terça-feira, 2 de janeiro de 2018

2018 começa com demonstração de força dos últimos dois anos


Turquia renova máxima histórica ultrapassando 117.500 pontos, Índia está próxima de um novo recorde aos 34.000 pontos, Rússia e África do Sul em forte recuperação quase dobrando a pontuação registrada dois anos atrás, Coreia do Sul colada na máxima e Brasil próximo de renovar topo histórico.

A euforia que tomou conta das praças emergentes em 2016 e 2017 se estende para o início de 2018, retroalimentando o sentimento positivo no mercado. As praças desenvolvidas, algumas trabalhando ciclos de bull market há mais tempo, também seguem firmes na trajetória de longo prazo, com a referência de Wall Street renovando máxima histórica de forma recorrente em baixa volatilidade.

O mundo continua bull e os motivos mais recentes para renovação do ânimo positivo estão respaldados no tombo do dólar contra cesta de principais moedas globais. O índice que reflete o desempenho da moeda norte-americana caiu de 103,82 pontos em janeiro de 2017 para 91,83 pontos neste primeiro pregão de 2018, movimento considerado expressivo para uma moeda forte.

Alguns investidores PFs se mostram receosos com a boa fase no mercado, mas os players seguem destemidos, buscando o máximo possível de retorno dentro do permitido pelos regulamentos dos fundos. O movimento do dólar contra cesta de principais moedas globais é o mais recente reflexo da baixa guarda por segurança e corrida por ativos de risco em diversas praças financeiras.

O gatilho para demonstração de força no primeiro pregão deste ano foi reforçado pela agenda econômica. O Índice Gerente de Compras da China subiu de 50,8 pontos em novembro de 2017 para 51,5 pontos em dezembro do ano passado, surpreendendo largamente as expectativas do mercado de leve desaceleração do ritmo de expansão para 50,6 pontos em dezembro.

Nos Estados Unidos, o Índice Gerente de Compras saltou de 53,9 pontos em novembro para 55,1 pontos no mês de dezembro, revelando forte aceleração da atividade manufatureira antes mesmo de o ambicioso programa de reforma tributária entrar em prática.

Na zona do euro o Índice Gerente de Compras atingiu impressionantes 60,6 pontos no mês de dezembro, acima dos 60,1 pontos registrados em novembro, pontuação mais elevada desde 1997, quando o indicador passou a ser calculado. O forte movimento de expansão da atividade manufatureira, aliado ao cenário (histórico) de inflação extremamente baixa, respalda o clima positivo e de busca por ativos de risco no mercado, além da manutenção de uma política monetária expansionista por parte do BCE (Banco Central Europeu).

Na Índia, a atividade manufatureira também sinalizou aumento significativo de força no ritmo de expansão. O Índice Gerente de Compras saltou de 52,6 pontos em novembro para 54,7 pontos em dezembro, movimento mais forte dos últimos cinco anos.

Brasil, México e Coreia do Sul decepcionaram na passagem de novembro para dezembro, com recuos registrados no Índice Gerente de Compras, porém ainda em terreno de expansão da atividade. Depois de Índia e China, a Rússia continua se destacando entre os BRICS, registrando nova expansão da atividade manufatureira, de 51,5 pontos em novembro para 52,0 pontos no mês passado.

Com as principais economias mostrando força na expansão da atividade manufatureira, o índice do JP Morgan que mede o ritmo global da indústria subiu de 54,1 pontos em novembro para 54,5 pontos em dezembro, sustentando uma trajetória de recuperação consistente, já se aproximando da máxima dos últimos 7 anos.

Os indicadores positivos (alguns surpreendentes) divulgados neste início de ano respaldam o clima favorável observado no mercado e já começam criar expectativa perigosa entre os investidores (a nível global) de que 2018 será mais um ano tranquilo para as posições em ativos de risco.

Conte com a minha ajuda na hora de investir o seu dinheiro! Saiba mais clicando aqui.

6 comentários:

  1. Boa noite. Voce nao faz mais análise tecnica? Abç

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, precisando de algo, basta me enviar e-mail ou usar o formulário de contato, verei no que posso lhe ajudar.

      Abs,

      Excluir
  2. -"Os indicadores positivos (alguns surpreendentes) divulgados neste início de ano respaldam o clima favorável observado no mercado e já começam criar expectativa perigosa entre os investidores (a nível global) de que 2018 será mais um ano tranquilo para as posições em ativos de risco."

    Entao, FI. No final, nao quer arriscar o seu Outlook local para 2018? Bull ou Bear? Abraços.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Deixo as previsões para os "especialistas" rs... No momento é bull, sem sinalização de reversão.

      Abs,

      Excluir
  3. Eu costumo acompanhar a cotação do ETF MSCI Emerging Markets para ver como está a euforia nos países em desenvolvimento, e realmente desde ali o final do ano passado (ali pelo dia 20 em diante) a cotação disparou de novo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, também gosto do EEM, na minha opinião é um dos melhores termômetros para mercados emergentes.

      Abs,

      Excluir