terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

China perde piso psicológico do colchão de segurança


O patamar de 3 trilhões de dólares, considerado por investidores e operadores de câmbio como um piso psicológico de sustentação macroeconômica para a China, foi rompido no mês de janeiro deste ano.

Dados da Administração Estatal de Câmbio da China divulgados nesta terça-feira mostraram que as reservas internacionais caíram 12,31 bilhões de dólares no mês passado, atingindo a marca de 2,998 trilhões de dólares. O número surpreendeu o mercado que esperava manutenção do piso de 3 trilhões de dólares.

Esta é a primeira vez desde fevereiro de 2011 que as reservas internacionais chinesas ficam abaixo da marca psicológica dos 3 trilhões de dólares, sendo que em junho de 2014 as reservas atingiram a marca de 3,993 trilhões.

Apesar de o volume atual das reservas internacionais chinesas ainda ser considerado elevado, estando entre as mais altas do mundo, a trajetória preocupa players internacionais com posições no País.

Em pouco mais de dois anos a China queimou cerca de 1 trilhão de dólares na tentativa de desacelerar uma fuga de capital cada vez mais crescente. Somente em 2015 o governo chinês queimou 513 bilhões de dólares em reservas internacionais.

Observando que o mercado estava impondo uma velocidade insustentável na utilização de suas reservas, o governo passou a implementar em 2016 várias medidas de controle de capital, como forma de poupar munição. Ainda assim, a China precisou queimar mais 320 bilhões de dólares em 2016 para conseguir uma desvalorização de 6,6% do iuan contra o dólar, a maior queda anual desde 1994.

Mesmo com todas as medidas para dificultar a saída de capital do País, a China precisou manter forte ação intervencionista no mercado de câmbio. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, acusa abertamente a China de manter o iuan desvalorizado para conseguir exportar seus produtos com mais facilidade.

Líderes chineses afirmam que as oscilações nas reservas internacionais são normais e que os investidores não devem dar tanta atenção ao nível de 3 trilhões de dólares. Entretanto, fatos recentes mostram que as autoridades enxergam espaço limitado para continuar usando o colchão de segurança e, portanto, precisam de medidas adicionais.

Exemplo disso está no aperto monetário anunciado semana passada pelo Banco Popular (autoridade monetária local), que acabou surpreendendo o mercado. O Banco Central subiu a taxa de juros sobre operações de recompra reversa no mercado aberto de 7 dias, 14 dias e 28 dias, na tentativa de colaborar com o governo para reduzir a fuga de capitais.

A bolsa de Xangai opera vendida desde o fim do ano passado, com duas resistências fortes fazendo pressão contra a sustentação frágil da média móvel simples de 200 períodos diária.


Nos Estados Unidos, o mercado segue comprado e otimista com a nova administração Trump. O índice S&P500 voltou a fechar colado na máxima histórica.


No Brasil, o índice Bovespa segue operando dentro de um movimento corretivo de curtíssimo prazo, sem apresentar novidades. Há briga pela linha central de bollinger, com ligeira vantagem para a força vendedora.
 

3 comentários:

  1. A China não sei não ein, acho que aquele boom de crédito que houve não tem como acabar bem. Mas vamos ver...

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  2. FI,

    Essa chinesada ... rs ...

    Opa vendido no indice .. tomara que caia um pouco ...

    Abs,

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  3. Sazonalidade. Sazonalidade.

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