terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Fumaça na Caixa


O corriqueiro noticiário policial não dá trégua no Brasil. Mesmo com tantos escândalos de corrupção escancarados no passado, a roubalheira parece que continua sendo um vírus difícil de desgrudar de nossa economia e pelos anseios da população por um Estado grande e acolhedor

Uma auditoria independente realizada pelo escritório Pinheiro Neto, contratada pela Caixa, revelou supostas irregularidades em ao menos quatro vice-presidências do banco. São aberrações para todos os gostos: vazamento de informações privilegiadas para políticos sobre andamento de pedidos de empréstimos, negociações de cargos em estatais como moeda de troca para liberação de crédito, pedidos para atender “demandas” de políticos como forma de manutenção da vaga de vice-presidente, entre outros.

Oficialmente a autoridade monetária não comenta sobre o assunto, mas corre boato no mercado de que o Banco Central determinou o afastamento de todos os 12 vice-presidentes da Caixa por suspeitas de corrupção. O MPF (Ministério Público Federal) também defende o afastamento, mas o presidente Michel Temer decidiu suspender apenas 4 vice-presidentes por apenas 15 dias, isso porque a notícia veio à tona nesta terça-feira.

A Caixa alega que não concorda com as interpretações que vem sendo dadas às conclusões do relatório de auditoria feito pelo escritório Pinheiro Neto, elaborado a pedido do próprio banco. O pedido de afastamento foi realizado em dezembro/2017, porém o governo vinha recusando, sabe-se lá por qual motivo real, afastar os executivos. Circula no mercado informação de que Temer insistia em manter os dirigentes no banco para evitar conflitos com partidos políticos que indicaram os nomes para os cargos.

As suspeitas de irregularidades na Caixa causam preocupação por envolver a alta cúpula de uma instituição financeira de grande porte para o sistema financeiro nacional, o que merece todo o cuidado na administração do estrago na imagem possivelmente já efetuado, a fim de se evitar a criação do efeito bola de neve no sistema.

Estados Unidos

Destaque para o risco insignificante de shutdown do governo norte-americano predominante em Wall Street nesta terça-feira, primeiro pregão da semana. O Congresso precisa aprovar uma lei de gastos até essa sexta-feira, caso contrário, o governo poderá ser automaticamente paralisado em alguns setores. A mídia explora a notícia como risco de shutdown nas Treausyrs, ou seja, interrupção nos pagamentos dos títulos da dívida do Tesouro norte-americano.

O fato é mais sensacionalismo do que risco propriamente dito. O orçamento nos Estados frequentemente alcança teto de endividamento, sendo em todas as situações o Congresso conseguiu aprovar um novo orçamento, impondo um novo limite, até que este seja alcançado novamente, exigindo novas negociações. É como a roubalheira na política brasileira, algo corriqueiro e que todos sabem qual será o desfecho.

O ponto positivo criado pelo “risco” do shutdown é visível nos índices de Wall Street. S&P500, Dow Jones e Nasdaq, muito sobrecomprados, iniciaram o pregão rasgando novas máximas, até que a circulação da notícia no mercado forçou um movimento de realização de lucros, fazendo os índices encerrarem o dia em baixa.

Mesmo com a queda desta terça-feira os índices ainda continuam operando em nível de sobrecompra, mostrando haver mais espaço para realizações saudáveis, sem afetar a tendência principal de alta em prazos mais longos.

Commodities

A terça-feira também foi de pé no freio no mercado de commodities, após fortes ganhos acumulados nas últimas semanas. O minério de ferro à vista no porto de Qingdao recuou 1,15%, para 75,51 dólares a tonelada. A equipe do Braclays estima recuo do preço da commodity para cerca de 50 dólares a tonelada no segundo trimestre deste ano, influenciada pela desaceleração da economia chinesa, estoques elevados e fim da restrição de inverno.

O barril de petróleo do tipo Light recuou para 63,73 dólares nesta terça-feira, considerado por traders da commodity como movimento de realização de lucros. Em dezembro do ano passo a commodity foi negociada aos 56 dólares/barril, portanto, um forte upside de curto prazo.

O barril de petróleo do tipo Brent, negociado em Londres, encerrou o pregão mais cedo no momento em que o mercado ainda estava em clima positivo e fechou em leve alta aos 69,87 dólares. Assim como o Light, o barril do Brent acumula bom upside desde dezembro/2017, quando era negociado na faixa dos 62 dólares.

Analistas do Société Générale advertiram que os preços estão superaquecidos e devem cair dos níveis atuais. O banco projeta barril do Brent aos 62 dólares no fim de 2018. Já o Bank of America Merryl Lynch acredita que o barril do Brent deve encerrar o ano aos 64 dólares. O Goldman Sachs também abriu sua estimativa para o mercado nesta terça-feira em relatório apontando  preço médio do Brent em 62 dólares e do Light aos 57,5 dólares neste ano.

BCE

Vazou notícia de que o BCE (Banco Central Europeu) não pretende alterar a promessa de continuar comprando títulos na reunião de política monetária a ser realizada na próxima semana. Segundo relatos, os membros do Comitê querem mais tempo para avaliar o cenário sobre a inflação e crescimento, em linha com o posicionamento super dovish do presidente Mario Draghi.

De qualquer forma, a orientação de política monetária deverá sofrer alterações até o segundo trimestre deste ano, já que o programa de compras mensais de ativos está em fase de redução de volume na Europa, já preparando o mercado para uma possível interrupção a médio prazo.

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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Um downgrade para ser comemorado


Nos últimos anos o Brasil tem colecionado uma vasta sequência de downgrades por parte das principais agências de classificação de risco. Em velocidade surpreendente, não só deixamos de sair do grupo de países grau de investimento, como mergulhamos de ponta cabeça na categoria grau especulativo.

Caímos como uma jaca podre. Cada rebaixamento vinha acompanhado de desânimo e preocupação, pois estávamos desfrutando de uma antiga boa posição mais elevada, de relativo status no ambiente global. Agora, que estamos acostumamos a fazer companhia com o grupo de países junk bonds (“títulos lixo”), os rebaixamentos são um belo presente (não de grego) para um futuro melhor.

Em primeiro lugar, apesar de a equipe econômica do governo desfrutar de boa reputação no mercado, imerecidamente reconhecida como ortodoxa, os números revelam outro cenário completamente diferente. A taxa de investimento segue incrivelmente baixa, muito distante da média de países emergentes, a reação econômica continua sendo apenas uma promessa, mesmo depois de uma forte trajetória de recessão, a inflação de 3% é comemorada exclusivamente como vitória de política monetária e não reflexo do tombo monumental do PIB e disparada da taxa de desemprego e, por fim, as contas públicas são um completo desastre.

Lamentavelmente a equipe econômica demonstrou gastar mais tempo correndo atrás de receitas extras para tentar camuflar parte do rombo fiscal gigantesco do que empenho/força de vontade para cortar gastos e/ou reduzir dezenas de bilhões de reais desperdiçados em privilégios considerados altamente ineficientes por estudos de instituições de elevada reputação global. E mesmo usando e abusando das receitas extras, ainda assim o nosso endividamento continua em forte trajetória ascendente, podendo alcançar insustentáveis 80% do PIB já neste ano.

É muito importante frisar que apesar de uma gestão desastrosa e/ou incompetente, o atual governo vem desfrutando de uma boa reputação imerecida do mercado. O ambiente global extremamente positivo emite uma falsa sensação de que tudo parece estar indo muito bem, apesar dos trágicos números brasileiros.

O mercado está muito longe de exercer qualquer pressão para que o governo tome atitudes para resolver uma pilha de problemas estruturais. Essa imposição precisa vir de outra fonte, daí a importância das agências de classificação de risco.

A Standard & Poor’s rebaixou a nota de crédito do Brasil de BB para BB-, nos colocando três degraus abaixo do patamar mínimo de grau de investimento. Isso significa que, se continuarmos neste ritmo, ou seja, se cairmos mais três degraus, estaremos com um pé na escala mais baixa de ratings do mundo inteiro, aquela formada por o pequeno grupo de países considerados alto risco de calote e de baixíssimo interesse.

BB- é belo um carimbo de vergonha e incompetência. Apenas economias pequenas e/ou instáveis são consideradas BB- pela Standard & Poor’s, entre as nossas novas companheiras estão as economias da Costa Rica, República Dominicana, Guatemala, Honduras, Tunisia, entre outras. A Grécia, que passou por uma grave crise econômica e financeira, é atualmente considerada B-, apenas três degraus abaixo da nota brasileira.

Com o rebaixamento desta quarta-feira, inevitavelmente aumenta a pressão para solução de nossos graves problemas fiscais, se não ocorrer nesta gestão, será na próxima. É uma imposição que não estava sendo feita pela população (e nunca será, pois são medidas altamente impopulares) e nem pelo mercado. Cair para BB- é como se despedir antes de partir para uma longa viagem, já se sabe que o retorno será demorado. Até então, a nota BB passava a sensação de que não estávamos tão longe de recuperar o necessário grau de investimento. Agora, a saudade vai bater mais forte.

Os poucos brasileiros conscientes da complexidade de nosso quadro doméstico agradecem enormemente o serviço da Standard & Poor’s, não somente pelo rebaixamento em ano eleitoral (derrubando mais uma lenda de mercado), mas pelo texto em tom poético de seu comunicado divulgado à imprensa, citando o lento progresso e fraco apoio da classe política para corrigir em tempo hábil a piora fiscal, além da infeliz discussão para abrandar a regra de ouro, o que pode ter sido a gota d’água para a decisão desta quinta-feira.

Mercado

A euforia segue generalizada no mercado financeiro global. S&P500 fechou colado na máxima, renovando topo histórico, aumentando o nível de sobrecompra do IFR para perigosos 80,90 no diário. O dólar contra cesta de principais moedas globais segue apanhando, assim como as Treasurys, sinalizando manutenção do movimento de desmonte de posições em ativos considerados seguros, com investidores em busca de maior retorno em ativos de outras classes e mercados mais arriscados.

O mercado russo fechou em alta pelo 13 pregão consecutivo, rasgando sobrecompra no curto prazo aos 1.246 pontos, já se distanciando da máxima atingida em 2017. Índia continua renovando novas máximas, aos 34.503 pontos. A bolsa brasileira acompanha o baile global, voltando a encostar na máxima nesta quinta-feira, após dois pregões de correção.

Em caso de manutenção deste ambiente global extremamente positivo, o esperado impacto do rebaixamento sobre os negócios pode não se concretizar. Quando o clima é favorável, o mercado tende a focar no lado positivo dos fatos, mesmo que forçadamente. No caso deste downgrade para BB-, o ponto positivo está numa pressão maior para que soluções sejam tomadas, principalmente no campo fiscal.

Outro detalhe positivo está na mudança da perspectiva para o rating brasileiro, de negativa para estável. O fato de a Standard & Poor’s trabalhar com perspectiva estável para a nota brasileira evita o risco de novos rebaixamentos a curto/médio prazo.

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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Ascensão de Oprah pode inspirar Huck no Brasil


Oprah Winfrey, uma magnata da mídia norte-americana, deixou as redes sociais eufóricas nos últimos dias com a possibilidade de sua candidatura para disputa presidencial nas eleições de 2020.

Durante a premiação do Globo de Ouro no último domingo, Oprah fez do seu discurso de 9 minutos um verdadeiro palanque de campanha. Usando uma abordagem mais humana, contra os assédios e abusos sexuais, Oprah foi ovacionada de pé pela plateia. Logo em seguida, começaram a surgir milhares de publicações em redes sociais com as palavras Oprah presidente.

Alguns veículos de imprensa norte-americanos informaram que Oprah está considerando seriamente a hipótese de concorrer nas eleições presidenciais de 2020. O movimento forçou uma resposta do presidente Donald Trump, que por sua vez afirmou que enfrentaria Oprah com prazer como adversária na próxima corrida presidencial.

Oprah é a outsider perfeita ao partido Democrata para enfrentar Trump em 2020. Hillary Clinton, candidata do partido na última campanha, decepcionou muitos analistas políticos, que consideravam uma vitória fácil até meados de 2016. Hillary não convenceu suficientemente os eleitores norte-americanos, talvez por ter uma imagem associada à podridão de Washington.

É bem possível que os Democratas passem a olhar com mais atenção para candidatos outsiders. A fama de Trump num programa de reality show certamente o ajudou vencer a disputa de 2016. Assim como Trump, Oprah tem forte presença na mídia norte-americana.

Ser famoso na TV parece ser um grande ponto favorável para que um candidato tenha chance real de vitória nos Estados Unidos. Esse movimento tem sido observado em outros países ocidentais, inclusive no Brasil.

Luciano Huck é a figura da mídia brasileira mais bem posicionada para captar esse movimento global. Apesar de o apresentador da TV Globo ter afastado especulações de que disputaria as eleições neste ano, as pesquisas precoces revelam que Huck tem potencial significativo de chegar ao segundo turno, o que certamente não é de se descartar, principalmente quando existe um poderoso veículo de imprensa pronto para o jogo.

Se um “simples” discurso em evento popular foi capaz de fazer vários eleitores sondarem Oprah na disputa de 2020, Huck, que tem uma boa aproximação e facilidade de comunicação com o povo brasileiro, poderia fazer o mesmo, se não melhor, na disputa deste ano, que será marcada por elevado sentimento de repúdio à classe política tradicional, terreno propício para rápido crescimento de outsiders.

BofA lança os três frágeis

Relatório do Bank of America Merril Lynch considerou África do Sul, Turquia e Brasil (para variar) como os três emergentes mais frágeis do planeta. A Turquia causa preocupação especialmente pela inflação alta e na África do Sul o problema principal é com o endividamento externo elevado.

No Brasil, a rápida deterioração fiscal é o principal ponto de preocupação do BofA, que projeta dívida sobre o PIB (Produto Interno Bruto) alcançando preocupantes 81% já no final deste ano. A reforma da previdência é considera essencial para corrigir o enorme desequilíbrio das contas públicas, mas infelizmente a chance de aprovação neste ano segue extremamente baixa.

Expectativa para o PIB dos Estados Unidos

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s elevou sua previsão para o PIB dos Estados Unidos em 2018, de 2,6% para 2,8%, influenciada pelos impactos da reforma tributária aprovada pelo Congresso em dezembro de 2017.

O ritmo de crescimento é considerado robusto para o padrão da economia norte-americana, que já opera próxima do pleno emprego. A previsão para 2019 também foi alterada de 1,9% para 2,2%.

A Standard & Poor’s não se arriscou a palpitar sobre eventual resposta do FED (Federal Reserve – Banco Central dos Estados Unidos) frente ao possível aumento da inflação vindo de uma economia em aceleração operando no ritmo de pleno emprego.

Entretanto, a longo prazo, a agência de classificação de risco considerada que o impulso provocado pelo pacote tributário ao crescimento tende a ser modesto, com o PIB retornando para a faixa de 2% em 2020. Estudos revelam que reduções distorcidas nos tributos (empresas, famílias de classe alta, média e baixa) mostram ter menor efeito multiplicador sobre o crescimento devido a uma menor propensão marginal a consumir entre as diferentes faixas de renda.

Inflação no México e juros na Argentina

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) do México subiu 0,59% em dezembro na comparação com o mês anterior, acumulando alta de 6,77% em 2017, a maior desde 2000, pressionando o Banxico (Banco Central do México) a manter posição firme na taxa básica de juros, atualmente em 7,25% ao ano, contra a tendência global de afrouxamento monetário.

Na Argentina, o Banco Central enxergou espaço para reduzir sua taxa básica de juros de 28,75% para 28% ao ano, já que a inflação oficial no país está enfim cedendo. A meta de inflação a ser perseguida em 2018 foi definida em 15%. Para 2019, o objetivo é alcançar 10% e, para 2020, apenas 5%.

Mercado

Os contratos futuros de minério de ferro seguem avançando na China, alcançando o maior nível dos últimos quatro meses. O barril de petróleo do tipo Light alcançou 62,96 dólares nesta segunda-feira, superando o pico de 2015. Já o barril de petróleo do tipo Brent segue aos 67,78 dólares, colado na máxima registrada em 2015.

Apesar do fôlego adicional das commodities, o Ibovespa recuou para os 78.863, em movimento de alívio, com os indicadores em zona de sobrecompra. Nos Estados Unidos, S&P500 fechou sinalizando candle de indecisão, operando com IFR em 79,64 no gráfico diário.

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Aleluia! Brasil está perto de criar o primeiro ETF de renda fixa


A trajetória para criação do primeiro ETF de renda fixa no Brasil tem sido bastante sofrida. Promessa do Tesouro Nacional dede 2013, o processo para criação do primeiro ETF de renda fixa no Brasil parece, enfim, ter avançado, podendo beneficiar parcela considerável de investidores, principalmente os de pequeno porte, além de aumentar a competitividade da indústria.

Os ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos cujas cotas são negociadas em bolsa e suas rentabilidades acompanham desempenhos de determinados índices de referência. No mundo inteiro há mais de 6.000 ETFs à disposição dos investidores, entretanto, no Brasil, os ETFs negociados na B3 podem ser contatos a dedo. São apenas 15 no total, todos eles atrelados a índices de ações.

O edital para escolha do gestor do primeiro ETF de renda fixa no Brasil será publicado ainda neste primeiro trimestre. Após a seleção do gestor, haverá um prazo de até 18 meses para lançamento do ETF, mas a expectativa do Tesouro Nacional é de que o ETF de renda fixa já esteja sendo negociado em bolsa no final de 2018.

Há potencial de demanda significativa para o produto e a expectativa dos investidores é grande. Comparado aos fundos de renda fixa tradicionais, o ETF de renda fixa tende a ser lançado com uma taxa de administração muito menor. A outra grande vantagem é que através deste único ETF o investidor conseguirá ter uma posição diversificada entre vários títulos públicos de diferentes prazos de vencimentos.

A expectativa é que este primeiro ETF de renda fixa vá seguir algum dos IMAs (Índice de Mercado Anbima) já conhecidos no mercado. O IMA é uma família de índices de renda fixa que representa a dívida pública por meio dos preços a mercado de uma carteira de títulos públicos, com quatro subíndices: IRF-M (prefixados), IMA-B (indexados ao IPCA), IMA-C (indexados ao IGP-M), IMA-S (pós-fixados).

Além disso, há diferentes condições de prazo. O IRF-M 1 é composto por LTNs e NTNFs com prazo de até 1 ano. Já o IRF-M 1+ é composto por LTNs e NTNFs com prazo superior a 1 ano. O mesmo raciocínio vale para o IMA-B 5 (NTNBs com prazo de até 5 anos) e IMA-B 5+ (NTNBs com prazo superior a 5 anos).

Através do ETF de renda fixa, o investidor também conseguirá se expor a vários títulos públicos que não são oferecidos para compra na plataforma do Tesouro Direto e poderá negociar a qualquer momento, dentro do horário de pregão, fugindo das interrupções de negociações da plataforma do Tesouro Direto em dias de mercado volátil.

A carteira do IMA-B 5+, por exemplo, é composta por NTNB 15/05/2023 (peso 9,76%), NTNB 15/08/2024 (9,90%), NTNB 15/08/2026 (8,14%), NTNB 15/08/2030 (6,19%), NTNB 15/05/2035 (11,79%), NTNB 15/08/2040 (8,30%), NTNB 15/05/2045 (15,53%), NTNB 15/08/2050 (25,44%), NTNB 15/05/2055 (4,95%).

A alíquota do Imposto de Renda do ETF de renda fixa também deve ser diferenciada, sem incidência de come-cotas. A expectativa é que o imposto vai variar de acordo com a média de vencimentos dos títulos em carteira do índice. Quanto maior o prazo dos títulos, menor o imposto. Isso significa que o imposto sobre o lucro numa especulação de curto prazo num eventual ETF de um índice como o IMA-B 5+ poderá cair na faixa mínima de 15%.

Mercado

Poucas novidades no âmbito externo permitiram manutenção do clima favorável nas principais praças financeiras mundiais, mesmo com indicadores sinalizando sobrecompra a curtíssimo prazo. O Ibovespa fechou em alta pelo 11 pregão consecutivo, a mais longa sequência de ganhos dos últimos 7 anos, renovando máxima histórica.

O CDS (Credit Default Swaps, importante indicador de medição de risco) de 5 anos do Brasil segue ritmo semelhante, esboçando otimismo do mercado, encerrando aos 146 pontos nesta segunda-feira (menor patamar desde setembro de 2014), acumulando 12 pregões consecutivos de queda.

Ao menos por enquanto, o governo brasileiro desistiu de modificar a regra de ouro. A estratégia é focar na aprovação da reforma da previdência (que segue difícil) e somente voltar a discutir sobre a regra de ouro no futuro.

Na tentativa desesperadora de aprovar “qualquer coisa” sobre a previdência, o governo já estuda mais uma flexibilização na reforma, igualando as regras de aposentadoria dos agentes penitenciários a dos policiais federais e legislativos. Somando todas as flexibilizações concedidas até o momento, a economia de gastos prevista com a reforma no molde atual será de apenas 60% do valor estimado na proposta original.

Cenário externo

No fechamento do mês de dezembro/2017, as reservas da China atingiram maior nível desde setembro de 2016, aos 3,140 trilhões de dólares, com boa folga sobre o piso psicológico de 3 trilhões que havia deixado o mercado estressado anos atrás. A situação estável e tranqüila do Yuan reduziu a necessidade de o Banco Popular (Banco Central da China) queimar suas reservas para sustentar a moeda local nos últimos meses. No acumulado de 2017, o Yuan bateu o dólar em pouco mais de 6%.

Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel demonstrou otimismo para o fechamento de um acordo com o partido social democrata e, assim, conseguir formar um governo de coalizão. O impasse persiste desde as eleições realizadas no fim de setembro do ano passado e pode estar perto de um desfecho.

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Trump atingido por fogo e fúria


É melhor que a Coreia do Norte não faça mais ameaças aos Estados Unidos, enfrentarão fogo e fúria como o mundo nunca viu, disse Donald Trump na tarde do dia 8 de agosto de 2017, em seu clube de golf em Bedminster, Nova Jersey. Essas e outras declarações polêmicas marcaram o primeiro ano de uma conturbada administração Trump.

Até então, a Casa Branca estava conseguindo contornar razoavelmente o custo político das declarações polêmicas de Donald Trump, mas o inevitável aconteceu. O lançamento do livro Fire and Fury: Inside the Trump White House (Fogo e Fúria: por dentro da Casa Branca de Trump), de Michael Wolff, nesta sexta-feira, caiu como uma bomba em Washington.

Segundo relatos da mídia, o livro expõe os bastidores da campanha e do primeiro ano da presidência de Donald Trump de forma profundamente crítica. Michael Walff é pouco conhecido fora da mídia norte-americana, mas a tentativa de advogados de Trump de impedir a publicação do livro o acabou tornando muito famoso da noite para o dia, criando uma corrida alucinante de leitores às livrarias.

O livro esgotou rapidamente, sendo o mais vendido na Amazon nesta sexta-feira. Desdenhado pelo Trump, Michael Wolff se tornou o bitcoin do mercado editorial norte-americano. Wolff colabora com o jornal USA Today, já publicou outras obras polêmicas, como por exemplo a que descreve o perfil de Rupert Murdoch, e já chegou a ser alvo de críticas de próprios jornalistas, que questionaram sua fidelidade à verdade.

Em entrevista à emissora americana NBC, Wolff afirmou que os membros da equipe de Trump o vêem como uma criança e o chamam de idiota. O autor da obra também disse que sustenta a veracidade de todo o conteúdo mesmo com alegações da Casa Branca de que o livro está cheio de falsidades. Wolff também ressaltou que 100% dos assessores de Trump tem uma opinião negativa sobre sua figura como presidente, incluindo sua filha Ivanka e seu genro, Jared Kushner.

Wolff não demonstra ser nenhum Papa da credibilidade, mas está batendo em alguém que não desfruta de nenhuma fidúcia relevante, principalmente por parte da mídia norte-americana, onde a maioria dos veículos se posicionam de forma “anti-Trump” abertamente desde a campanha eleitoral.

O desgaste parece irreversível e pode pesar nas eleições legislativas deste ano, onde o partido Democrata concentra grande esforço para recuperar o controle do Congresso. Em novembro do ano passado, os Democratas derrotaram os Republicanos nas eleições de Virginia e Nova Jersey, consideradas termômetro para a disputa mais ampla de 2018.

Na agenda econômica, os dados de emprego do mês de dezembro/2017 revelaram criação de 148 mil postos de trabalho, com a taxa de desemprego se mantendo na mínima dos últimos 17 anos (4,1%). O número veio abaixo da expectativa do mercado (criação de 190 mil vagas de trabalho), embora a renda média por hora trabalhada tenha avançado 0,3%.

A desaceleração da criação de vagas, no mesmo momento em que os salários sobem, é mais um indicativo de que a economia está operando próxima do pleno emprego. Há risco de que o pacote de 1,5 trilhões de dólares em cortes de impostos possa superaquecer a economia norte-americana.

China

Pouco destacado pela mídia, o Ministério do Comércio da China afirmou nesta sexta-feira que limitará as exportações de petróleo, produtos refinados, aço e outros metais para a Coreia do Norte. A China está cumprindo o seu papel nas sanções aplicadas pela ONU, com forte pressão dos Estados Unidos.

Na sequência, foi anunciado acordo para a Coreia do Norte iniciar conversas oficiais com a vizinha do Sul já na próxima semana, numa primeira sinalização de vitória diplomática, o que não deixa de ser um bônus para a administração Trump, mas que acabou sendo atropelado pela publicação da obra Fogo e Fúria.

Zona do euro

A Eurostat (agência de estatísticas da Europa) informou nesta sexta-feira que a inflação na zona do euro desacelerou de 1,5% em novembro para 1,4% em dezembro, sem causar surpresas no mercado, ainda muito abaixo da meta de 2% a ser perseguida. Já o núcleo de inflação segue estável aos 1,1%, mantendo margem de folga relevante para manutenção da política monetária extremamente frouxa do BCE (Banco Central Europeu).

Brasil

Cresce a especulação no mercado de um novo corte de 0,25 p.p. na taxa básica de juros na reunião do Copom a ser realizada no mês de março deste ano. Para a reunião do mês de fevereiro, a expectativa de redução da taxa Selic de 7% para 6,75% está praticamente carimbada pela comunicação do Banco Central.

Um novo corte de 0,25 p.p. em março, o que se concretizado levará a taxa Selic para 6,50% ao ano, ganhou força nesta semana após o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmar que existe a possibilidade de redução de juros sem aprovação da reforma da Previdência, desde que a inflação continue baixa e os riscos não se intensifiquem.

Joga a favor o tombo do dólar contra cesta de principais moedas globais nas últimas semanas, aproximando-se da mínima de 2017, movimento não replicado totalmente contra o real, mas suficiente para reverter a trajetória do fim de 2017.

Mercado

Mais um dia marcado por força compradora relevante nas principais praças financeiras mundiais. A taxa de juros da Treausry de 10 anos fechou a semana aos 2,47%, bem acima dos 2,05% registrados em setembro do ano passado.


O aumento no rendimento do título público norte-americano de 10 anos revela desmonte de posições nas Treasurys, com investidores buscando risco em ativos de outras classes.

Fortes candles de alta dominaram pregões em várias bolsas de valores nesta sexta-feira, tanto em economias desenvolvidas, como em economias emergentes. Ibovespa renovou nova máxima aos 79.071 pontos, mas a euforia entra em zona de atenção em função do aumento nos níveis de sobrecompra.

Em Wall Street, o S&P500 opera com IFR aos 85,27 no gráfico semanal e 78,31 no gráfico diário. A sobrecompra no semanal do S&P500 é uma constante verificada desde o fim de setembro/2017, alcançando nova máxima neste mês de janeiro.

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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Jeitinho brasileiro na regra de ouro


A longa e volumosa trajetória de sucessivos déficits fiscais alcançou o limite do cumprimento da chamada regra de ouro. Prevista na Constituição, a regra de ouro é um importante dispositivo que proíbe o governo de se financiar (emitir dívida) para bancar despesas correntes, determinando que as receitas de operações de crédito não podem ultrapassar o valor das despesas de capital.

O descumprimento desta norma representa crime de responsabilidade do presidente e pode resultar em um processo de impeachment. O racional por trás desta regra é justamente forçar um shutdown da máquina pública, ou seja, já que o governo não fez o seu dever nos últimos anos, a regra o faria forçadamente através de um apagão, simplesmente determinando interrupção no pagamento de certas despesas.

Entretanto, na prática, a regra de ouro não passa de uma ilusão. Não forçou disciplina fiscal e, agora, com elevado risco de descumprimento, discute-se soluções ao melhor estilo do velho e conhecido jeitinho brasileiro. Para o ano de 2018, o governo já conta com uma grande ajuda do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para conseguir cumprir a regra de ouro. O Tesouro Nacional pede a devolução antecipada de mais de 130 bilhões de reais do BNDES, montante que seria suficiente para fechar as contas a fim de evitar o descumprimento da regra de ouro.

Como dinheiro não nasce em árvore e não há mais salvadores bilionários capazes de taparem o buraco para a regra de ouro de 2019, integrantes do governo, com aval da equipe econômica (folcloricamente reconhecida como ortodoxa no mercado), já começam articular uma ridícula flexibilização da regra. Nada mais “justo” para um País grau especulativo com longo histórico de soluções populares e irresponsabilidade fiscal. Se não é possível cumprir a regra, vamos mudá-la. Click! Que ideia "brilhante".

Previdência

Na novela da reforma da Previdência, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, admitiu que faltam 50 votos para o governo chegar ao mínimo necessário para aprovação do projeto na Câmara. A conta de Marun pode estar otimista e dificilmente seria possível checá-la, já que muitos parlamentares estão “off-line”, curtindo oficialmente suas imerecidas férias em resorts luxuosos.

Marun aposta que os argumentos contra a reforma da Previdência estão se esgotando e os parlamentares ainda resistentes podem mudar de ideia com a conscientização da população a favor do projeto. A tese de que os argumentos contra a reforma estão se esgotando é factível, mas a aprovação da população ainda parece ser algo difícil de alcançar, mesmo com as propagandas do governo.

Acordo Petrobras

A Petrobras conseguiu fechar um acordo para encerrar a ação coletiva nos Estados Unidos, movida por investidores em função das perdas provocadas pelo envolvimento da empresa no escândalo de corrupção revelado pela operação Lava Jato. A Petrobras vai pagar 2,95 bilhões de dólares, através de três parcelas, para encerrar o caso que precisa de aval do juiz da Corte Federal de Nova York.

A agência de classificação de risco Fitch avaliou a notícia positivamente, afirmando que o acordo reduz incertezas, com impacto neutro sobre o perfil de crédito da Petrobras. Ainda segundo a Fitch, o montante a ser pago pode ser coberto com recursos em caixa, bem como o peso sobre a alavancagem e o fluxo é gerenciável.

China

Vazaram informações no mercado de que a cúpula do governo chinês optou por manter a meta de crescimento econômico na faixa de 6,5% para 2018, a mesma meta anteriormente definida para 2017.

A expectativa é que a China registre PIB (Produto Interno Bruto) de 6,8% em 2017, superando a meta de crescimento muito em função da demanda global mais forte. Em 2016, a China registrou seu pior resultado dos últimos 26 anos ao atingir crescimento de “apenas” 6,7%.


A meta de 6,5% para 2018 é considerada conservadora, até porque o governo está empenhado em reduzir os riscos do endividamento elevado e de qualidade duvidosa, ao mesmo tempo em que mantem em curso o processo de transformação do modelo crescimento, mais voltado ao consumo interno e menos dependente dos pesados investimentos.

Estados Unidos

O relatório ADP divulgado na manhã desta quinta-feira revelou que o setor privado dos Estados Unidos criou 250 mil empregos no mês dezembro/2017, significativamente superior ao número de vagas criadas em novembro (185 mil).

O ADP veio bastante acima das expectativas de mercado (giravam em torno de 195 mil) e podem influenciar um número positivo para o payroll (relatório mensal de empregos) a ser divulgado nesta sexta-feira, com grande atenção no mercado de capitais. Os números reforçam o status de um mercado de trabalho aquecido na prática, mas que não é reconhecido oficialmente pela administração Trump, que julga existir espaço para criação de muitos empregos com a reforma tributária aprovada no Congresso.

Mercado

Sem apresentar novidades, o rali da virada continua predominando nas principais praças financeiras mundiais. S&P500 registrou nova máxima histórica aos 2.723 pontos, acompanhado por novos recordes no Dow Jones (25.075 pontos) e Nasdaq (7.077 pontos).

Na Europa, DAX (Frankfurt) subiu para 13.167 pontos, aproximando-se da última resistência abaixo do topo histórico, assim como o CAC (Paris) aos 5.413 pontos. FTSE (Londres) alcançou nova máxima aos 7.695 pontos e MIB (Milão) fechou aos 22.512 pontos após tocar e respeitar a média móvel simples de 200 períodos diária nesta semana aos 21.620 pontos.

Euforia compradora no Nikkei (Toquio), levando o índice aos 23.506 pontos, ultrapassando o antigo topo histórico registrado em 1992. Kyoya Okazawa, analista do BNP Paribas, avalia o movimento como sustentável, de acordo com a melhora dos fundamentos domésticos.

BSE (Bombay) permanece próxima de sua máxima histórica aos 33.969 pontos. RTS (Moscou) superou a máxima do ano passado nesta quinta-feira ao alcançar 1.209 pontos, mantendo o forte rali iniciado em 2016.

Ibovespa renovou nova máxima aos 78.647 pontos, seguindo o fluxo global. Somente no primeiro pregão de 2018, os investidores estrangeiros ingressaram com 865 milhões de reais na B3. No acumulado de 2017 o saldo dos investidores estrangeiros na bolsa foi de 13.412 bilhões de reais.

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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

2018 começa com demonstração de força dos últimos dois anos


Turquia renova máxima histórica ultrapassando 117.500 pontos, Índia está próxima de um novo recorde aos 34.000 pontos, Rússia e África do Sul em forte recuperação quase dobrando a pontuação registrada dois anos atrás, Coreia do Sul colada na máxima e Brasil próximo de renovar topo histórico.

A euforia que tomou conta das praças emergentes em 2016 e 2017 se estende para o início de 2018, retroalimentando o sentimento positivo no mercado. As praças desenvolvidas, algumas trabalhando ciclos de bull market há mais tempo, também seguem firmes na trajetória de longo prazo, com a referência de Wall Street renovando máxima histórica de forma recorrente em baixa volatilidade.

O mundo continua bull e os motivos mais recentes para renovação do ânimo positivo estão respaldados no tombo do dólar contra cesta de principais moedas globais. O índice que reflete o desempenho da moeda norte-americana caiu de 103,82 pontos em janeiro de 2017 para 91,83 pontos neste primeiro pregão de 2018, movimento considerado expressivo para uma moeda forte.

Alguns investidores PFs se mostram receosos com a boa fase no mercado, mas os players seguem destemidos, buscando o máximo possível de retorno dentro do permitido pelos regulamentos dos fundos. O movimento do dólar contra cesta de principais moedas globais é o mais recente reflexo da baixa guarda por segurança e corrida por ativos de risco em diversas praças financeiras.

O gatilho para demonstração de força no primeiro pregão deste ano foi reforçado pela agenda econômica. O Índice Gerente de Compras da China subiu de 50,8 pontos em novembro de 2017 para 51,5 pontos em dezembro do ano passado, surpreendendo largamente as expectativas do mercado de leve desaceleração do ritmo de expansão para 50,6 pontos em dezembro.

Nos Estados Unidos, o Índice Gerente de Compras saltou de 53,9 pontos em novembro para 55,1 pontos no mês de dezembro, revelando forte aceleração da atividade manufatureira antes mesmo de o ambicioso programa de reforma tributária entrar em prática.

Na zona do euro o Índice Gerente de Compras atingiu impressionantes 60,6 pontos no mês de dezembro, acima dos 60,1 pontos registrados em novembro, pontuação mais elevada desde 1997, quando o indicador passou a ser calculado. O forte movimento de expansão da atividade manufatureira, aliado ao cenário (histórico) de inflação extremamente baixa, respalda o clima positivo e de busca por ativos de risco no mercado, além da manutenção de uma política monetária expansionista por parte do BCE (Banco Central Europeu).

Na Índia, a atividade manufatureira também sinalizou aumento significativo de força no ritmo de expansão. O Índice Gerente de Compras saltou de 52,6 pontos em novembro para 54,7 pontos em dezembro, movimento mais forte dos últimos cinco anos.

Brasil, México e Coreia do Sul decepcionaram na passagem de novembro para dezembro, com recuos registrados no Índice Gerente de Compras, porém ainda em terreno de expansão da atividade. Depois de Índia e China, a Rússia continua se destacando entre os BRICS, registrando nova expansão da atividade manufatureira, de 51,5 pontos em novembro para 52,0 pontos no mês passado.

Com as principais economias mostrando força na expansão da atividade manufatureira, o índice do JP Morgan que mede o ritmo global da indústria subiu de 54,1 pontos em novembro para 54,5 pontos em dezembro, sustentando uma trajetória de recuperação consistente, já se aproximando da máxima dos últimos 7 anos.

Os indicadores positivos (alguns surpreendentes) divulgados neste início de ano respaldam o clima favorável observado no mercado e já começam criar expectativa perigosa entre os investidores (a nível global) de que 2018 será mais um ano tranquilo para as posições em ativos de risco.

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