quarta-feira, 1 de abril de 2015

Professor Levy conquista respeito de sua principal aluna


O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sinalizou na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, realizada nesta terça-feira, que novas medidas serão lançadas com objetivo de alcançar o cumprimento da meta de superávit fiscal para este ano (1,2% do PIB).

O Banco Central informou que o setor público registrou déficit primário de 2,3 bilhões de reais no mês de fevereiro, puxado pelo resultado negativo do governo central. Nos últimos 12 meses, o déficit primário disparou para 0,69% do PIB, recorde para as contas públicas.

O rombo de fevereiro decepcionou o mercado, que esperava superávit em torno de 1,5 bilhão de reais. O número ruim ainda é reflexo da lamentável gestão do antigo ministro da Fazenda. Já o excelente trabalho desenvolvido pelo atual ministro da Fazenda provocará efeito positivo nas contas públicas no médio prazo. O momento atual ainda é de transição na política fiscal.

Levy reforçou a importância de continuar revertendo as injustificáveis renúncias de impostos concedidas a determinados grupos nos últimos anos. Além disso, os gastos do governo tendem sofrer cortes severos, atingindo o patamar de 2013.

O ministro da Fazenda demonstrou intenção de evitar qualquer risco de não cumprimento da meta de superávit primário, onde boa parte dos analistas/economistas brasileiros continuam afirmando que essa é uma missão impossível (ou quase impossível).  Não será fácil, mas as ações que estão sendo tomadas, com amplo apoio do Planalto, caminham nitidamente para a direção correta.

Surpreende o fato de a presidente Dilma ter saído do anonimato (constatado no início deste ano) para defender com certa veemência o trabalho impopular do ministro da Fazenda, num momento onde sua própria popularidade segue muito baixa. A presidente também não demonstrou insatisfação com as declarações de Levy feitas neste último final de semana (vistas como críticas a ela), pelo contrário, defendeu o ministro e colocou um ponto final na história.

Ainda nesta terça-feira, Dilma disse em entrevista à Bloomberg que o governo está preparando grandes cortes de despesas, principalmente de atividades administrativas. A presidente também afirmou que fará tudo o que for necessário para atingir a meta de superávit primário e que o reequilíbrio das contas do governo é fundamental para retomar a confiança.

Nem parece a mesma pessoa que governou o País de 2011 a 2014. A mudança de concepção é nitidamente relevante. As atitudes estão alinhadas com o novo discurso. Levy parece ter feito um trabalho exemplar de convencer a presidente mudar a rota da política econômica e acertar as contas públicas em boa velocidade.

Sintonizada com o professor Levy, a presidente tem se mostrado uma boa estudante. Supostamente aliviada pela rota de saída da desastrosa gestão dos seus primeiros quatro anos de governo, Dilma começou o segundo mandato disposta a escutar seu professor e fazer o dever de casa.

No mercado de capitais, os prêmios seguem modestos nos títulos da dívida pública brasileira, embora tenham voltado atingir patamar interessante no início deste mês. O câmbio permanece sobrecomprado no curto prazo, apesar do alívio nos últimos dias.

Já a bolsa de valores segue demonstrando força na região dos 48k, testada novamente com sucesso neste mês, consolidando uma importante zona de sustentação que começou a ser construída em 2011. Desenho técnico relevante, sinalizando descolamento do mercado com o aumento do clima de pessimismo que tomou conta dos noticiários nestes últimos meses/anos.


Nos Estados Unidos o índice S&P500 fechou o mês de março em baixa, mas ainda sem demonstrar movimento consistente de correção natural dos preços desde que a máxima histórica foi rompida em 2013. Mercado permanece sobrecomprado, muito distante de linhas de suporte relevante, devido ao forte rali dos últimos anos.


4 comentários:

  1. FI, Deus te ouça e a Dilma continue a ouvir o levy, poi ela como professora só queria brincar de; eu minto todo mundo mente, eu roubo todo mundo rouba...

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    1. A tendência é que ela continue ouvindo o Levy, pois não há outra rota de saída.

      Abs, boa semana

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  2. Dilma nao ta ouvindo o Levy, tá ouvindo os protestos na rua e a ameaça de impeachment...

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    1. A impressão que eu tenho é outra, o governo não está ouvindo as ruas. Mesmo porque, para acalmar o povo, o governo teria que abrir a carteira. O que está sendo feito é o inverso.

      Abs, boa semana

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