terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Trump derruba mais uma barreira do governo Obama


O novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não quer perder tempo. Um dia após assinar o decreto que retirou formalmente os Estados Unidos da TTP, Trump aproveitou a tinta fresca da caneta para anunciar novas mudanças nesta terça-feira.

O destaque do dia ficou por conta das medidas anunciadas com objetivo de acelerar os grandes projetos de oleodutos de Keystone XL e Dakota Access, que estavam travados pelas ações ambientais da administração Obama.

Trump quer apresar a revisão e aprovação ambiental não só desses dois grandes projetos de infraestrutura energética, como de todos os demais projetos considerados de alta prioridade para o País, o que engloba a reconstrução de aeroportos, portos, estradas, pontes, entre outros.

Além de acelerar os projetos de Keystone XL e Dakota Access, a nova administração determinou que seja utilizado o aço norte-americano para a construção dos dutos. A implementação desses dois projetos tem potencial de reerguer o setor siderúrgico do País, abatido pela concorrência asiática, por sinal considerada por muitos analistas como desleal, principalmente de siderúrgicas chinesas, em função da taxa de câmbio e dos incentivos do governo local.

Ainda nesta terça-feira, Trump se reuniu com os principais diretores dos fabricantes de automóveis General Motors, Ford e Fiat Chrysler, reiterando sua intenção de fazer com que o setor crie mais empregos nos Estados Unidos. Entretanto, o presidente dos Estados Unidos reduziu seu tom com o setor nos últimos dias, após grandes fabricantes anunciarem uma nova onda de investimentos no País.

O movimento protecionista de Trump continua não abalando Wall Street. Pelo contrário, os mercados seguem comprados e os investidores voltaram às compras nesta terça-feira, empolgados com os oleodutos, levando o S&P500 para a máxima histórica.


O mercado de commodities continua se sustentando na máxima do ano passado, em movimento de recuperação de preços. Além dos projetos de infraestrutura defendidos pelo governo norte-americano, a demanda por commodities tende a continuar se reaquecendo no médio prazo, na medida em que os substanciais estímulos fiscais na China comecem a fazer efeito.


No Brasil, destaque para o anúncio de medidas do Banco Central visando a simplificação de regras e harmonização de procedimentos operacionais relacionados aos recolhimentos compulsórios (parcela de capital depositado pelos clientes que os bancos são obrigados a repassar ao Banco Central).

As mudanças criam condições para diminuição do custo do crédito no longo prazo, mas o impacto (com alto potencial de criar pressão inflacionária) não foi mensurado pela autoridade monetária, talvez para não atrapalhar a trajetória de revisões descendentes do mercado nas expectativas de inflação.

O índice Bovespa fechou o pregão desta terça-feira mostrando um candle de indecisão em região de sobrecompra. A sinalização pode favorecer abertura de posições vendedoras nos próximos pregões, embora o mercado ainda não tenha dado sinal mais concreto de esgotamento da força compradora no curtíssimo prazo.




7 comentários:

  1. FI,

    É pelo jeito .... apesar do que prega a mídia ... Trump não vai destruir os eua rs ...

    Abs,

    ResponderExcluir
  2. Pelo menos com Donald Trump o mundo fica mais interessante.
    Volatilidade here we go.

    ResponderExcluir
  3. Boa tarde. Para que servem as reservas internacionais de um país? Dar estabilidade a sua moeda?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim e para mais uma infinidade de coisas rs.. Dentre as mais importantes eu destacaria a tranquilidade transmitida aos credores da dívida externa.

      Excluir
  4. Olá, como você vê uma possível intenção do Trump de baixar o dólar para estimular exportações? Será que existe margem para o governo Trump tentar baixar o dólar mesmo com o FED disposto a continuar elevando os juros?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Do ponto de vista macro não tem espaço para o dólar ceder muito, pois a medida em que a economia norte-americana vá ganhando mais força a tendência é que a moeda continue se valorizando. Acontece que não tem ninguém jogando limpo no mercado de câmbio global e desde a crise do subprime governos e banqueiros centrais atuam de alguma forma a impactar suas respectivas moedas. Nos últimos 3 anos o dólar contra cesta de principais moedas globais se valorizou muito e certamente existe uma gordura para ser queimada com ações que podem partir tanto do FED quanto do próprio Trump. É uma carta na manga que não pode ser desprezada, ainda mais no momento atual.

      Excluir
  5. Sem falar que esse oleoduto AJUDA na questão ambiental. Tirando o fato de que ele passa por um trecho sensível para o meio ambiente local (não poderiam refazer o trajeto?), todo o óleo já é produzido e transportado. Pra isso se gasta combustível e energia. O oleoduto vai economizar isso tudo e colaborar com o meio ambiente.

    A imprensa está morta. A gente não pode confiar mais em nada.

    ResponderExcluir