terça-feira, 1 de novembro de 2016

Risco Trump abate mercados do mundo inteiro


Uma nova pesquisa eleitoral divulgada nesta terça-feira, apontando uma virada de Donald Trump, candidato do partido Republicano, pra cima de Hillary Clinton, candidata do partido Democrata, soou o alarme para vendas de ativos de risco no mundo inteiro. As praças financeiras mais atingidas foram justamente as que estavam operantes quando a notícia saiu nos Estados Unidos.

Confirmando o forte ritmo de ascensão das intenções de voto a favor de Donald Trump nos últimos dias, a pesquisa realizada de forma conjunta entre o jornal The Washington Post e a emissora ABC News, divulgada nesta terça-feira, mostrou o candidato do partido Republicano com 46% das intenções de voto contra 45% de sua adversária do partido Democrata.

A pesquisa foi elaborada entre os dias 27 e 30 de outubro, sendo que a situação para a candidata Hillary Clinton complicou ainda mais nesta última segunda-feira com o FBI conseguindo uma ordem judicial para examinar as polêmicas mensagens de e-mail.

Essa é a primeira vez desde maio deste ano que Donald Trump consegue superar Hillary Clinton numa pesquisa de intenções de voto, fato de relevante apelo emocional para conquistar novos eleitores. Uma pesquisa do Post/ABC mostrou que 53% dos entrevistados disseram sentir um forte entusiasmo por Trump, enquanto apenas 45% afirmaram o mesmo sobre Hillary.

A pesquisa também aponta que cerca de 21% dos consultados já votou de forma antecipada. O sistema eleitoral norte-americano permite que os eleitores enviem o voto pelo correio ou compareçam às urnas antes da data oficial (8 de novembro), em locais previamente determinados. Além disso, outros 24% planejam votar antes da próxima terça-feira, o que pode totalizar, portanto, quase 50% de votos antecipados.

Donald Trump também tende a se fortalecer no estado de Wisconsin, já que o presidente da Câmara dos Estados Unidos, o republicano Paul Ryan, afirmou hoje que já votou por antecipado pelo candidato de seu partido à Casa Branca, Donald Trump. Ryan vota em Wisconsin e tem forte poder de influência no estado.

Ryan teve vários desentendimentos com Trump durante a campanha. No início do mês passado, o presidente da Câmara anunciou que não ia mais defender Trump e nem fazer campanha a seu favor, em função da divulgação de um vídeo no qual é possível ouvir Trump fazendo comentários vulgares sobre assédio sexual contra mulheres.

O discurso de Ryan nesta terça-feira sinalizou retorno de seu apoio a Donald Trump. O republicano também aproveitou para atacar os Democratas, dizendo que a vida dos Clinton é sempre um escândalo, um após outro.

A rápida reviravolta a favor de Trump na corrida eleitoral norte-americana pegou investidores/operadores de surpresa no mundo inteiro, pois a vitória de Hillary Clinton era praticamente dada como certa há uma semana.

Esse novo quadro para o mercado é forte o suficiente para interromper o marasmo do índice S&P500. Depois de quase quatro meses operando em zona de congestão, o índice S&P500 iniciou rompimento da base, revelando dominância de mercado vendedor em Wall Street.


A volta da emoção na bolsa de Nova York é ratificada pelo retorno do VIX (índice de volatilidade, considerado pelos norte-americanos como índice do medo) à casa dos 20%. O avanço do VIX revela aumento de volatilidade no pregão.


A bolsa do Canadá caiu nesta terça-feira, realizando teste na linha central de bollinger. Mercado ainda congestionado entre 14,4k a 14,9k, embora  vendido no curtíssimo prazo.


Na Alemanha, o índice DAX desmoronou. A linha central de bollinger foi perdida com candle de força relevante, abrindo espaço para teste na principal linha de suporte de curto prazo localizada na faixa dos 10,3k.


Quadro semelhante também ocorreu na França. O índice CAC perdeu a linha central de bollinger de forma agressiva, aumentando as chances para buscar a base da zona de congestão localizada nos 4,3k.


A bolsa de Londres, na Inglaterra, fechou em baixa nesta terça-feira, forçando reabertura das bandas de bollinger, até então estreitas devido à lateralização de curtíssimo prazo. Mercado vendido.


Na Turquia, o principal índice da bolsa de Istambul despencou, também perdendo a linha central de bollinger com candle de força relevante.


A praça mexicana levou um tombo fenomenal. A média móvel simples de 200 períodos diária foi perdida, mostrando intensa correria para fechamento de posições compradas. Alguns fundos hedge internacionais compraram ativos mexicanos como forma de se aproveitarem de uma vitória, até então muito provável, de Hillary Clinton. Mercado bastante pressionado na venda, com suporte localizado apenas na região dos 197 pontos.


A bolsa brasileira virou fortemente para venda nesta terça-feira, formando nova zona de resistência. O marubozu de baixa cravou topo, a princípio temporário, na região dos 65k. Mercado ainda operando acima da linha central de bollinger, apesar de a região ter se tornado frágil em função dos rompimentos em outras praças. O principal ponto de sustentação do Ibovespa está localizado na faixa dos 60k, zona de elevado apelo psicológico.


3 comentários:

  1. Trump é zica. Ninguém quer ele, mas tem gente que "diz" que vai votar

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    1. Zica? Bom mesmo é ter a maior potência mundial governada por um casal acusado de casos de corrupção super semelhantes aos casos de Lula e do PT rs

      Que vença Trump contra todo o stabilishment político e de imprensa!

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