quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Bear trap no petróleo reacende ânimo no mercado


O mercado de petróleo voltou a pegar fogo nessa semana, roubando atenções dos investidores nas mesas de operações. A euforia com a commodity se espalhou rapidamente pelos demais ativos financeiros, voltando a empurrar índices acionários para cima, mesmo sobrecomprados.

Vendido desde o mês de junho, o preço do barril de petróleo (tanto do tipo Light, quanto do tipo Brent) deslizava dia após dia no mercado, sem esboçar reação compradora relevante. Entretanto, o comodismo com a facilidade em vender acabou criando condições para uma virada no barril.

No mercado do Light, a média móvel simples de 200 períodos (principal ponto de suporte) foi perdida com candle de força relevante, seguida por um novo candle de baixa no dia seguinte. O domínio das vendas era acompanhado pelo noticiário negativo em relação à commodity, com os analistas voltando apontar projeções abaixo de 30 dólares o barril.


Poucos esperavam uma reação positiva no preço do barril com essas condições, mas foi o que aconteceu. Rapidamente as compras voltaram a dominar o mercado, empurrando o preço do Ligth para acima da média móvel simples de 200 períodos, caracterizando bear trap na principal linha de sustentação de preços.

No mercado do Brent também houve bear trap na média móvel simples de 200 períodos (apesar de não tão visível quanto o do Light), armando condições para teste na banda superior de bollinger, bem como na LTB da máxima do ano.


A correria para comprar petróleo (ou liquidar posições vendidas) criou novo gás de ânimo nos investidores/operadores, sentimento que se espalhou rapidamente para outros ativos financeiros.

A bolsa do México iniciou o mês de agosto em rali de alta, conseguindo superar a média móvel simples de 200 períodos diária, desarmando uma congestão de pouco mais de três meses.
  
  
No Brasil, as vendas permanecem fracas, predominando apenas em curtíssimo espaço de tempo. O Ibovespa renovou máxima do ano nesta quinta-feira, confirmando nova linha de suporte na faixa dos 55,7k.


Na Inglaterra, a bolsa de Londres segue dentro de um forte rali, voltando a se aproximar da máxima histórica registrada no ano passado.


Destaque para a mão pesada do BoE (Bank of England) em medidas de estímulos monetários anunciadas na última reunião de Comitê. A taxa básica de juros foi cortada pela primeira vez desde 2009, de 0,50% para 0,25% (mínima recorde). Além disso, a autoridade monetária britânica lançou fortes pacotes de compras de ativos (incluindo títulos públicos e privados) e estímulos ao crédito que podem chegar a 170 bilhões de libras.

Mark Carney, presidente do BoE, afirmou que está preparado para tomar novas ações quando julgar necessário, a fim de atingir os objetivos para estabilidade financeira e monetária.

Na Ásia, existe outro banqueiro central com o dedo no gatilho para agir novamente. Os indicadores econômicos chineses seguem decepcionando, com a recente queda inesperada das exportações e importações e desaceleração da inflação. O Banco do Povo (Banco Central chinês) afirmou que vai usar múltiplas ferramentas de política monetária para manter liquidez no sistema e impulsionar o crescimento dos empréstimos no segundo semestre deste ano.

As reservas internacionais da China voltaram a cair 4,1 bilhões de dólares no mês de julho (para 3,20 trilhões de dólares – o que mostra ainda muita bala para ser utilizada), após terem subido 13,4 bilhões de dólares no mês de junho.

2 comentários:

  1. FI,

    Essa do petróleo parece eu operando a bovespa esse ano .. eu vendo ela sobe .. eu compro ela cai ... comprei .. se agora cair.. é pq 2016 não é meu ano mesmo rs ..

    Mundo esquisito ... farra de liquidez, esticado... mas.. povo animado elevando mais as cotações ..

    É China tem muita reserva mesmo .. mas faz um bom tempo já que está sangrando ... tranquilo. por enqt ...

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  2. O estudo efetuado pela Oxfam apresentou que: A riqueza acumulada pelo 1% mais abastado da população mundial equivale à riqueza dos 99% restantes. As 62 pessoas mais ricas do mundo possuem o equivalente as 50% mais pobres. O estudo apresenta, obviamente, suas limitações. Todavia, os números provavelmente estão subestimados! Desta forma, realize uma projeção de como os conglomerados financeiros efetuam suas "jogadas" e o poder frente aos bancos centrais. As crises financeiras são excelentes ferramentas para acumulação de riqueza de seletos grupos!

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