sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Por que investir com a XP?


Cerca de um ano atrás a minha jornada de disseminação da cultura financeira no Brasil havia atingido um novo e importante patamar. Com a experiência adquirida pela longa trajetória de trabalho em bancos tradicionais brasileiros, aliado à curiosidade sobre o mercado de capitais, que por sua vez incentivaram estudos por conta própria por mais de uma década, este blog foi alimentado com alguns artigos sobre diversos assuntos relacionados ao mercado. Também escrevi um livro focado na dinâmica do mercado de capitais e expandi as minhas humildes escritas para outras fronteiras, atendendo convites do Jornal ADVFN e Investing.com Brasil.

Essa foi uma importante fase para ajudar propagar conhecimento, mas ainda sentia que pecava na eficácia e viabilidade de um auxílio mais próximo aos investidores e amigos(as) leitores do blog. A internet passou a conter muita informação de baixa qualidade ou mesmo indevida, o que me desagrada profundamente. Era o momento de me render ao bombardeamento de informações tóxicas ou dobrar a aposta e investir para viabilizar algo mais próximo e eficaz. O investidor precisa saber filtrar informações, se adaptar a dinâmica de mercado e estar preparado para realizar bons negócios. Não é uma questão de simplesmente trabalhar o emocional, mas sim de construir uma estratégia operacional fruto do perfil, estudo, treinamento e ganho de experiência. A melhoria de resultado surge com naturalidade ao longo dos anos.

A rápida compra do Itaú por metade da XP Investimentos foi o sinal verde para me ingressar nesse modelo de negócio diferente, inovador, justo, transparente e altamente eficaz. Foi nesse momento em que me tornei assessor de investimentos na JB3 Investimentos, escritório credenciado a XP Investimentos, e pude notar, desde então, o quão rápido a XP está se tornando numa gigante da indústria de investimentos brasileira. A quantidade de clientes que contam com a minha assessoria atualmente, por exemplo, também superou as expectativas que já eram otimistas.

Acredito que um bom assessor, sério, transparente e imparcial, não somente auxilia seus clientes a encontrar boas oportunidades de investimento, como também contribui para o crescimento e evolução do investidor no mercado de capitais. Essa é a minha proposta de trabalho e não tenho dúvida que posso ajudar ainda mais pessoas a investirem melhor suas merecidas e suadas economias, em busca de um futuro melhor e mais tranquilo.

Nada mais prudente do que fazer tudo isso sem cobrar nenhum centavo de nossos investidores. As assessorias de investimentos são gratuitas e a instituição financeira pratica política de taxa zero (custódia, retirada, entre outros), graças ao brilhante modelo de negócio criado pela XP.

Convido todos a conhecerem o mundo XP Investimentos e caso tenham interesse em contar com a minha assessoria, basta enviar e-mail manifestando interesse ( robson@jb3assessoria.com.br ) ou agendar uma conversa clicando aqui. Você vai receber uma ligação minha, sem compromisso, no dia e horário previamente agendado. 

Para abrir sua conta na XP Investimentos contando diretamente com a minha assessoria, basta clicar neste link. O meu código de assessor na XP é o A68439.

Por fim, termino este texto com uma mensagem de Luciano Huck:


Esse é o nosso espírito!

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Banco Central abre a porta para subida da taxa Selic


Apesar de demonstrar apreensão com os riscos do cenário interno e externo, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu nesta última quarta-feira manter inalterada a taxa básica de juros em 6,50%.

A decisão era amplamente esperada pelo mercado, que embora esteja exigindo mais prêmio no câmbio e juros futuros, sinalizando há algum tempo perspectiva de deterioração macroeconômica, reconhece as dificuldades de alteração na estratégia de política monetária nas vésperas das eleições presidenciais.

A próxima reunião do Copom ocorrerá nos dias 30 e 31 de outubro, pouco tempo depois da possível realização de um segundo turno presidencial muito polarizado. O Banco Central pode estar postergando o início de um necessário ciclo defensivo de aperto monetário, o que não parece ser uma boa jogada, tanto do ponto de vista das condições de mercado (o receio com as praças emergentes é fato de momento e não uma perspectiva de risco para o futuro), quanto do ponto de vista político (ambiente doméstico com nervos à flor da pele após o desfecho eleitoral).

Este trecho logo abaixo extraído do comunicado divulgado após a reunião de Comitê deixa claro o desconforto da autoridade monetária com os aumentos dos riscos para o cenário base: "...por outro lado, (ii) uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária. Esse risco se intensifica no caso de (iii) deterioração do cenário externo para economias emergentes. O Comitê julga que esses últimos riscos se elevaram".

Na verdade, o Banco Central está um pouco atrasado para reconhecer o impacto da frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas. Desde o momento em que o governo Temer desistiu de avançar com a reforma da previdência, o dólar tem se valorizado contra o real e os contratos de juros futuros voltaram abrir fortemente (proporcionando aumento das taxas futuras), criando uma diferença significativa sobre a taxa básica de juros, numa magnitude nunca antes vista nesta década.

Os prêmios de risco já estão afetados (elevados) quando comparado ao praticado no início deste ano e não há sinalização de reversão. Também não se esperava manutenção da trajetória de desaceleração da inflação, mesmo no horizonte relevante para a política monetária, seja pela retomada do crescimento, seja pelo impacto do dólar sobre as importações. Pelo contrário, a perspectiva é de aceleração da inflação. Além disso, a deterioração do cenário externo está mal explicada no comunicado, pois o foco de tensão global paira apenas sobre economias emergentes altamente endividadas em moeda estrangeira e/ou desajustadas.

Independente disso, o Banco Central sinalizou que a porta está aberta para uma elevação da taxa Selic no horizonte próximo, reforçado por este trecho do comunicado: “O Copom reitera que a conjuntura econômica ainda prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural. Esse estímulo começará a ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora.”

A projeção atual do mercado para inflação de 2019 não está tão baixa quanto o vagaroso ritmo de crescimento e já se próxima da meta de 4,25% a ser perseguida pelo Banco Central. Quando o impacto do recente fortalecimento do dólar começar a desembarcar na economia brasileira, as projeções dos agentes para a inflação tendem a subir ainda mais. Além da piora nas projeções de inflação, o balaço de risco (preços dos ativos, reformas não aprovadas, entre outros) também se agravou.

Portanto, a piora de cenário traçado pelo Banco Central, que poderia exigir uma resposta de aperto gradual na política monetária, não é um risco para o futuro como aparenta ser no comunicado, mas sim um fato consumado. A taxa Selic, atualmente em 6,50%, pode estar com os dias contados.

Saiba mais sobre o meu trabalho de assessoria de investimentos clicando aqui.