de tudo pra desvalorizar a moeda?Isto não beneficiaria apenas uma classe(os exportadores) em detrimento do restante?
    Acionista25

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    1. Repare nas fotos tiradas em reuniões do G-20, G-7, etc. Não tem ninguém feliz rs... Todo mundo tem um problema grave a resolver, fruto do que foi a dimensão do estouro da crise em 2008. O mundo está com excesso de oferta (visível não somente pela desvalorização significativa das commodities, mas pela inflação baixa e/ou deflação em vários países desenvolvidos, desaceleração do PIB de emergentes, etc). A demanda não é suficiente para suprir em totalidade a disponibilidade de oferta global. E boa parte destes problemas é resolvido no curto prazo com a desvalorização da moeda. "Pescar demanda além da fronteira".

      Abs, bons negócios

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  12. Olá Fi, belo post!!!
    Agora entendo a deixa do Levy, quando falou em "aumentar a poupança doméstica". Pra mim, fica claro com esses aumentos de tributos sobre o crédito.
    Também estou entendendo uma frase "tudo que o governo te dá, um dia ele te cobra" (acho que é mais ou menos assim a frase, não me lembro...rs). Porém, me pergunto, como conseguiram fazer tanta besteira...uma delas "incentivar" (ao reduzir a conta de energia, só me vem essa palavra em mente) o consumo de energia sem investir no setor, afinal não faz tanto tempo assim do apagão e não me lembro de medidas ou investimentos na área (quantas usinas foram inauguradas? uso de sistemas alternativos?).
    Sobre o longo percurso, há indícios de qual será o próximo passo?

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    1. O governo deu o que o povo pediu através do voto. A vantagem de manter o baixo nível de educação é justamente essa, de poder usar e abusar das besteiras. Exato. Não há como fugir da conta da farra. Acho que os próximos passos do Levy terão esse mesmo foco: o de recuperar a confiança. Com os investimentos destravados (fruto da retomada da confiança),voltaremos a crescer. Com o PIB ascendente a inflação descendente (perto da meta de 4,5%, que será a contribuição do Banco Central para esse esforço conjunto de recuperação da confiança), haverá espaço para avançarmos ainda mais na arrumação da casa e quem sabe algumas reformas comecem a pipocar. Mas isso é algo ainda distante e pouco provável com a manutenção do governo no poder pós-2018.

      Abs, bons investimentos

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  13. FI,

    Golaço??? O Levy está mostrando-se um Bosty, isso sim. Fazer ajuste fiscal aumentando os impostos até o meu cachorro faz. Aonde está o corte de gastos? Cadê a tesoura?

    O que fica provado é que mais uma vez está provado que o verdadeiro ministro da Fazenda é a terrorista disfarçada de presidanta.

    Abraços.

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    1. Não acho que seja ela.. ela é da escola de campinas
      Deve estar chorando de ver que toda a doutrina econômica que estudou de apoio ao crédito, campeãs nacionais, e de imprimir dinheiro não funciona
      Chego a acreditar que ela estaria chorando compulsivamente por ser uma falha, uma aberração, um projeto mal desenvolvido de pessoa

      Eu sinceramente não acho que ela teria capacidade de fazer essas mudanças, até acredito que ela aumentaria impostos, mas não reduziria gastos

      Fica a questão, diante de tantas notícias ruins, quanto tempo ainda ficaremos sem a CPMF?
      Dizem as más línguas que a saúde brasileira está falida, e que tratamentos impostos pela justiça estão onerando absurdamente até o setor privado
      Tratamentos que custam x reais, os planos só pagam x/3 para o hospital

      Mais péssimas notícias virão....

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    2. É muito mais fácil reduzir impostos do que aumentar impostos (cópia do meu comentário logo acima). Dê uma lida depois.

      As duas coisas estão sendo feitas. Aumento de arrecadação via impostos e política de redução de gastos. No artigo tem o resumo do que foi feito nestas últimas semanas pelo Levy na Fazenda. Não é pouca coisa. Entre cortes de gastos e aumentos de receitas, estima-se melhora de cerca de 70 bilhões no quadro fiscal. Poderia chutar que o Armínio Fraga faria o mesmo, ou talvez até menos nesse mesmo período, já que estaria sob enorme pressão da oposição (PT).

      Abs, bons investimentos

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    3. Sim, o silêncio da presidente é a tradução de uma angústia provocada por um modelo falho. Nós já sabíamos o resultado. É filme repetido. Mas o governo insistiu. Deu no que deu.

      Abs,

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  14. FI,

    Veja o quão distorcida é a teoria do fato: sabe-se que o mercado moderno depende de tecnologia, de toda espécie - tecnologia da informação, aeroespacial, bélica, etc etc etc...

    Imagine no Brasil o empresário que pretende fundar uma empresa de tecnologia da informação, irá comprar computadores importados a preço de ouro, comprar outros tantos equipamentos importados a preço de ouro para então iniciar sua startup. Quem o governo está beneficiando? Empresas do elefante branco "Zona Franca de Manaus"? Então a premissa de fortalecer as indústrias brasileiras não é valida, porque tecnologia demanda tecnologia.

    Aeroespacial e bélica, outra piada. O Brasil com a lobotomia do desarmamento, neste sentido, negligenciam tanto esta área que muitos sites afirmam que o nosso país não tem respaldo bélico para enfrentar uma guerra contra o Egito ou contra o Paquistão. A prova de que o Brasil não tem capacidade tecnológica é que está importando os caças suecos Gripen, agora te pergunto se o Exmo sr. ministro vai impor à aeronáutica ou ao exército taxas de importação :)

    Lindo né? Porque os serviços de manutenção do Sistema do Estado são imunes ao que eles nos empurram guela abaixo?

    Pense nisso... O Brasil só muda através de guerra civil ou por um grande choque de gestão.

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    1. Confesso que me esforcei, mas não consegui entender seu comentário. Aliás, o que está sendo feito hoje é princípio básico para que no futuro o País possa se desenvolver tecnologicamente, de forma sustentável. A não ser que o governo brasileiro copie o modelo iraniano. Focaram na tecnologia nuclear, mas deixaram o resto da economia aos frangalhos.

      Abs, bons negócios

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    2. FI,

      Meu saudoso pai gostava muito de discutir política internacional. Ele escrevia muitos artigos e sempre citava a "politikê" da Grécia antiga - se todos pudéssemos ter o que quiséssemos na hora em que quiséssemos, não existiria o que chamamos de política.

      Voltando para o comentário inicial, eu tentei resumir que tecnologia demanda tecnologia e se o Brasil não a tem, ela tem que vir de fora - e o governo continua tratando isso como se fosse nocivo à nossa macro economia.

      Por isso sou enfátivo em dizer que a economia brasileira está fundamentalmente equivocada. Só acharia que o nosso país acerta nos aumentos dos impostos de importação pela simples constatação de fatos: quando o diagnóstico de uma doença não está clara, o médico as vezes piora propositalmente os sintomas, sob forma de risco controlado ao experimento de novos tratamentos. E é examente o que eu vejo neste governo. É quase impossível fazer previsões macro economicas com precisão, mas com os mesmos ingredientes do bolo na mão o resultado pode ser iguais ao do passado, na melhor das hipóteses - o que de novo foi feito nessa tomada de decisão que vai ser lembrada para os próximos 4 anos?

      E como eu havia dito, o problema é que os serviços de manutenção do Estado brasileiro são imunes aos impostos. Os caças Gripen vão pagar imposto de importação para a Receita Federal?

      Os super computadores da Receita Federal são fabricados no Brasil? Lá dentro tem um processador da Intel ou AMD, que são empresas de fora. Então a Receita Federal paga o imposto de importação para Receita Federal?

      Por isso eu acredito piamente que a curto prazo o mercado irá reagir à sinalização do Levy, a longo prazo o Brasil está caminhando para o abismo - que também é bom. Chegará um ponto em que esse modelo político-econômico se tornará visivelmente insustentável.

      Eu sou um dos tantos brasileiros que está imigrando - daqui nada levarei a não ser uma mala de mão, roupas do corpo e meus anos de experiência do mercado e da vida acadêmica.

      Meu comentário foi muito mais um desabafo filosófico que um argumento, espero que entenda.

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  15. Aumentar impostos é golaço? É apenas empurrar a sujeira para debaixo do tapete. Golaço seria diminuir o tamanho do Estado e as despesas do governo. Uma pena que a maioria dos economistas ainda pensam assim...

    Num país subdesenvolvido cuja carga tributária passa dos 37%, falar de aumento ou "rescalonamento" de impostos é um tremendo tiro no pé. Mais grana para as mamatas governamentais!

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    1. As duas coisas estão sendo feitas. Aumento de impostos e redução de gastos. Concordo quanto à necessidade de diminuir o tamanho do Estado. Esse é, inclusive, na minha avaliação, o único caminho para reduzir a corrupção. Os brasileiros tiveram a chance de fazer isso em outubro do ano passado, mas a maioria optou por manter o Estado do jeito que está. Grande.

      Abs, bons investimentos

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    2. Infelizmente não consigo ver uma política de redução de gastos onde, pra início de conversa, é concedido um aumento de 15% nos salarios dos juízes, e por consequencia, de todos os deputados e senadores. A arrumação começa em sua própria casa, dizem os mais velhos. Isso tudo que tá acontecendo é só um meio de sugar mais dinheiro da corrupção, agora que a fonte da Petrobras está seca. O país nao precisa de aumento de impostos, já pagamos mais do que o necessario. O que falta é gestão e administração transparente e eficiente, o que nunca teremos com esse governo. Infelizmente o Levy está sendo um bode espiatório em todo esse conluio que é o governo PT.

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    3. Concordo, mas não podemos misturar o que é de competência do Ministério da Fazenda e o que é de competência das demais pastas. O golaço foi do time do Levy.

      Abs,

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  16. Olha, eu até concordo com você quando diz que o governo não pode operar em déficit, e que é uma porcaria termos uma economia baseada em consumo, ao invés de poupança

    Mas o problema dessas medidas é que um aumento de impostos aliados a uma redução dos gastos do governo vai levar o país para a recessão de maneira bem mais terrível
    E quem vai pagar a conta mais uma vez é a classe média

    Se o governo reduzisse os seus gastos, aliado a uma política de desoneração GERAL de impostos como o PIS/COFINS seria muito melhor
    Se o governo vendesse boa parte dos investimentos que o BNDES tem, antes que esses por si só entrem em colapso, geraria muito mais dinheiro para pagar a dívida que essas ações individuais

    Quanto ao ICMS sobre importação, somente a união vai receber esse dinheiro, os estados e municípios acabaram de perder essa quantia e o rombo faz muito mais falta para eles do que para a união

    Na verdade, é notável o mal que a união faz para o Brasil, devido a grande quantidade de impostos que arrecada em relação a contrapartida que realiza. Basicamente pagamos a vida toda impostos para ela, para recebermos algo, talvez, depois de 40 anos de contribuição.

    Bem, gosto muito das suas análises, resume bem o mercado e a minha maneira de pensar, só não acho que as medidas tomadas agora melhorarão muito o cenário atual.. consigo ver o governo socorrendo a Magazine Luiza em breve...

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    1. Melhorar muito o cenário atual também concordo. Isso só seria possível com um envolvimento maior do governo numa agenda de reformas estruturais. O Levy está arrumando parte da casa, fazendo a tarefa que compete ao ministério da Fazenda. É importante, dá certa folga para seguirmos adiante. Mas se o governo (Planalto) pretende fazer o País crescer de forma robusta e sustentável no médio e longo prazo, precisa implementar uma agenda de reformas. Até hoje não encontrei argumentos/fatos deste governo que está no poder que justifiquem esse objetivo futuro.

      Abs, bons negócios

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  17. O PT é um agrupamento de retardados, loucos e ladrões, que conseguiram, com muito esforço e um acumulado de asneiras, estragar uma oportunidade única de desenvolver esse povo e esse país.

    Quando uma pessoa sozinha, consegue levar um pouquinho de luz e coerência nessa selva de antas, e mais, consegue convencer a presidanta, seus puxa sacos e a papagaiada toda, e executar uma ação coerente, isso é um golaço sim.

    Saímos de um cenário onde havia a certeza de continuar fazendo burrices, por um cenário onde existe a esperança minima em ter alguma coerência. Isso nos dá uma esperança minima que o orçamento seja mais enxuto, melhor planejado, e melhor executado .

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  18. Nao acho que subir os impostos seja um golaço..
    devira sim cortar os gastos, dimuniçao do estado,
    aposto com vc se nao roubassem tanto... nao precisaria
    subir os impostos para maior arrecadaçao

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    1. Sim, mas o Levy não é presidente da República. É ministro da Fazenda. Está fazendo a sua parte. O que é de responsabilidade do seu ministério. Eu não apostaria contra rs... Corrupção é uma conta salgada que todos nós pagamos há muito tempo. A única solução é realmente o Estado diminuir de tamanho.

      Abs, bons negócios

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  19. num país onde praticam um dos maiores juros do MUNDO.. subir mais um poquinho nao faz mal né!

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    1. Juros alto hoje é parte da conta que estamos pagando pelo experimento feito no primeiro mandato do governo Dilma.

      Abs, bons investimentos

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  20. Concordo com todos quanto que nada de reduzir o estado e sim aumentar impostos porém alguns deles fazem sentido.

    O que mais achei interessante foi as mudanças das regras de benefícios sociais (acho que você poderia entrar no detalhe).

    Pensão por morte de conjugue, seguro desemprego, auxílio defeso entre outros foi extremamente interessante. Essa do seguro agora ser 1,5 ano meio e não 6 meses vai fazer muito empresário comemorar porque era um calo no pé deles, sei disso porque vejo.

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    1. Também já cansei de ver isso no mercado. Não só aumentava os custos do governo, como aumentava os custos das empresas, pela alta rotatividade de funcionários. Era uma prática muito comum.

      Abs, bons negócios

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    2. essa do seguro desemprego até concordo pois tem gente que age com má fé
      mas poderiam aprovar aquela lei que cobram alíquotas de imposto (para financiamento da seguridade social) mais altas das empresas que possuem maior rotatividade de funcionário.. se pagassem melhor nao teria tanta rotatividade nao é mesmo...

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  21. Uma coisa não me saiu da cabeça. Como a meta da inflação pretende ser atingida se praticamente todos os aumentos de impostos vão refletir em aumentos no produto final?
    Só os combustíveis tao falando em 7 a 8% pro consumidor e os automóveis com elevação muito superior ao aumento do IPI, principalmente nos beneficiados pelo inovar auto.
    Somando o aumento do dólar que inevitavelmente onera nossa cadeia produtiva, mais o PIS/Cofins. Entre outras coisas.
    Sei não... Como equilibra essa balança?

    As

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    Respostas
    1. Apesar dos impostos subirem e o dólar alto, a inflação tende a diminuir por conta do menor consumo (crédito mais caro).
      Menos consumo = demanda menor = estabilização de preços ou até a diminuição dos mesmos
      Abs

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  22. Muito comentario fora do foco...

    Foi um gol. Um bom começo.

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  23. Nem Armínio Fraga achou golaço...

    As medidas anunciadas até agora não são suficientes?

    Ele está focando mais do lado da receita do que do gasto. Em parte porque integra um governo que tem essa cabeça, que deixou essa herança aí. Num governo carregado de ideologia, de corrupção e de incompetência, não há nada para cortar? É lógico que tem muita gordura para cortar e, se houvesse um corte de 10% em todas as instâncias, a população nem ia notar. Eu até reordenaria: incompetência em primeiro lugar e depois ideologia e corrupção. Por mais gigantesca que seja a corrupção, acho que os outros dois têm até peso maior, aliás, bem maior.

    É mesmo? Por quê?

    O impacto econômico que se tem quando o país cresce zero, em vez de quatro, é inimaginável, incalculável, gigantesco. Muito maior do que esses 3% que, aparentemente, são cobrados aí de tudo.

    http://m.estadao.com.br/noticias/economia,levy-e-uma-ilha-em-um-mar-de-mediocridade,1624337,0.htm

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