sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Alívio na tensão entre as duas principais potências mundiais


Em dezembro do ano passado, Donald Trump, ainda como presidente eleito, criou uma espécie de fogueira diplomática com a China ao ligar para a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, num ato caracterizado como um rompimento com a tradição nas relações entre Washington e Pequim.

Trump descumpriu uma regra levada muito a sério pelos chineses ao ligar para Tsai Ing-wen, sem antes comunicar ao líder do País, Xi Jinping, sua intenção. Após a ligação polêmica, Trump adicionou mais lenha à fogueira ao afirmar que poderia não seguir a política de décadas de que o poder reside em Pequim, no que diz respeito a Taiwan.

Os taiwaneses se consideram como uma nação soberana e democrática. Já a China, considera a ilha como parte de seu território, na forma de uma província dissidente.

O presidente dos Estados Unidos, entretanto, decidiu dar um passo atrás nesta última quinta-feira. Donald Trump pegou o telefone e realizou sua primeira ligação com Xi Jinping desde que assumiu a Casa Branca.

A pedido do líder chinês, Trump concordou em honrar a política de China única, numa sinalização de arrefecimento na tensão entre as duas principais potências globais. Para o ocidente, a política de uma só China pode ser considerada até irrelevante, mas para os chineses, é uma questão extremamente delicada.

Em resposta ao reconhecimento de Washington, Xi Jinping afirmou que aprecia o compromisso assumido por Trump e diz esperar que, por meio de esforços conjuntos, as relações bilaterais possam sem impulsionadas entre os dois países a um nível histórico.

A ligação de Trump quebrou o gelo entre os dois países, reduzindo o temor do mercado com a futura relação entre as duas potências mundiais. Os preços dos ativos também foram impulsionados por dados melhores do que o esperado da balança comercial da China.

Conforme informações divulgadas pela Administração Geral de Alfândega nesta sexta-feira, as exportações da China avançaram 7,9% em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, enquanto as importações saltaram 16,7%, mostrando forte apetite por matérias-primas.

As commodities reagiram fechando na máxima da semana, voltando a se aproximar da máxima do ano anterior. Preços em movimento de recuperação gradual desde janeiro de 2016.


No Brasil, o índice Bovespa fechou a semana em alta, limpando as vendas da praça, responsáveis por jogar os preços aos 64.000 pontos nesta semana. O retorno do predomínio da força compradora coloca o mercado perto de testar a resistência dos 66,6k nos próximos dias, com boa possibilidade de rompimento. A tendência principal de alta, iniciada aos 37k, segue forte e inalterada.


A bolsa do México fechou em alta pela quarta semana consecutiva, dando prosseguimento ao movimento de recuperação de preços, que, por sinal, começou após a posse de Donald Trump.


Na Índica, a bolsa de Bombay fechou a semana de lado, com o mercado em tendência principal de alta, perto de testar a resistência dos 29,1k, próximo do máxima histórica.


A bolsa de Xangai, na China, fechou a semana em alta, mantendo o movimento de recuperação gradual dos preços desde o crash de 2015.
  
  
A bolsa da Austrália fechou a semana em forte alta, trabalhando fundo ascendente levemente acima da linha central de bollinger, reforçando a perna de alta iniciada em fevereiro de 2016.


Em Tóquio, o índice Nikkei fechou a semana em alta, se aproximando da máxima do ano anterior. Mercado em tendência principal de alta, sustentado pelo média móvel simples de 200 períodos semanal.


Nos Estados Unidos, o índice S&P500 fechou mais uma semana renovando máxima histórica, aos 2.316 pontos. Mercado segue forte na compra, embora se aproximando de ponto de sobrecompra.


Na Alemanha, o índice DAX segue em tendência de alta. O rompimento da resistência em 11,8k tende abrir caminho para o mercado retornar à máxima histórica.


9 comentários:

  1. Quando recordo o número de gatilhos para uma crise sistêmica e me deparo com esta longa euforia nas praças financeiras mundiais, a única frase que me ocorre: Winter is coming!

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    1. Só não sabemos quando virá rs...
      Abs,

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    2. FI, você concorda que há condições para uma nova crise como a de 2008? É hora de apertar os cintos?

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    3. Definitivamente não está na hora de apertar os cintos. O mercado vai sinalizar quando esse momento chegar.

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  2. Tudo antes ensaiado. Teatro político.

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    1. Ou ele está começando ouvir mais seus assessores.

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  3. Olá, FI, você considera os suportes do ibov passados para a sua analise técnica. Exemplo, há um suporte na casa dos 73k lá em 2008....ISso é um suporte a ser vencido pela análise técnica ou isso já ficou para tras?

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    1. Sim, considero. Apesar de essa resistência não ser considerada tão forte assim, mesmo sendo topo histórico. Quando o Ibovespa se aproximar desta linha, provavelmente virá com demonstração de força compradora relevante. Tudo dependerá das características do movimento.

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  4. suporte não, resistencia..

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