domingo, 17 de maio de 2015

Panorama global


A importante reunião do FED (Federal Reserve – Banco Central dos Estados Unidos) realizada no mês de março, marcada pela divulgação de informações novas extremamente relevantes, ainda atua como principal driver dos preços dos ativos nas principais praças financeiras mundiais.

Players globais seguem trabalhando realocações de seus respectivos portfólios, reagindo, principalmente, à mudança direcional de curto prazo do dólar frente às principais moedas mundiais.

Muito do que se vendeu em dólar nas últimas semanas/meses foi parar em ativos de risco, com algumas praças financeiras destacando-se mais do que outras, principalmente àquelas presentes em mercados de elevada exposição ao setor de commodities.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários fecharam mais uma semana em alta, voltando-se aproximar da máxima histórica. Mercado congestionado no curto prazo, quadro que ainda não acarreta risco à tendência principal de alta.


Na Europa, o índice DAX segue trabalhando movimento corretivo no curto prazo, aliviando os elevados níveis de sobrecompra. Movimento natural e saudável para tendência de alta de médio e longo prazo.


Quadro semelhante pode ser constatado na bolsa de Paris.


O movimento corretivo na bolsa de Londres apresenta menor intensidade, já que o rali das últimas semanas/meses não foi tão forte quando os da bolsa francesa e alemã. 

  
A bolsa de valores do Canadá fechou em baixa pela terceira semana consecutiva, testando a linha central de bollinger. Tendência principal permanece altista.


No Japão, a bolsa de Tóquio fechou a semana em alta, colada na máxima do ano, aproximando-se do recorde atingido em 2000, região caracterizada pela última zona de resistência abaixo do topo histórico. Mercado permanece trabalhando dentro de um forte rali.


O mercado australiano subiu nesta semana, aliviando parte das perdas sofridas este mês, fato que marcou topo ascendente (a princípio temporário) na região dos 5.9k.


Na Índia, a bolsa de Bombay fechou em leve alta pela segunda semana consecutiva, mostrando candles de indecisão, após a correção das últimas semanas/meses. Mercado aliviado, com topo ascendente registrado na região dos 30k, ainda em forte tendência de alta de médio e longo prazo.


A bolsa de Xangai, na China, segue trabalhando movimento atípico insustentável. Mercado colado na máxima do ano, extremamente sobrecomprado, no mais forte rali observado nos últimos anos, provocando formação de bolha.


A bolsa do México fechou a semana em alta, colada na máxima do ano. Mercado segue trabalhando dentro de uma tendência de alta iniciada no final do ano passado (timming semelhante ao Ibovespa), sem apresentar novidades.


O mercado turco avançou forte na semana, rumo ao topo registrado em 91.8k no início deste ano, com boas condições de rompimento.


Na Coreia do Sul, a bolsa de Seul fechou a semana de lado, apesar da forte oscilação, em movimento corretivo de curtíssimo prazo. O expressivo rali iniciado no mês de janeiro permitiu aproximação com a máxima histórica.


No Brasil, o índice Bovespa fechou a semana de lado, apresentando candle de indecisão, mas ainda sem demonstrar força vendedora relevante capaz de provocar movimento corretivo de curto prazo. Destaque para importante superação da média móvel simples de 200 períodos semanal, sem apresentar dificuldade. Essa é a segunda tentativa em menos de um ano de se emplacar um rompimento (da referida média) definitivo. 

  
O dólar contra cesta de principais moedas globais acelerou movimento corretivo de curto prazo, aliviando os elevados níveis de sobrecompra. A ausência de suportes relevantes, bem como a longa insustentabilidade da sobrecompra, facilitou o aumento da força no movimento descendente. Ainda não há sinalização de interrupção na tendência de baixa de curto prazo.


Impulsionadas pela correção do dólar, as commodities seguem reagindo no curto prazo, após a pesada onda vendedora constatada nos últimos meses. O índice CRB Jefferies Reuters subiu pela nona semana consecutiva, superando a máxima deste ano.


A taxa de juros do título de 10 anos do Tesouro norte-americano fechou a semana em baixa, corrigindo parte da arrancada constatada nas últimas três semanas. Títulos soberanos do mercado asiático e europeu (que haviam acompanhado o ritmo de alta da taxa de juros do título norte-americano nas últimas semanas), também aliviaram nesta semana com as recentes declarações de lideres da zona do euro.


Boa semana a todos!

5 comentários:

  1. Boa noite FI,
    A bolha chinesa é indiscutível. Mas...ela estoura? Ou pode murchar lentamente sem muito estrago? Abs

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    1. Boa tarde,
      O governo chinês tem adotado algumas medidas, mas sem sucesso. Quando chega nesse ponto é difícil reverter, pois o movimento já é de euforia, atrai muito dinheiro novo pro mercado (grande parte de PF iniciante).

      Abs, bons negócios

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  2. FI,

    É possível prever quando ocorrerá o timing exato do FED? Parece que vai ficando para o próximo ano apenas.

    Será que quando subir vai causar um movimento muito brusco no mercado? Ou o mercado já antecipou ?

    Bom post, abs.

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    1. Não e nenhum diretor do FED tem essa capacidade, pois depende de avaliação dos indicadores que ainda não conhecemos. Mas, conforme ressaltado no post de março, o timming passou a ser desprezível. Obrigado!

      Abs, bons investimentos

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  3. Olá FI, com que idade começou a operar na bolsa?

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