quarta-feira, 8 de junho de 2016

O show das commodities


Indesejável até pouco tempo atrás, o mercado de commodities voltou atrair atenção dos players de mercado e se tornou a nova sensação do momento. Hoje, as commodities são as principais responsáveis pelo recente retorno do clima de otimismo nas praças financeiras, principalmente aquelas de elevada exposição ao setor.

Depois de tanto apanharem em 2014 e 2015, as commodities conseguiram, enfim, virar o jogo em 2016. A recuperação de preços, iniciada em meados de fevereiro, começou tímida, mas ganhou força relevante.

Apesar de a demanda global continuar fraca, portanto, sem alterações significativas frente ao quadro macroeconômico constatado dos últimos anos, os preços ainda assim reagiram para cima.

A mesa virou no mercado de commodities por conta do efeito elástico. As vendas dos últimos anos foram tão massacrantes que os preços se esticaram demais para baixo, criando uma distorção. Players especialistas em commodities começaram a comprar ativos sem chamar muita atenção, aproveitando a oportunidade.

Posteriormente, a reversão da tendência principal começou chamar atenção das mesas de operações para abertura de posições na ponta compradora, voltando atrair investidores/operadores ao mercado de commodities.

A superação da média móvel simples de 200 períodos diária no mês passado agregou força ao movimento comprador, provocando seguidas renovações de máximas do ano. Apesar de sobrecomprado no curto prazo, o mercado se mantêm eufórico.


A onda do mercado de commodities contaminou várias bolsas de valores nas últimas semanas, permitindo recuperações ascendentes após um período de realizações de lucros.

A bolsa de valores da Austrália segue trabalhando dentro de uma tendência principal de alta, colada na máxima do ano. A distância confortável sobre a principal linha de suporte formada pela média móvel simples de 200 períodos diária oferece tranqüilidade aos operadores na ponta comprada.


A bolsa de Bombay, na Índia, conseguiu superar a congestão de curtíssimo prazo. O rompimento ascendente renovou a força da tendência principal de alta iniciada na passagem do mês de fevereiro para o mês de março. Mercado permanece comprado, na máxima do ano.


No Brasil, o índice Bovespa se mantêm fiel à direção do fluxo global, apesar de todas as peculiaridades e surpresas do quadro doméstico. A bolsa brasileira iniciou movimento de recuperação, frente às vendas dominantes no mês passado, levemente acima da média móvel simples de 200 períodos diária, sem apresentar novidade.


Nos Estados Unidos, o índice S&P500 permanece em tendência de alta, colado na máxima do ano, mesmo com todo o sensacionalismo criado pela mídia a respeito da irrelevante decisão de política monetária a ser tomada neste mês.


3 comentários:

  1. FI,

    E agora? Acha que tem mais chances das commodities continuarem a recuperação ou corrigem pra baixo?

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    1. No curtíssimo prazo os preços estão sobrecomprados demais, então pode haver correção por alguns dias. Mas a tendência principal é de alta, portanto, não há perspectiva ou sinais de mercado vendedor dominante em commodities como no passado recente.

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  2. http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/07/dolar-em-baixa-ameaca-exportacoes-mas-pode-aliviar-recessao.html

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