terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Ascensão de Oprah pode inspirar Huck no Brasil


Oprah Winfrey, uma magnata da mídia norte-americana, deixou as redes sociais eufóricas nos últimos dias com a possibilidade de sua candidatura para disputa presidencial nas eleições de 2020.

Durante a premiação do Globo de Ouro no último domingo, Oprah fez do seu discurso de 9 minutos um verdadeiro palanque de campanha. Usando uma abordagem mais humana, contra os assédios e abusos sexuais, Oprah foi ovacionada de pé pela plateia. Logo em seguida, começaram a surgir milhares de publicações em redes sociais com as palavras Oprah presidente.

Alguns veículos de imprensa norte-americanos informaram que Oprah está considerando seriamente a hipótese de concorrer nas eleições presidenciais de 2020. O movimento forçou uma resposta do presidente Donald Trump, que por sua vez afirmou que enfrentaria Oprah com prazer como adversária na próxima corrida presidencial.

Oprah é a outsider perfeita ao partido Democrata para enfrentar Trump em 2020. Hillary Clinton, candidata do partido na última campanha, decepcionou muitos analistas políticos, que consideravam uma vitória fácil até meados de 2016. Hillary não convenceu suficientemente os eleitores norte-americanos, talvez por ter uma imagem associada à podridão de Washington.

É bem possível que os Democratas passem a olhar com mais atenção para candidatos outsiders. A fama de Trump num programa de reality show certamente o ajudou vencer a disputa de 2016. Assim como Trump, Oprah tem forte presença na mídia norte-americana.

Ser famoso na TV parece ser um grande ponto favorável para que um candidato tenha chance real de vitória nos Estados Unidos. Esse movimento tem sido observado em outros países ocidentais, inclusive no Brasil.

Luciano Huck é a figura da mídia brasileira mais bem posicionada para captar esse movimento global. Apesar de o apresentador da TV Globo ter afastado especulações de que disputaria as eleições neste ano, as pesquisas precoces revelam que Huck tem potencial significativo de chegar ao segundo turno, o que certamente não é de se descartar, principalmente quando existe um poderoso veículo de imprensa pronto para o jogo.

Se um “simples” discurso em evento popular foi capaz de fazer vários eleitores sondarem Oprah na disputa de 2020, Huck, que tem uma boa aproximação e facilidade de comunicação com o povo brasileiro, poderia fazer o mesmo, se não melhor, na disputa deste ano, que será marcada por elevado sentimento de repúdio à classe política tradicional, terreno propício para rápido crescimento de outsiders.

BofA lança os três frágeis

Relatório do Bank of America Merril Lynch considerou África do Sul, Turquia e Brasil (para variar) como os três emergentes mais frágeis do planeta. A Turquia causa preocupação especialmente pela inflação alta e na África do Sul o problema principal é com o endividamento externo elevado.

No Brasil, a rápida deterioração fiscal é o principal ponto de preocupação do BofA, que projeta dívida sobre o PIB (Produto Interno Bruto) alcançando preocupantes 81% já no final deste ano. A reforma da previdência é considera essencial para corrigir o enorme desequilíbrio das contas públicas, mas infelizmente a chance de aprovação neste ano segue extremamente baixa.

Expectativa para o PIB dos Estados Unidos

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s elevou sua previsão para o PIB dos Estados Unidos em 2018, de 2,6% para 2,8%, influenciada pelos impactos da reforma tributária aprovada pelo Congresso em dezembro de 2017.

O ritmo de crescimento é considerado robusto para o padrão da economia norte-americana, que já opera próxima do pleno emprego. A previsão para 2019 também foi alterada de 1,9% para 2,2%.

A Standard & Poor’s não se arriscou a palpitar sobre eventual resposta do FED (Federal Reserve – Banco Central dos Estados Unidos) frente ao possível aumento da inflação vindo de uma economia em aceleração operando no ritmo de pleno emprego.

Entretanto, a longo prazo, a agência de classificação de risco considerada que o impulso provocado pelo pacote tributário ao crescimento tende a ser modesto, com o PIB retornando para a faixa de 2% em 2020. Estudos revelam que reduções distorcidas nos tributos (empresas, famílias de classe alta, média e baixa) mostram ter menor efeito multiplicador sobre o crescimento devido a uma menor propensão marginal a consumir entre as diferentes faixas de renda.

Inflação no México e juros na Argentina

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) do México subiu 0,59% em dezembro na comparação com o mês anterior, acumulando alta de 6,77% em 2017, a maior desde 2000, pressionando o Banxico (Banco Central do México) a manter posição firme na taxa básica de juros, atualmente em 7,25% ao ano, contra a tendência global de afrouxamento monetário.

Na Argentina, o Banco Central enxergou espaço para reduzir sua taxa básica de juros de 28,75% para 28% ao ano, já que a inflação oficial no país está enfim cedendo. A meta de inflação a ser perseguida em 2018 foi definida em 15%. Para 2019, o objetivo é alcançar 10% e, para 2020, apenas 5%.

Mercado

Os contratos futuros de minério de ferro seguem avançando na China, alcançando o maior nível dos últimos quatro meses. O barril de petróleo do tipo Light alcançou 62,96 dólares nesta segunda-feira, superando o pico de 2015. Já o barril de petróleo do tipo Brent segue aos 67,78 dólares, colado na máxima registrada em 2015.

Apesar do fôlego adicional das commodities, o Ibovespa recuou para os 78.863, em movimento de alívio, com os indicadores em zona de sobrecompra. Nos Estados Unidos, S&P500 fechou sinalizando candle de indecisão, operando com IFR em 79,64 no gráfico diário.

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2 comentários:

  1. Independentemente de quais sejam os candidatos eu acho que o fato é que mesmo uma Oprah indo e sendo eleita, essa enorme polarização tende a continuar se intensificando cada vez mais, e eu sinceramente não sei (e tenho medo) de onde isso vai parar.

    Pois de um lado tu tem pessoas "obcecadas" em fazer "um mundo melhor" e impor a agenda politicamente correta taxando todos os contrários a essas teses como nazistas e etc..., já a resposta a esse movimento tem sido o fortalecimento do outro lado da moeda, os extremista de direita tem cada vez ganhado mais terreno como a antítese do "politicamente correto", e inclusive pessoas que não são propriamente extremistas passaram a votar neles pois a "centro-direita" foi praticamente cooptada pela agenda da esquerda, e o exemplo mais claro disso é a Alemanha.

    Eu posso estar sendo alarmista demais, mas na minha opinião o grande choque (pois os atritos já estão a mil) entre esses dois grupos deve se dar após uma grande crise financeira, isso ao meu ver será o "principio ativo" de uma verdadeira tsunami politica no mundo ocidental. Até porque dessa vez as disputadas não serão entre nações, mas sim entre os grupos dentro dessas nações.

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  2. È vivemos a epoca da midiatização da politica, tragico, tragico.

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